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Listras e sapato do meu pai?

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   Depois de fazer resenha de batom mesmo dizendo que não era dessas blogueiras, aqui estou eu fazendo post com look do dia. O que está acontecendo comigo?
   A verdade é que eu nunca fui confiante sobre minha aparência. Eu não gosto do meu sorriso (por isso que prefiro tirar foto fazendo careta), não gosto das minhas coxas (por isso prefiro usar blusas mais compridinhas) e não sou magra. Não gosto de mais um bando de coisas, mas eu gosto de moda. Adoro, na verdade. Então, ignorando minhas inseguranças e medos, vou compartilhar o look de hoje. 

 O look é simples. Listras, jeans; não tem como errar. Eu apostei em uma jaqueta militar e um calçado um tanto quanto inconveniente: sapato masculino social. Um oxford preto faria o mesmo efeito, mas a verdade é que eu preferi roubar o do meu pai. 

   Sobre o sapato, não é como se eu fizesse isso sempre, ok? Foi meio que um acidente. 
   Eu fui na casa dos meus pais semana passada e, caminhando do ponto de ônibus até a casa deles, fui surpreendida com a pior chuva que já tinha visto. Foram cinco minutos na chuva rindo porque estava pensando que não poderia ficar pior. Então, como no outro dia eu precisava sair e meu tênis estava molhado, precisei de outra coisa. Como minha mãe calça 33, a moral foi pegar um emprestado do meu pai mesmo. 
   E aí está!
Blusa: Renner 
Calça: American Eagle  
Jaqueta: C&A
Sapato: Tevah
Bolsa: Primark

Agradecimento especial: Bruna Garcia, minha linda prima-irmã nutricionista.
@nutribrunagarcia no instagram
e facebook.com/nutribrunagarcia

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Pega o passaporte: rotina em londres

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   Nesse ano fugi um pouco do inverno indo para Londres, Inglaterra. Resolvi dar umas dicas nesse post e hoje vou retomar e ficar nostálgica falando um pouco dos meus dias na Europa.

#1. Portugal


Portugal não estava no script, mas se tornou uma ótima surpresa. Sem querer, não percebi que nossas passagens de Portugal para Londres envolviam uma looooonga espera em Lisboa. Com uma falta de planejamento aceitável, minha mãe e eu pegamos o metrô (que fica praticamente dentro do aeroporto) e fomos até a Rossio Square. Ao redor da praça, uns restaurantes legais garantirão seu almoço/janta.  
Aproveite para tomar sorvete. É ótimo. E para ficar embasbacada com a quantidade de homem bonito.

#2. Oxford Street
Como ficamos no aeroporto de Lisboa a noite inteira, o voo de duas horas até Londres não foi fácil. Depois de dois metrôs até nosso hotel, nós estávamos esgotadas e por isso resolvemos que, para poder dormir cedo, iríamos só na Oxford Street. Minha mãe amou as lojas européias e depois comemos no Nando's. O preço do jantar foi de vinte libras por uma comida muito satisfatória e um ambiente legal.
Aproveite para passar na Primark! O Soho fica pertinho dali também, viu?

#3. Portobello Road, Hyde Park, Picadilly Circus e Trafalgar Square

Mesmo sem ter assistido o filme Notting Hill, o bairro te faz ser fã à primeira vista. Portobello Road é o lugar perfeito aos sábados por abrigar uma feira de rua maravilhosa que conta com porcelana, crepes deliciosos, cantores bonitinhos e gente legal. 
Aproveite para chegar lá cedo. Começa umas nove da manhã e parece não ter fim!

Hyde Park é bem pertinho de Portobello Road, então nada que um bom mapa e disposição não façam. O parque é lindo e, se puder, olhe na internet os pontos onde deseja ir, afinal o tamanho do parque é imensurável mesmo.
Aproveite para não ficar tirando fotos os tempo todo. Leve um lanchinho e sente-se no chão como todo mundo. É uma experiência única, eu garanto.

Depois de passar na Picadilly (da qual eu não achei TUDO aquilo), fomos para a famosa Trafalgar Square. O museu de arte National Gallery fica lá e é de graça.
Aproveite para ir na Trafalgar Square no dia quatro de abril. Acontece uma guerra de travesseiro na praça mesmo.

