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Mary Kay

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   Eu nunca cuidei muito bem da minha pele. Aos 14 anos, quando as espinhas começaram a aparecer, fiquei louca de raiva, porém não procurei qualquer forma de diminuir as consequências dessas coisinhas pequenas mas tão irritantes. 
   As coisas mudaram mesmo ano passado, quando minha mãe me arrastou para uma sessão de limpeza de pele. Eu adorei a sensação de ter um nariz sem os cravos chatos, mas, claro, como toda alegria de pobre dura pouco, senti falta daquela maciez na pele semanas depois. Com o meu intercâmbio, acabei deixando certos cuidados de lado, porém novamente minha mãe estava lá para ajudar-me: ela me deu um quatro produtos da linha Time Wise da Mary Kay assim que voltei.
  
Esse creme de limpeza é o primeiro passo para a felicidade facial: além de deixar a pele muito macia, o produto pode ser aplicado até duas vezes ao dia. Particularmente prefiro fazer todo esse processo de dois em dois dias, mas depende de pessoa pra pessoa. Ele custa R$ 60,00 (ou R$ 59,90 como preferir).

Passo 1: Refinar 
Dentre os quatro produtos, esse é meu favorito. Quando você vai fazer uma limpeza de pele, algum produto será aplicado com uma textura de "areia", certo? Esse é bem assim; parece areia sendo passada no rosto, mas na verdade são microcristais de óxido de alumínio (também conhecida por bobagem química). O esfoliante é vendido por R$ 100,00. 

Passo 2: Restaurar
O segundo passo (desse kit) restaura a pele. Anteriormente você esfoliou a pele com o refinador e agora vai "selar" tudo. Os poros ficaram bem menos aparentes já na primeira vez que eu usei e aquela sensação de nariz lisinho voltou. Esse produto também custa R$ 100,00 porém o kit pode ser comprado por R$ 175,00 se você levar os dois.

Vale lembrar que eu tenho 17 anos e não precisaria de um redutor de linhas de expressão MAS como minha mãe comprou, não vou negar, né? Esse hidratante não é retirado com água e deixa a pele macia demais! Ele custa R$ 69,90 e tem uma opção para pele seca e outra para pele oleosa.

    Esses são os primeiros produtos que eu uso com certa frequência e noto resultados. A marca é realmente muito boa e preço pode até ser elevado, porém tenha em mente que durarão meses e meses! A quantidade, por vez, é mínima e você ganha um "medidor" para facilitar a vida e não exagerar/usar pouco demais.

E aí, o que achou? Já usou algo da Mary Kay?
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Ready? Go. Read! Todo Dia

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Ano: 2013
208 páginas
Editora Galera 
Autor: David Levithan

   Eu gosto bastante de histórias que envolvem anjos e seres espirituais assim, por isso fiquei bem curiosa para ler Todo Dia, do incrível David Levithan. No entanto, demorei anos para comprar o livro e mais alguns para fazer resenha. Ou seja, troféu vergonha para mim. 

"Se tem uma coisa que aprendi, é isso: todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente."

   A é um ser que troca de corpo todos os dias. Ele nunca sabe em que parte do país vai parar, nem no sexo da pessoa, mas todos os dias ele rouba 24 horas de alguém. E ele está conformado com isso, afinal essa é a única vida que ele conhece, mas tudo muda quando ele esquece as próprias regras e interfere de verdade na vida do seu hospedeiro: ele se apaixona pela namorada do seu corpo emprestado. 

"A bondade tem a ver com quem você é, enquanto a gentileza tem a ver com o modo como quer ser visto."

   Rhiannon é uma garota frágil que merece atenção, porém passa despercebida por todos. A enxerga isso e deseja muito poder tê-la todos os dias e, mesmo sabendo que isso é impossível, ele tenta. Ele tenta e é assim que o livro se desenvolve; com A tentando entender seus sentimentos e procurando uma maneira de conseguir viver normalmente. 

"- Me diz um modo de fazer isso funcionar. 
- Nós vamos encontrar um jeito - respondo. 
- Isso não é uma resposta. É uma esperança. 
- A esperança nos trouxe até aqui. Não as respostas."

   Recentemente, David publicou o segundo livro, que mostra o ponto de vista de Rhiannon, no entanto o que eu quero mesmo é uma continuação, porque a ideia do livro pode até ser maluca, mas é boa. A honestidade do livro é dolorosa de verdade e é justamente por isso que merece ser lida por todos. 

