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Cabide quebrado: park jimin

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   Muitas pessoas odeiam look com muita informação e acho que por isso que looks monocromáticos viraram tendência e parecem não abandonar tão cedo. Eu, por outro lado, gosto muito quando vejo que consegui combinar vários detalhes e deixá-los harmônicos. No caso do arranjo de hoje, acredito ter feito esse milagre.



   Como diria Jack, vamos por partes. A blusa Jimin (sim sim, Park Jimin, meu namorado imaginário e cantor da banda BTS da qual estou me coçando para indicar aqui) é maravilhosa por si só, mas a blusa listrada por baixo deu um ar tumblr de ser. O detalhe aqui foi combinar as cores: branco e preto. Por cima, uma bomber rosa envelhecida da qual me apaixonei muito. Acho lindo o detalhe de pássaros que ela tem; fora a cor muito bonita. A bandana preta foi só pra acrescentar, considerando que a parte inferior do look é básico.


   A calça jeans de lavagem simples e a bota com corte V simplificaram e deram conforto. Talvez eu pudesse usar um salto alto preto e parecer com aquelas parisienses maravilhosas e estilosas, entretanto aí eu seria como elas e não como eu. Isso que é moda, né? Ser você.


   Sobre as fotos, eu estou cada vez amando mais isso. No entanto hoje preciso da opinião sincera de vocês: vocês acham que eu seria mais bonita se fosse magra? É uma pergunta simples e eu juro que não vou me ofender. Quero saber o que acham de verdade. Sinto que esse look, por exemplo, ficaria ainda mais stylish se eu tivesse as pernas finas e um corpo diferente. Não estou com pena de mim ou implorando por elogios; só estou sendo honesta. Isso acontece com vocês também? Isso de " eu gostei dessa roupa, mas ela ficaria tão melhor se eu/meu corpo fosse de tal maneira"?


Camiseta: Asian Mix Store
Camisa de manga longa: Deb
Bomber: Renner
Calça: American Eagle
Bota: Taquilla
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18 casais que eu adoro: #8

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   Como vocês já devem saber, eu não sou a maníaca dos seriados. Nas férias de verão, porém, acabei deixando um grande medo de lado e assistindo Pânico. Como vocês não devem saber, eu sempre tive muito medo daquele assassino da roupa preta e máscara branca, mas superar meus problemas com ele fez com que eu conhecesse uma certa série da MTV e, por consequência, o casal de hoje também.

Número 18: Louisa & Will
Número 8: Brooke & Jake

   Scream é uma adaptação para a TV fiel demais até do filme de mesmo nome. Entre assassinatos, segredos e muito mistério, dois personagens acabaram deixando meu coração apertado de tanta fofura e timing ruim: Jake e Brooke. Os dois estudam juntos e são do time dos populares. Até aí ok, né? O problema (além de estarem um episódio mais perto de morrer ou sei lá) é que eles se gostam muito. E é então que a gente ignora um pouco do banho de sangue e foca no shipp.

   Na primeira temporada sofremos porque Jake é do tipo cafajeste que pode ser o assassino. Mesmo que ele tenha sido esfaqueado em um episódio, eu ainda desconfiava dos segredos dele e dos trabalhos sujos. Ainda sim, torci pelo badboy. Ele não prestava e eu sabia, mas não são esses que a gente mais se apega? Eu sabia que ele podia mudar porque não era de todo ruim. Jake agia sem pensar muitas vezes e era um pouco egoísta, mas quando se tratava de Brooke ele fazia o impossível para proteger e amar. E Brooke também era assim, egoísta e impulsiva, e ainda dava para adicionar  problemas que ela já passava com o pai e toda sua personalidade marcante, resultando em uma relação bem complicada.