#4. Camden Town e Regent's Park

Eu tinha comentado antes sobre Camden Town e preciso dizer que nesse meio tempo meu amor não diminuiu. A saudade aumentou, na verdade. Camden Market é uma feira maravilhosa onde você pode encontrar de tudo um pouco: artesanato, sapatos, lembrancinhas, roupas, comida e estúdios de tatuagem. Minha mãe e eu comemos uma caixa de fish & chips (peixe e batata-frita; famoso "prato" londrino) por seis libras lá. 
Aproveite para passar em Camden no domingo, pois é quando a feira fica ainda mais intensa.


Como vocês podem ver, minha mãe estava encantada no Regent's Park. Há um lugar por lá chamado Queen Mary Walk com uns jardins perfeitos! 
Aproveite para tomar um bubble tea no caminho de Camden Town para o Regent's Park.

#5. Buckingham Palace, Big Ben, London Eye e London Bridge.


Segunda-feira foi o dia londrino. Eu já tinha visitado Londres antes, mas como minha mãe era iniciante (como se eu fosse muito experiente no assunto mesmo), tive de fazer o tour completo e levá-la nos lugares que todo mundo vai. Fizemos esse caminho todo só caminhando, então posso afirmar que vale a pena colocar um calçado confortável e se deixar levar.
Aproveite, no verão, para passar no palácio em dias ímpares às 11:30h da manhã. É a troca da guarda.

#6. Chinatown (e possível Covent Garden, mas eu esqueci)

Depois de caminhar tanto e nunca se cansar de ver Londres, resolvemos acalmar o coração no nosso último dia e ficar perto do hotel. Fomos em Chinatown e comemos um doce muito bom, que custou uma libra só. Curtimos um pouco mais a vibe "chá/boyband/ônibus vermelho de dois andares" e fomos arrumar nossas coisas, pois estava na hora de voltar para casa.
Aproveite para passar em Covent Garden também. Eu esqueci.

   Londres é um lugar maravilhoso e muito mais que só Big Ben. O metrô funciona de uma maneira absurdamente fácil e esses parques no meio do caminho te dão a impressão de calmaria. A comida é ótima e as pessoas são educadas. Até agora, o único defeito que eu encontrei é não morar lá. 
   Mas, de qualquer forma, o próximo post é sobre compras! Aguarde.

E aí, o que achou?
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642 coisas sobre as quais escrever: 101

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   Ela recebeu flores. Não tinha bilhete nenhum com elas, mas ela sabia de quem era; sabia das intenções porque, mesmo sem bilhete, havia um recado: "eu sinto muito". Mas ele não sentia muito. O problema sobre dizer que "se sente muito" é que as aspas se tornam necessárias. O "sentir muito" é uma citação que foi ouvida em filmes, lida em livros, representada. Ele não sentia muito mas mandou flores, então ela tentou se convencer de que ele havia mudado.
   Ela recebeu flores. Pessoalmente. Ele foi até seu quarto, pegou sua mão e beijou o hematoma que havia causado em seu braço depois de a segurar forte no meio da discussão. Ela estremeceu, porém não quis o aborrecer então o deixou se sentar e conversar. Eles conversaram e, naquela noite, ela o perdoou porque a voz de sua mãe dizendo "divórcio é só para mulheres que não conseguem satisfazer o marido" era como um alarme que nunca pararia de soar. Ela o perdoou porque na Bíblia diz pra se perdoar. Ela o perdoou porque ele era a mesma pessoa que havia prometido proteger sua vida todos os dias. Ela perdoou e só.
   Ela recebeu flores. Com o braço quebrado depois que ele a jogou contra a parede, alegando que ela havia o traído, ela olhou para as flores e perguntou-se o motivo daquilo. Era algo que ela havia feito? Não encontrando uma resposta, se fez outra pergunta. O que a floricultura achava daquilo? Que ele era um marido incrivelmente romântico e apaixonado? Porque ele parecia perfeito demais. Ele parecia ser tudo, no entanto ele era nada. Ele era a ausência de tudo que prometeu ser mas que nunca foi. A floricultura devia estar somente feliz pelo valor que ganhava a partir dos pedidos de desculpa que não apagavam as cicatrizes ou curaram os ossos quebrados. 
  Ela recebeu flores. Sua bochecha ainda estava vermelha e seu olho direito, de direito só tinha o sentido; estava roxo e inchado. Ela estava evitando o espelho e evitando o mundo externo. Havia ligado para o serviço dizendo que não estava se sentindo bem e, por ser uma empregada exemplar, seu chefe não reclamou. A pergunta que não cala é como que ela, uma mulher inteligente e gentil, se submete as agressividades de um homem que não sabe como lidar com a vida. Ele mandou um bilhete dessa vez, porém. "Me perdoe". Seu olho esquerdo, o olho que a permitiu ler o que havia no cartão, deixou uma gota cair e se fechou em seguida. Ela sussurrou que seria a última vez. Porém ela recebeu flores três dias depois. E mais flores duas vezes na semana seguinte.
   Ela recebeu flores. Pela última vez. Todos foram testemunhas e deram-lhe flores sem saber da dor e do que elas de fato representavam para aquela mulher. Ela não estava lá para ver. Estava findada, sem vida. Ela recebeu flores pela última vez porque não havia falado nada uma vez que, para ela, era muito mais fácil lidar com seu próprio silêncio do que com a gritaria dos outros.
   Ela recebeu flores, mas só queria ter recebido coragem para fugir ou coragem para gritar.
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Batom Captive MAC