O que achou? Louco demais?
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Não vou abaixar o som, mãe: BIGBANG

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   Pois lembram quando eu falei sobre o dorama You're Beautiful? Se você deu uma olhada no post inteiro, leu algo sobre BIGBANG. E não, não estou falando de evolucionismo, que é o que minha mãe achou quando comentei o nome da banda, mas sim desses cinco homens lindos que conquistaram meu coração com seu estilo urbano.

"Se não é tarde demais, podemos voltar a ficar juntos? Se você, se você, se você está lutando como eu estou; não podemos tornar as coisas um pouco mais fácil?
Eu devia ter te tratado melhor quando eu tinha você."
- If You

   Para quem gosta de eletrônica e rap, BIGBANG é um prato cheio. Seungri, Daesung, Taeyang, G-Dragon e T.O.P se juntaram em 2006 e mesmo com um hiatus no meio do caminho, estão firmes e fortes. A banda é muita conhecida na Coréia do Sul e no Japão, mas espero do fundo do meu coração que isso mude, porque eu preciso de pessoas físicas com as quais eu possa surtar sobre esses rostinhos lindos e vozes vindas dos céus.

"Em algum momento comecei a olhar mais para o chão do que para o céu. É difícil até mesmo respirar. Eu estendo minha mão, mas ninguém a segura porque eu sou um perdedor, solitário, um covarde que finge ser durão."
- Loser

   Uma das coisas interessantes sobre eles é que projetos paralelos acontecem sempre. Algumas músicas são um dueto também, dando uma variada. Mesmo nunca parando, os caras conseguem ter uma harmonia incrível como banda e quero muito ir em um show deles, ainda mais depois de ter visto a versão live de If You. Ah, e não esquente com os nomes das músicas: além do hangul, as canções têm seus títulos traduzido para o inglês.

"Sob o mesmo céu, estamos em lugares diferentes porque você e eu somos perigosos. Estou deixando você. De amantes para estranhos. É covarde, mas eu estou me escondendo porque não sou bom o suficiente."
- Blue

   Eu entendo que a música coreana não seja tão famosa e vista de uma forma tão bela aqui no Brasil, mas assim como o dorama, o k-pop é parte de uma cultura diferente que vale a pena conferir. O mundo é imenso e se deixar levar por conceitos antigos e limitados é triste demais. Espero que pensem nisso e deem o play nos vídeos abaixo.



Meu favorito é o T.O.P então ele já é minha propriedade (momento hashtag Just Saying); mas você achou um especial? O que achou dos vídeos loucos? Conta aí. 
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18 casais que eu adoro: #14

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   Sempre achei idiota o fato de que todas as meninas gordinhas nos seriados são a) engraçadas e solitárias ou b) motivo de pena. My Mad Fat Diary veio pra fazer história e dizer que seu peso não tem que ditar sua personalidade ou sua vida e é por isso que eu jamais deixaria esse casal aqui fora dessa lista.

   Número 14: Rae & Finn

   My Mad Fat Diary é um seriado britânico de três temporadas, baseado em fatos reais. Situado em 1990, a história de Rae é contada de uma maneira muito natural e tocante: obesa, aos 16 anos, ela saiu do hospital psiquiátrico e não sabe muito bem o que fazer da vida. A amiga que havia se afastado aparece sem querer, apresenta uma nova turma e traz novos problemas para a vida de Rae, assim como novos amores. 
   E é aí que aparece Finn. Eles não se deram bem no início, mas mesmo com as brigas e olhares feios, eu já torcia para os dois. 
    Finn é durão. Ele é do tipo de amigo que defende, que protege e que não sabe muito bem como demonstrar sentimentos, mas que dá certo com Rae. Ele se torna a paixão platônica dela (e minha) em pouco tempo e, por incrível que pareça, já no fim da primeira temporada as coisas dão certo para os dois. Claro que depois tudo desanda, mas tudo bem; ainda tem uns momentos fofos para contar história.
   Eu me identifico com a Rae. Meus pais não são separados, eu não fui me tratar em um hospital e tampouco tenho um namorado lindo como o Finn, mas eu entendo ela. Eu entendo as inseguranças, as dores, a vontade de sumir. Eu entendo que ela não entenda como Finn gosta dela; se fosse comigo, eu também não compreenderia. Não posso atirar pedras porque eu já falei milhares de vezes "você tá louca? É óbvio que ele não gosta de mim". Talvez essa seja mais uma razão para gostar dos dois como casal: porque eles vão contra a "regra".
   Foi vendo o Finn com a Rae que eu notei que tenho medo de ter um namorado bonito. E se falarem "por que ele tá com ela?". A Rae se sente assim também e, mesmo não tendo visto a terceira temporada ainda, imagino que esse lado dela vai mudar um pouco. Eles já estão na faculdade e o Finn vive fazendo coisas para que ela coloque na cabeça que ele a ama incondicionalmente e pelos motivos certos.    
   Ah, e outro motivo pra amar os dois é o gosto musical deles. Oasis toca seguido e isso acaba com meu coração.