   Mas eles eram a válvula de escape um do outro e isso funcionava. E aí os sentimentos acabaram vindo e junto deles, o medo. Era difícil confiar e eu entendo isso, mas precisava ser tão complicado?[SPOILER ALERT] Só que todo esse ship acabou oficialmente umas quatro semanas atrás: Jake foi assassinado. Como se isso não bastasse, o corpo dele caiu em frente de Brooke durante um evento do colégio e eu não imagino quanto tempo ela vai levar para superar isso. Se bem que Stavo eita, que homem lindo aquele. Pena que é esquisito e possível assassino parece estar fazendo um bom trabalho indo dormir com ela todas as noites.
   O que vem por aí, hein?

   Se quer tirar suas próprias conclusões, Scream está disponível no Netflix. Todas as quartas lançam episódios novos da segunda temporada, viu? Acho que não vão se arrepender não.
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Ei, São Paulo

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   São Paulo me conquistou. Mesmo eu não tendo tendo ido em um lugar sequer dos que havia indicado aqui, descobri pessoas com histórias incríveis e restaurantes deliciosos em questão de quatro dias cheios e por isso que agora, de volta ao frio de Porto Alegre, já estou planejando a próxima vez.
   Para começar pelo básico, preciso dizer que o aplicativo Airbnb é um dos melhores da vida. Através dele, fiquei no edifício Copan por um ótimo preço. Além de ser obra de Oscar Niemeyer e ter uma vista incrível, o metro República fica duas quadras dali e um Starbucks nos cumprimenta na próxima esquina. Outro aplicativo que fez a estadia render foi o Uber. Não sei comparar com as outras capitais, mas achei o preço deles muito bom. O mínimo era R$ 6,50 e não pude reclamar de nem um motorista sequer que me atendeu. Mas, para transporte, eu achei o metro muito mais prático: pelo valor de R$ 3,80 você chega praticamente em qualquer lugar. Se não souber como, existem mapas bem claros nas estações e sua boca também pode ajudar, sabe? Pergunte.
 
Ah, para quem não sabe, eu fui para SP fazer o visto de turismo. Qualquer dúvida, é só perguntar.
   E as compras? Bem, eu não indico a 25 de Março não. Para falar a verdade, fiquei bem decepcionada porque ouvia que era um ótimo lugar para compras. Só que não. Além de muita muita gente (mesmo com uma quantidade grande de policiais por lá, foi inevitável ficar temerosa por roubos e pelas atitudes dos homens, falando cantadas idiotas, tocando em você), não achei nenhum produto muito WOW. Parece o centro de Porto Alegre, só que em escala maior. E sem lojas de departamento.
   Por outro lado, amei o bairro Moema. Por lá existem várias lojas legais e eu tive a sorte de pegar todas elas em liquidação. A que mais amei foi a Ana Mello e preciso dizer que VOCÊS PRECISAM PASSAR LÁ. A loja é super fofa, as atendentes são muito queridas, tem um food truck de milkshake na frente e, poxa, eu pude comprar três sapatos e só pagar por dois na verdade, só comprei um e minha prima comprou dois, mas vocês entenderam a felicidade. 










































   Já na Augusta ficam aquelas loja muito tumblr (alô iNBOx Shoes e Clube Vintage) e tudo de mais divertido que você possa imaginar. Essa foto abaixo é da Villa San Pietro que, mesmo que não tenha nenhum restaurante/loja pelo qual eu possa pagar, é um espaço fofo para fotos. Uma dica legal é o I Need Brechó que fica ali na esquina. As coisas lá são magníficas e os preços te farão chorar.


     E o Bom Retiro que muita gente fala? Não vale a pena não, galera. Você vai encher os olhos e o coração, mas não vai levar nada pra casa se não tiver CNPJ. Mas eu indico ir lá para a) dar uma olhada na Estação da Luz e b) restaurantes. Quando eu estava lá, acabei me atrasando para comer no restaurante coreano que queria (eles fecham 14:00h, ok? Não cometa os mesmos erros que eu) então acabei comendo no Larrô Sushi Café. A comida deles é divina e o atendimento é ainda melhor, viu? O sushi de lá é um dos melhores.