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 Nome: Captive A45
Marca: MAC
Recomendo? SIM!!

   Lembra quando eu fiz um post chamado "Blogueira? Eu?" e falei que não fazia posts sobre maquiagem? Pois é, acho que sempre existe uma primeira vez para tudo e hoje quero experimentar essa frase. Será que eu posso fazer uma resenha de batom? 


   O batom em questão hoje é o Captive, da MAC. 
   Sua cor depende demais da luz, do filtro da foto e do quão forte você o aplica, mas no geral ele é um tom vinho mais puxado para o rosa. 


   O acabamento dele é Satin. Eu não entendo muito de batons e seus acabamentos, mas sei que esse é um pouco mais cremoso que o matte (o que é ótimo por não ressecar tanto os lábios). 


    A duração dele é muito boa. Quando eu como, ele chega no fim do dia num tom fraquinho de rosa, no entanto, quando não o retiro com o guardanapo do almoço/janta, posso ter a certeza que ele vai ficar intacto por umas doze horas, que é o necessário.


   O Captive está atualmente esgotado pelo site da Sephora, mas você pode encomendar ou tentar direto no site oficial da MAC. O valor é de R$66,00 e eu posso afirmar que é um preço justo por um produto de qualidade. 
   
E aí, a resenha ficou legal? Desculpa pelo cabelo bagunçado, mas não é algo que eu consiga controlar mesmo.
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Músicas conhecidamente desconhecidas

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   Um pouco antes de seguir com o post, queria dizer que uma segunda grande paixão que eu tenho e que poucas pessoas conhecem é cantar. Meus covers estão disponíveis aqui e saber sua opinião seria ótimo! Seja honesto, por favor.  

   Há muito nome novo nas rádios pop, porém ainda existem muitos artistas que estão se mantendo nos holofotes. O problema do pop é que os artistas são julgados pela música que todo mundo conhece e não pelo disco inteiro, e é isso que eu quero mudar hoje.
                                                      
Katy Perry

Muito além de Roar e Dark Horse, que são músicas com uma batida mais marcante, Katy Perry tem uma música chamada "Not Like The Movies" que mexe bastante comigo, principalmente depois da separação com seu marido.

"Eu não senti a sensação de conto de fadas, não. Eu sou uma garota estúpida por sequer sonhar que eu poderia sentir isso? Se não é como nos filmes, é assim que deveria ser sim"



Lady Gaga

Mesmo sumida do pop, Lady Gaga continua no meu coração com "Speechless". Tinha um seriado venezuelano (acho eu) que se chamava Quase Anjos e marcou bastante o início da minha adolescência. Em um dos episódios essa música estava de fundo. Eu chorei bastante porque era meio que o ápice da temporada e até hoje lembro daquela sensação e associo ela com essa canção.