Mas e aí, conhecia a série já? Gostou do casal?
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642 coisas sobre as quais escrever: 283

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   Eu gosto de garotos. Desde pequena, sempre que era convidada para os eventos da empresa de meu pai, perguntava-me se haveria algum menino bonito do qual eu pudesse admirar. Nunca havia alguém. 
   Com o passar dos anos, acabei sendo enviada para uma cidade da qual garota alguma quer entrar: timidez. Sem uma alma masculina e forte por perto, entregava-me sem demora às sensibilidades da vida. Chorava facilmente, ficava agoniada rapidamente. Claro, meu pai estava lá, mas ele não era exatamente um exemplo de garoto pelo qual eu devesse esperar. Ele era o legítimo príncipe encantado nesse mundo de sapos. 
   Em um dia comum, o peso da timidez me atingiu num passe de mágica e de maneira contrária à revigorante. Foi suplicante; aterrorizante. Eu vi o outro príncipe encantado nesse mundo de sapos. Não sei como, mas sabia que era ele. Era ELE. A pessoa; O cara. Letra maiúscula quase como nome próprio; letra maiúscula para dar ênfase.
   Letra maiúscula. Ele.
   Letra minúscula: eu.
   Ele era O cara, mas eu era só eu. Cabelo mais ou menos, pele ruim, roupas que não tinham o mesmo caimento que as de modelo. Olhos comuns, vida comum. Como competir com as outras por aí? Esse era o justo ponto: eu não competia. Simplesmente saía do caminho e deixava elas vencerem, pois estar na cidade da timidez faz com que você pense que vencer não é uma opção. Você puxa a manga das roupas para cobrir as mãos porque não sabe o que fazer com elas. Você não fala com pessoas ao telefone porque tem medo que elas falem algo zombeteiro sobre sua voz. Você desiste de sair porque sua aparência não é apresentável o suficiente. Você olha o príncipe encantado, fica feliz por cinco segundos e então desvia porque a princesa dele está lá fora, não dentro de você.
    Eu vi o príncipe. Fiquei feliz por cinco segundos. Desviei.
   Com os olhos azuis e cabelo loiro, o menino era estonteante. Ele usava um terno preto e gravata azul, mas eu podia imaginá-lo de uma forma bem menos formal, talvez cozinhando algo para nós dois ou sentado ao meu lado, em alguma festa infantil que demandasse muita animação e comida boa. Ele era bonito, mas o que chamou minha atenção foi que, mesmo com pressa, ele sorria para as pessoas. Foi delicado, observador. Ele sabia que, naquela hora do dia, todos estavam irritados e doidos para chegar em casa. Trombar em alguém seria pedir para morrer naquela cidade. Ele sabia disso e foi gentil. Sabia disso e, mesmo possivelmente atrasado, deixou o dia de outras pessoas melhor.
   O príncipe passou por mim, pareceu olhar-me nos olhos por dois segundos e partiu. Não sei onde ia com tanta pressa, mas me convenci de que não era saudável saber. Ele já era de outra e, se ainda não era oficial, logo acharia A mulher.
    Ele partiu e eu não olhei para trás.
   Na terra da timidez, você sabe que as coisas nunca são com você, porque nada se desenvolve lá. A terra é contaminada. Na cidade da timidez, usamos mangas compridas, não falamos ao telefone com estranhos nem saímos enquanto o cabelo está molhado porque o vento deixa os fios sem ordem. Na cidade da timidez, vou até em casa e penso no menino. Imagino onde está e porquê corria. Na cidade onde eu vivo, ele não me quer, nem sequer vai lembrar da garota estranha que viu saindo da estação de trem. Na cidade onde vivo, fico brava comigo mesma por não ser magnífica. Na cidade onde quero viver, gosto de garotos e eles gostam de mim. Na cidade onde eu vivo, a timidez transformou minha segurança em destruição e não consigo viver confiante.
   Na cidade onde eu quero viver, o príncipe parou, voltou e perguntou meu nome. Na cidade onde vivo, ele foi embora.
   Assim como minha esperança.
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642 coisas sobre as quais escrever: 282