Nas lojas (as de varejo, que podem interessar) não existe provador, então vá de legging ou alguma roupa assim. Os acessórios por lá valem a pena, viu?
   Um lugar que você não pode deixar de ir é a Avenida Paulista. O parque Trianon vale muito a pena ser conferido, assim como a enorme Livraria Cultura. Eu morri com a quantidade de livros, mas não levei nada porque vi o alto custo para mantê-la sendo refletido no valor dos exemplares. Ah, e tem o MASP, né? Fiquei chateada por ter perdido a exposição do Renoir lá, mas achei muito interessante.
   Ah, e as terças no MASP são de graça, viu?
  









































   Ainda sim, mesmo com livraria infinita, sapatos maravilhosos e vielas bonitinhas (ah, falando nisso, visite a loja Rosa Chá na Oscar Freire também. A decoração deles é divina), meu lugar favorito foi o bairro Liberdade. Deixei para ir no sábado de manhã e a minha dica é ir confortável e bem cedo. Quando cheguei, as banquinhas ainda estavam sendo montadas e pude tirar uma fotos legais que até postei no snap (é bibsgeisler, viu? adiciona). Teve rolinho primavera dos deuses, muitas snacks orientais e restaurante coreano que não indico, mesmo com a comida sendo ótima. 


































   Já em lojas, indico muito a Fancy Goods: os produtos lá são uns amores e tem um vendedor que pareceu muito com aqueles ídolos coreanos maravilhosos e eu até fiquei sem graça de tanto que encarei o moço. Outra indicação é Loretta Farma. Os esmaltes lá são bem baratos.

   E pontos turísticos? Nesse quesito, eu acredito que deixei pecar. Não fui em museus, não fui no Beco do Batman, nem nos parques famosos e acredito que só vi a Catedral da Sé porque é perto da 25 de Março, assim como o Pátio de Colégio.

  Tudo que sei agora é que preciso voltar para São Paulo. Tem violência, é poluído e algumas coisas poderiam ser melhor sinalizadas, mas eu adorei porque você encontra de tudo um pouco e acredito que isso seja um privilégio de lá. Com mais de onze milhões de habitantes (só na capital!!!), essa cidade é incrível mesmo.
    Ei, São Paulo, me aguarde que eu volto.
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642 coisas sobre as quais escrever: 28

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   Seu primeiro dia de aula! Animada?
   Oi, maninha. Desculpa não estar aí, mas eu tive de estar em outro lugar. Mamãe deve ter dito "céu" e imagino que esteja achando estranho, uma vez que "estou no céu" mas você pode me visitar lá na igreja e no cemitério. Você sempre foi muito inteligente mas não queime neurônios pensando nisso. Só pense que, aonde eu estiver, estarei desejando que saiba que olho por você; que cuido de você.
   Voltando para o grande dia... Eu sei que está animada. Imagino que tenha dormido com o uniforme sem que ninguém visse. Se mamãe soubesse diria para tirá-lo para não amassar. Sei que arrumou a mochila e perguntou por seu almoço umas dez vezes. Deve ter conversado com o Senhor Mix o dia inteiro sobre como a escola era grande e como estava com medo de fazer novas amigas. O cachorro não ia te responder, mas você age assim quando está ansiosa. Você não se importa com as respostas alheias. Gosto disso. Não estou aqui para te elogiar hoje, na verdade, estou escrevendo para te explicar como a escola funciona. 
   Preparada para as dicas com a irmã mais velha mais legal do mundo? Lembre-se, ainda tenho esse posto, ok? Então, primeiro passo: escove os dentes e use as meias que bem desejar. Não deixe que nossa mãe dite as regras sobre como você deve usar o cabelo também. Não é legal. Segundo passo: respeite muito sua professora e todos os funcionários. Sempre que for um feriado especial, leve um agrado para cada um deles. Eles são seus amigos e podem te salvar de possíveis encrencas. Terceiro passo: temas e provas são importantes e quero que se dedique. Porém vá nas festinhas dos seus colegas e passeie com eles. Você pode até lembrar de regras de matemática mas não adianta nada se não tiver amigos do seu lado que poderão zoar você por ser tão nerd. Quarto passo: se alguém está te fazendo chorar, dê uma resposta esperta que só você sabe dar. Se a pessoa ficar sem graça e parar, ótimo. Se não parar é porque é tão tolo que não compreendeu sua resposta, então saiba que essa pessoa nem vale sua saliva. Quinto passo: suas amizades. Menina, menino, gordo, magro, negro ou amarelo; nossa família não se importa. Ninguém devia se importar, muito menos você, então não rotule e ande com pessoas que te fazem bem de verdade. Sexto e último passo, pequena. Quer saber o que é? Não odeie aquele lugar sob hipótese alguma. 
   Sei que é complicado, mas tente. A escola vai definir sua personalidade e quero mesmo que sua experiência lá seja ótima. Deixe que papai leia a carta e te ajude com tudo; você pode E DEVE confiar nele. Ah, falando nisso, se achar um amiguinho bonitinho, avise papai. Deixe-o a par das coisas que acontece no seu dia, assim como nossa mãe. Eles são seus amigos e já te dou um extra que pode não entender agora mas um dia fará sentido. Amigos chegam e partem e está tudo bem. Papai e mamãe são os únicos com rótulos eternos. Eu também. Família vai ser sempre família; sempre serei sua irmã, papai sempre será seu pai. Mas amigos talvez se tornem estranhos, namorados se tornem ex-namorados, entende? 
   Bom, eu te amo.
   Boa sorte, minha menininha. Estou orgulhosa de você. 