"E eu sei que isso é complicado mas sou um fracasso no amor, então levante um copo para consertar todos os corações quebrados dos meus amigos destruídos. Nunca mais falarei novamente. Oh, garoto, você me deixou sem palavras"



One Direction

Obviamente que One Direction não podia ficar fora dessa, especialmente quando eles possuem quatro álbuns e eu sei todas as músicas de todos eles, inclusive as versões deluxe. "Same Mistakes" foi a primeira que eu escutei, naquele fevereiro de 2012, e até hoje é a que eu mais gosto.

"Ou então nós vamos jogar todos os mesmos velhos jogos e esperar que o final mude; esperar que vamos ser a mesma coisa, mas estamos cometendo os mesmos erros. Sim, é isso que é louco, quando está quebrado e você diz que não há nada para consertar enquanto você reza para que tudo fique bem"



Ke$ha

A rainha das esquisitices ficou fora do ramo por um tempo devido uns problemas de saúde, no entanto "Last Goodbye" é uma balada mais tranquila que eu ainda gosto e que não fala sobre festejar e beber até cair. Deve ser por isso que eu gosto dela; porque dá pra prestar mais atenção nos vocais dela e não só pra dançar.

"Oh, como nós perdemos nossas cabeças quando nos apaixonamos aquela noite. Eu nunca pensei que um dia sairia do seu lado... Me prometa que não vai chorar; esse é o nosso último adeus"



Echosmith

Não sei como funcionou no Brasil, mas "Cool Kids" aqui foi uma das músicas mais tocadas de 2014 nos Estados Unidos. Echosmith, a banda dona dessa canção, tem um estilo meio pop/country e foi isso que fez com que eu me apaixonasse por "Tell Her You Love Her".

"Fale o que seu coração quer que você diga. Diga que ela é linda, diga sempre a verdade quando ela dizer que te ama. Diga a ela que a ama também"



OneRepublic

Quem não conhece OneRepublic? Eles vivem preenchendo os silêncios no seriado Vampire Diaries e isso só aumenta o meu amor pelos caras. Mas "All This Time" veio parar na minha lista por causa de uma indicação de uma amiga americana mesmo e hoje é uma das minhas favoritas.

"Eu não sei que dia é hoje; tive que verificar o jornal. Eu não sei a cidade mas não é minha casa. Você diz que eu sou sortudo por amar alguém que me ama. Estou indeciso sempre que eu vago por aí, mas me escute dizer: todo esse tempo estávamos esperando um ao outro"



Paramore

Superando a saída de dois membros, Paramore é uma das bandas mais queridas desse mundo. Com tantos sucessos e letras tão boas, fica complicado escolher uma favorita porém "Last Hope" é, definitivamente, uma dos meus amores.

"Toda noite tento ao máximo sonhar que o amanhã tornará tudo melhor. Acordo com a fria realidade de que nada mudou mas vai acontecer. Tenho que deixar acontecer"



Sam Smith

O britânico que mais apareceu ano passado foi, sem dúvidas, o Sam. Seu estilo e voz inconfundível fez com que seu primeiro cd fosse uma dádiva dos céus. O pessoal ouviu tanto "Stay With Me" e "I'm Not The Only One" que eu confesso que quase estragou a música dele, mas "Make It To Me" ainda é um dos meus xodós.

"Tão cansado dessa solidão, parece tanto um desperdício de fôlego. Tanto pra dizer, tanta coisa para tirar do meu peito. Eu estou esperando pacientemente embora o tempo esteja passando lentamente. Eu tenho um vácuo e eu queria que você soubesse que você é a projetada pra mim"



E aí, conhecia alguma dessas?
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Não vou abaixar o som, mãe: Take That

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   Vou falar de uma banda pop britânica composta somente por caras e que faz muito sucesso. Você pensou em One Direction, não é? Eu pensaria. Mas é de Take That que estou falando. Você já deve conhecer pelo menos dois dos integrantes da banda, só não imaginava que eles já haviam feito parte de uma boyband: Robbie Williams e Gary Barlow.