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   Estou atrasado. Coisas assim acontecem comigo todos os dias, mas ninguém nunca se importa. Sinto que meu sorriso brincalhão é meu passaporte para ser sempre desculpado. Ninguém se importa com a pequena fenda que existe nos dentes da frente; todos só querem ser apreciados, e um sorriso possui essa capacidade. As pessoas se sentem apreciadas quando alguém sorri para elas e isso é um fato.
   Sorrio para o porteiro. Pergunto como está seu cachorro. Segundo ele, Gilbert está bem e sua pata está até melhor. Sorrio para a senhora do quinto andar que está chegando. Não sei seu nome, mas ela sorri de volta. Sorrio para mais umas três pessoas no caminho até a estação. Sorrio para uma porque gosto de seus sapatos e para as outras duas porque são o casal mais lindo que já vi. Sorrio também porque quero algo assim para mim.
   Na escada rolante, cada minuto passa rápido, gritando "você está atrasado!", mas eu suspiro e sorrio para uma menina que parece com uma colega de faculdade. Talvez seja ela. Ou não. Ela sorri de volta. Legal. Ela é bonita.
   Entre sorrisos e tic-tacs do relógio, eu enxergo uma menina. A menina. Não é simplesmente legal; é ela. Mangas compridas, sorria como se tivesse vergonha da própria existência e mexia no cabelo constantemente. Ela era o oposto de mim. Alguém como ela me faria ser pontual, me ensinaria como equilibrar as situações. Eu a vejo, ela me vê. Mas talvez seja só eu, talvez seja só a euforia daquela entrevista de trabalho. Talvez.
   Quando passo por ela, ela não olha para trás. Se olhasse, jurei que desistiria da entrevista. Eu já estava atrasado de qualquer forma. Seria bom parar e, quem sabe, tomar um chá com ela. Perguntaria sobre seu cabelo bonito e pelo motivo de ser tão envergonhada. Perguntaria sobre muitas coisas. 
    Mas ela não olhou.
    Então foi só eu. 
   Não sorrio para ninguém no resto do caminho. Ninguém parece decepcionado, mas eu estou. Estou decepcionado porque, sendo uma pessoa extrovertida, esperava ser amado por todos, assim como esperava ter minha dedicação retribuída. Estou decepcionado porque ela pode ter visto minha imperfeição dentária e ignorado a vontade de ser apreciada. Estou decepcionado por não saber seu nome. Por ter pensado que ninguém seria a exceção para mim. Não estou decepcionado, estou triste.
   O que será que ela faz no cabelo para deixá-lo tão lindo?
   Cheguei na entrevista em cima da hora, mas consegui. Eles queriam alguém que "soubesse conversar com todo mundo". Sou bom com isso e não negaria mesmo. Talvez se negasse, ela iria se sentir confortável comigo e até olharia para trás.
   No caminho para casa, notei que o mundo não é sobre sorrisos. Mesmo arqueando a ponta dos lábios, as coisas podem estar desabando. Mesmo evitando contato visual, a vida pode estar feliz e nos conformes. O mundo também não é sobre isso. O mundo é sobre padrões e sua capacidade de interpretá-los e ignorá-los quando necessário. Posso ser extrovertido, mas também posso ter dias ruins. Aquela menina pode ser introvertida, mas alguém vai gostar dela pelo jeito que é.
   Gostaria de ser esse alguém.
   Mas não sou.
   Continuo sorrindo. É só o que sei fazer de bom.
   Espero vê-la de novo. 
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Pra assistir: You're Beautiful

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Nome: You're Beautiful // Você É Linda
Ano: 2009
16 episódios, uma temporada
Disponível no Netflix