   Ps.: Só aproveite. 
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Não vou abaixar o som, mãe: Catfish and the bottlemen

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   Jaqueta de couro, coturno e roupa all black: Catfish and the Bottlemen é assim. Seus vídeos e letras têm essa vibe dark e você pode até não compreender muito bem sua mensagem de primeira, mas, uma vez que fizer sentido, você vai amá-los. Aliás, esses quatro britânicos são cheios de vida, então prepare-se porque eles se inspiram em Arctic Monkeys. 





































   Eu imagino que um dos pros de se tornar famoso é a capacidade de conhecer pessoas que antes você só admirava de longe; da TV ou dos rádios. Van, o vocalista, admitiu que Hourglass foi um dos seus sonhos sendo realizados, uma vez que a fotografia ficou por conta da filha de Ewan McGregor que, de brinde, trouxe o pai para contracenar no vídeo. Essa canção, inclusive, é uma das minhas favoritas e o resultado do mv foi bem interessante também, então vale a pena conferir.




































   Formada em 2007, a banda de indie rock já possui três álbuns prontos, porém só um publicado. The Balcony, cd liberado em setembro de 2014, teve seu nome devido a Cocoon, música escrita justamente em um balcão em NYC. Esse primeiro trabalho levou os caras por toda Europa, Austrália e Estados Unidos em uma turnê de um ano. Será que Brasil será incluído na divulgação do próximo álbum, que deve sair ainda esse ano? Espero que sim.



E aí, o que achou?
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montanha-russa e o blog

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   Incrível com as coisas mudam, não é mesmo? Em um momento estamos no alto da montanha-russa, vendo o parque inteiro, ouvindo pessoas se divertirem e casais se beijarem apaixonadamente, acreditando que nada pode nos afetar e que tudo está como deveria estar. Porém, em questão de milésimos, estamos descendo naquele carrinho apertado, questionando nossa capacidade de permanecer vivo, achando que não vamos durar muito mais.
   Isso acontece com todos. E isso está acontecendo comigo agora; essa caída desesperadora. Nesses momentos, eu me agarro em amanheceres bonitos, amigos incríveis, músicas tocantes e versículos inspiradores. No que você se agarra?
   O post de hoje é só para dizer isso mesmo.
   Ah, e pra perguntar o que você quer ver aqui no blog. Eu amo falar sobre música, por exemplo, mas vejo que ninguém escuta a música e comenta "que não conhecia, mas que amou". Só. Eu quero falar sobre viagens, porém só dizem "que nunca foram em tal lugar, mas adorariam conhecer" sem nem ler o que eu disse, o que eu indiquei. É óbvio que eu tenho que escrever sobre o que eu gosto (e eu sempre faço isso), entretanto é ótimo saber que leitores se indentificam também, ou não.
   Ah², e queria dizer que tem vídeo novo no canal. É um trabalho da faculdade e foi inspirado nesse texto aqui. Espero que gostem.