   Deixe-me começar esse post dizendo que nunca gostei de kpop, mas dei uma chance no início desse ano porque minha amiga do Vietnã gosta muito e me apresentou sua banda favorita, BIGBANG (que provavelmente vai virar Não Vou Abaixar O Som, Mãe; aguardem) e eu amei. Desde então, tenho procurado um pouco mais sobre a cultura coreana e foi assim que descobri os doramas, que é o nome usado para séries coreanas; k-drama. 
   A história de You're Beautiful, série de seis anos atrás, é sobre Go Mi Nyu, uma futura freira que acaba tendo que abdicar de tudo que conhece para ajudar o irmão. O problema mesmo é que essa ajuda não é das mais convencionais: ela precisa passar-se por menino durante um mês, tornando-se Go Mi Nam e entrar em uma famosa banda pop do país. Claro que no meio disso vai rolar muito drama, muita confusão e, obviamente, muito romance.

Eu imagino que você não tenha assistido muitos doramas antes, então preciso te dar umas razões para confiar em mim e assistir, certo? Certo. 

#1. A série é inocente. 
Um dos motivos pelos quais eu gostei de dorama é que eles são mais "puros". Os beijos são quase infantis e toques não são tão requisitados, mas isso não exclui a possibilidade de romance. 
Pelo contrário. 

#2. Você conhece a cultura coreana. 
Eu adoro viajar e os doramas mostram bastante dos costumes na Coréia do Sul. Usar somente pantufa dentro de casa, as maneiras exageradas de comer, não dar abraços ou dizer "oi", mas sim se curvar para mostrar respeito são exemplos disso. Acho muito interessante e confesso que agora quero muito visitar Seul.

#3. A comédia.
São incontáveis as vezes que eu quase chorei de rir. Nesse dorama em especial, Jeremy, um dos membros da banda, é muito engraçado e eu não pude deixar de me apaixonar por ele. Ele é muito fofo!!

#4. Caras bonitos e estranhos ao mesmo tempo.
Eu nunca achei que asiáticos fossem os caras mais atraentes do mundo, porém, por alguma estranha razão, mudei de ideia. Eu acho que a personalidade deles me conquistou demais, uma vez que eles não medem esforços para mostrar que se importam com alguém. 

#5. O romance.
O romance nessa série é uma coisa de louco. Honestamente, não sei para quem estava torcendo. Tudo que sei é que eu adoraria ficar com qualquer um dos caras que ela não escolhesse.
"esperar por ela e não dizer é a mesma coisa que não esperar, seu idiota egocêntrico"

   Tudo que peço é que você dê uma chance para esse dorama. Assista um episódio e decida se gosta ou não. Sem conceitos já aceitos em sua cabeça e sem vergonha de que vão te achar idiota por gostar desse tipo de série/cultura. 

Comenta aí se ficou curiosa e o que mais gostou dentre meus motivos para assistir, ok?
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642 coisas sobre as quais escrever: 214

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   Eu estava caminhando na rua sem prestar atenção nas pessoas, só olhando o céu mudar a cada segundo. Se eu piscasse, perderia a razão e também o momento em que a parte laranja ficou rosa e, então, trocou para azul escuro e para preto em seguida. Não pisquei. Fiquei estático, tremendo com a vontade avassaladora de fumar.
   Um mês atrás, você havia saído do meu apartamento dizendo que queria que eu parasse com os maus hábitos, pois fumar me mataria. Levei um longo tempo, sabe? Andei por aquele apartamento durante madrugadas intermináveis e adquiri novas manias para superar algo que você não gostava. Fiz isso porque gostava de você. Levei o que você não gostava em consideração porque é isso que apaixonados fazem. Eles se importam. Eles se esquecem deles mesmos, se for necessário. Eu soube, assim que você saiu da minha vista, que faria o impossível para que o cheiro de cigarro não impregnasse mais meu sofá ou minhas roupas. Eu faria tudo para que aquele cigarro pequeno não acabasse com o que nós tínhamos. Algo grande, não é? Eu acreditava que sim.
   Eu fui na sua rua hoje. Passei lá quando sabia que você estaria. Passei para falar que tinha finalmente parado de fumar; que meu único vício seria seus beijos ou, se você achasse aquilo muito brega, que meu único vício então fosse te fazer feliz. Porque era isso que eu sentia, porque era essa a verdade que eu estava carregando entre os dedos, levando a boca e inalando. A verdade que me acalmava era que, com esse problema longe de nós, sem meu vício idiota, você voltaria para mim. 
     E eu me enganei.
   Eu vi você inalando seu novo vício na frente de seu prédio. Ele era alto e forte, então provavelmente poderia me matar e foi por isso que eu não me aproximei para aplaudir sarcasticamente o beijo de vocês. Posso não ter me aproximado porque machucaria mais, no entanto não vou deixar essa como primeira razão. Não pense que eu deixei de ser orgulhoso; eu deixei foi de fumar, não de ser idiota. 
   Vocês se beijavam e você parecia feliz, então dei meia volta e resolvi dizer nada.
   Como falei, estava caminhando e olhando para o céu mudar. Então eu pisquei. Pisquei de novo. O céu mudara em um segundo e eu também. Eu não tinha me dado conta, meu amor, mas foi do outro lado da rua, vendo você com outro, que eu finalmente parei com meus hábitos ruins: você.
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18 coisas para meu apartamento: #15

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   Uns tempos atrás, vi um post no famoso blog Depois Dos Quinze falando sobre decoração com cortiça. Achei incrível quando vi que podia ser usada como revestimento de parede, uma vez que você pode então pendurar o que quiser na parede, com a ajuda de pinos bonitinhos e coloridos.

Número 15: Parede de cortiça

   
  Pense na cortiça como um papel de parede diferente. O preço varia muito de estabelecimento para estabelecimento, mas o metro quadrado está em torno de 30 reais. Já o valor do produto para aplicação é de 20 reais por tubo.
   Você pode fixá-lo com cola bonder ou colas especiais para o material; o produto não é tão relevante, o que importa é que, diferente do papel de parede, a cortiça é bem mais fácil de ser aplicada. 


E aí, o que achou?
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Moleca?

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Referência: 5222.123 
Marca: Moleca 
Material: Camurça
Recomendo? 
Sim! Se não gosta muito de ler, leia só o quarto parágrafo, com a minha opinião.

   Além da minha capacidade de me apaixonar por caras fictícios, eu possuo a maravilhosa mania de nunca me cansar de sapatos. No entanto, eu nunca gostei muito de expor essa mania aqui no blog; talvez por medo de pensarem que eu fosse do tipo de blogueira que só fala disso ou por receio que me achassem fútil. Ou por falta de paciência também.
   De qualquer forma, com o post do look do dia (se não viu, olhe aqui e elogie minha coragem por ter postado o primeiro look no blog) eu consegui me "libertar" um pouco. Por isso, hoje estou aqui para assumir meu amor de verdade e contar com a opinião de vocês. 
   Moleca é uma marca que esteve muito presente na minha vida por conta da minha mãe, que sempre foi fã. Quando pequena, eu não compreendia, mas com o tempo eu entendi que ela falava era da qualidade da peça. Entendam que EU ESTOU GANHANDO ABSOLUTAMENTE NADA PARA FALAR ISSO. A mais pura verdade é que a qualidade dos calçados é realmente boa, só que muitas vezes a marca é subestimada. E só porque não custa 500 reais, não quer dizer que seja inferior, ok? Só lembrando.
    Eu decidi falar desse sapato em especial porque nunca me dei muito bem com sandálias. Saltos sempre foram meus inimigos de verdade. Mas, pela primeira vez na vida, me encontrei nesse mundo: esse sapato é confortável DEMAIS! O salto quadrado me dá muito mais apoio, então não tem aquele medo de fincar o salto em qualquer vão que tenha no chão. Já sobre as tiras que seguram o calçado, elas são feitas de elástico (muito confortável, devo acrescentar), assim se adequando direitinho no pé.
   Juro, é incrível.
   Ainda não teve look com ela porque o tempo aqui em Porto Alegre está bem chatinho: chove, chove, chove. Mas assim que sair sol, prometo tirar boas fotos e compartilhar com vocês. Aliás, muito obrigada pelos comentários maravilhosos, viu? O apoio de vocês conta muito pra mim.

   Você pode encontrar as lojas que vendem Moleca aqui e curtir o Facebook deles, se quiser.

E aí, o que achou?
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Não vou abaixar o som, mãe: Nothing But Thieves

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   Desde junho, tenho conhecido umas bandas alternativas boas demais. Nothing But Thieves foi uma dessas; a melhor, na minha humilde opinião. Com cinco integrantes e com um passaporte inglês, a banda foi formada em 2012, mas só assinaram contrato com a RCA Records ano passado.