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642 coisas sobre as quais escrever: 279

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    Você disse que nós precisávamos de tempo.
    Mentira.
   Olhando você, sentada no banco desconfortável do trem, noto que não precisávamos de tempo. Minutos contados no relógio só aumentariam a raiva, assim como segundos gastos batucando na mesa não mudariam a vontade de nunca mais ter notícias um do outro. Sentamos prestes a fazer uma refeição juntos, mas o desconforto já nos alimentou. Horas não me fariam acreditar que você esquecera das promessas feitas; você as proferiu sabendo das possibilidades. Você prometeu me amar sabendo que aquela era uma aposta da qual não poderia sair vencedora, pois o destino sempre ganha jogos assim. Dias também não seriam longos o suficiente para demonstrar que você era a mesma pessoa por quem me apaixonei. Ou seja, não precisávamos de tempo. O que faltou então?
   Seu marido ajeita seu cabelo e depois continua lendo um livro. Parece uma história de terror. Que ele está lendo, quero dizer; ele parece estar lendo uma história de terror. Mas ver você na sua nova vida é como um festival de horrores também. Sua cabeça repousa no ombro dele e ele sorri quando você suspira profundamente. Vejo seu peito subindo e descendo lentamente, revelando um colar com um pingente peculiar: uma bonequinha. Uma menina. Sua menina. Podia ser nossa, mas é só sua. O que faltou? Não foi tempo. Foi amor? Porque eu dediquei carinho, fiz suas vontades, dei espaço e cuidei de você. Amor era isso ao meu ver: carinho, sacrifício, equilíbrio e cuidado. Amor agora é um sentimento tão abstrato quanto uma pintura: não sei interpretar e tampouco sei se realmente gostaria de saber o significado.
   Quando terminamos, você disse que precisávamos de tempo. Você nunca mais ligou. Faltou bônus no celular para ligar? Faltou tinta na caneta para escrever? Faltou vontade de perguntar se eu estava bem? Faltou tempo ou faltou amor? Não precisávamos de tempo. Precisávamos de verdades. Precisávamos de história.
   Você acorda quando a voz eletrônica anuncia seu destino. Você boceja e seu esposo fecha o livro. E então você olha para frente e me vê. 
   Finalmente não está rolando os olhos, sentada na cadeira de madeira que eu construí porque você pediu. Finalmente não está com os braços cruzados, dizendo que precisamos de um tempo. Finalmente não está na defensiva, dizendo que nunca prometeu nada. Finalmente está me olhando de verdade. E eu sei que você enxerga a dor em mim. Não foi fácil ver você ir embora e se casar meses depois, mas eu segui acreditando. Quebrei a cadeira, mudei de casa e comecei uma coleção de relógios desde que você partiu. Você disse que precisávamos de tempo e eu tratei de conseguir isso de uma maneira simbólica, sempre esperando você.
   Eu consegui tempo. Eu consegui tudo que faltou entre nós. Mas não consegui você de volta.
   Você saiu do trem de mãos dadas com ele e eu notei que fora enganado. 
   Você mentiu.
   Levanto, irritado, sabendo que preciso vender tempo. Realmente não preciso mais dele.
   E aí, antes de sair do vagão, vejo que deixou um relógio para trás.
   Seu relógio.
   Você quer que eu te procure?
   Tic-tac.
   Preciso de tempo.
   Era uma mentira elaborada e complicada ou você se arrependeu de verdade?
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