"Por favor assinar na linha pontilhada. Esses pensamentos não são requisitados, mas você é todos os malditos vampiros para mim. Emergência, ajuda"
- Emergency

   O primeiro álbum dos bonitinhos vai sair dia 16 de outubro, mas a discografia deles já conta com dois EP's que, pra quem não sabe, são o meio termo entre um single e cd. Não possui tantas faixas quanto um álbum e nem poucas quanto um single. O primeiro EP foi chamado de Graveyard Whistling e o segundo, Ban All The Music.

"Ninguém está ficando mais jovem; gostaria de um suvenir? Porque se você não acredita, isso não pode ferir-te. E quando você deixar isso ir, não poderá feri-lo."
- Graveyard Whistling

   A banda, mesmo tendo aberto shows para Arcade Fire e Awolnation, não é famosa. Mas, com esse álbum novinho que vem por aí, espero que isso mude logo.




E aí, gostou?
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642 coisas sobre as quais escrever: 79

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   Dizem que as crianças não sabem da verdade. Dizem que vivemos presos em filmes infantis e que por isso não compreendemos a seriedade das coisas. Dizem que nós não enxergamos que a luz no fim do túnel é só um aumento no salário ou uma melhora na economia. Dizem que nós somos iludidos e que não entendemos. Mas eu entendo, acredite, eu entendo. E eu só tenho doze anos.    Minha mãe chegou do trabalho hoje, com aquele sorriso usual nos lábios. Ela possui olheiras e suas raízes precisam ser retocadas com aquela tinta preta barata, porém ela sorri como se não tivesse problemas. Ela diz que é por minha causa. Acredito naquilo porque mães não mentem e muito menos o sorriso delas. Ela senta-se no sofá, desvia do rasgo que permite que a espuma saia do estofado e me puxa para seu colo. Minha mãe me beija na testa, pergunta do meu dia e, depois de uma breve conversa, comenta que precisa de um banho.    Eu a amo. Amo por tantas razões que nem lembro quando tudo começou. Amo porque eu vejo as contas se acumulando na bancada, mas nunca a ouvi reclamar. Amo porque ela ficou sem bolo de aniversário porque teve que comprar um uniforme novo para mim. Amo porque mesmo sem uma cama grande, ela me deixa dormir na dela quando tenho pesadelos. E mesmo quando não tenho, ela me deixa ficar em seu quarto e afaga meus cabelos sem perguntar. Acho que ela sente falta do papai, mas a verdade é que eu a amo por aquela razão também: porque ele a deixou, mas nem por isso ela fez a recíproca ser verdadeira. Ela ficou lá e cuidou de mim como ninguém mais cuidaria. Eu lamento por tudo isso também.    Eu fui para o nosso pequeno banheiro para perguntar se ela havia conseguido o emprego que ela desejava. A entrevista com os engravatados era hoje. Mamãe estava lavando o rosto. Seus cabelos estavam presos e suas roupas estavam no chão. Ela não exalava luxúria. Ela era real.      Vi seu corpo e soube que ela me amava também.     Mamãe disse que queria aquele emprego porque eu merecia um futuro melhor. Mamãe não disse, mas seu corpo, naquela noite, estampava seu amor por mim, porque ao lado dos quadris dela estavam marcas da costura de sua roupa de baixo. Nas suas costas, o fecho do sutiã apertado ainda marcava sua pele, assim como nos ombros, pela alça fina. As pernas, marcadas pela calça social justa que ela havia vestido, estavam mais finas. Ela havia colocado aquela roupa para ficar aceitável e conseguir o trabalho.     Ela havia feito aquilo por mim.    Então, notando seu cansaço e a aparente falta de felicidade, eu sorri para ela. Não perguntei sobre o trabalho. Disse que a amava. Ela sorriu, então a deixei tomar seu banho. Deixei o som ligado na sua música favorita naquela noite.    Eu entendo. Minha mãe trabalha demais e a culpa é minha, porém, mesmo que eu compreenda, não posso mudar isso. A vergonha é que os adultos dizem que nós não entendemos de nada e é justo a criança que procura uma maneira de melhorar as coisas enquanto eles estão ocupados em julgar minha mãe e eu.     A vergonha é que eles podem fazer algo para ajudar e eu não.
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