"Acho que chegou a hora de eu desistir. Sinto que é a hora. Estou com uma foto sua ao meu lado; ainda tem uma marca do seu batom na xícara de café. Tenho um punho de pura emoção, a cabeça cheia de sonhos destruídos. Tenho que deixar isso para trás agora."
- Back For Good

   Take That é uma banda que vai e volta quando bem entende. Eles começaram em 1990 e pararam em 1996. Depois, em 2005 anunciaram um retorno, mas Robbie Williams não estava com eles. Em 2010, Robbie disse que voltaria e voltou de fato. Em 2014, ele saiu e levou Jason Orange consigo. Ou seja, atualmente, Take That só possui três integrantes (Gary - ex-juiz do The X Factor UK, Mark e Howard) porém nunca se sabe quando isso pode mudar.

"Eu ainda estou ferido por um amor que eu perdi. Estou sentindo sua frustração. Talvez toda esta dor acabe, então apenas me abrace apertado esta noite e não seja tão dura com minhas emoções, porque eu preciso de tempo. Meu coração está dormente, então enquanto eu estou me curando, apenas tente e tenha um pouco de paciência."
- Patience

   O som deles não é mais o mesmo, mas fico feliz que não. Assim como os Backstreet Boys mudaram, Take That amadureceu muito e suas letras estão mais profundas também. Dois dos singles deles se tornaram parte da soundtrack de filmes de sucesso - X-Men: First Class e Kingsman - e espero muito que eles consigam se manter no topo mesmo não sendo mais aqueles garotinhos. 

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642 coisas sobre as quais escrever: 29

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   Minha avó me deu um livro e eu me recuso a ler. Não é pela história, pela capa, nem por ser pequeno ou grande demais. É pelo autor. Autora, na verdade. Minha mãe; a mãe que me abandonou anos e anos atrás.
   Nas histórias tradicionais, é o homem quem abandona. Parece ser mais fácil ir embora quando o seu "erro" não está crescendo dentro de você. É como se ele tivesse só atropelado alguém e, no ápice do medo, não tivesse nem parado para cuidar do mero pedestre. Mas, no meu caso, quem fugira fora minha mãe e isso tornava tudo pior, porque ela mesma era o pedestre. Se ela havia aguentado os ferimentos da batida, quais seriam seus motivos para ter corrido para longe de mim depois da dor? Eu era só um telespectador inocente, que narraria, em um futuro não tão distante, a própria dor, as próprias cicatrizes causadas pelo atropelamento seguido de abandono.
   Minha mãe ter ido embora era puramente egoísta. Ela fugiu de minha vó, de meu vô, de meu pai, de mim, de uma vida que pertencia à ela. Pertencia. Passado. Agora não é da conta dela saber se estamos vivos ou se ainda sofremos ao lembrar de seu sorriso. Porém, ao abrir aquele livro e ver sua felicidade estampada no rosto como um selo, eu sofri: ela estava mais feliz sem nós? Pelas rápidas palavras embaixo de sua foto, soube que ela estava casada e morando em alguns estados acima do nosso. Seus filhos estavam quase na idade de entrar na escola e eles possuíam um cachorro chamado Petisco. Idiota. Quem iria querer um cachorro com um nome tão tolo assim?
   Depois do atropelamento, eu parecia estar sofrendo de pena. Pena de mim, pena dela, pois enquanto eu queria atenção, ela queria fama. Era a nossa história que ela estava contando ali. A história de como uma mãe jovem saiu de casa depois do Natal e nunca mais voltou, mas que ainda se perguntava como estava a vida que deixara para trás. Vovó disse que o fim do livro compensaria e que, mesmo tortamente, tinha orgulho da filha. Eu não tinha orgulho dela; tinha desgosto de saber que, além de mãe egoísta, era uma escritora clichê.
   Não li o livro e não me arrependo. Aquele sorriso dela era o selo que eu nunca queria ver, que eu não desejava ser endereçado. Ela me atropelou e fugiu, teve a fama que queria e eu a atenção errada que desejava. Não li o livro e não me arrependo. Não li o livro porque, independente do final que ela havia criado, aquele não era o nosso final: o nosso final havia sido escrito anos atrás quando ela resolveu que o atropelamento não havia sido suficiente para fazê-la ficar.
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18 estilistas: Tony Ward

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   Sabe aqueles vestidos que faz você querer ser rica, famosa e linda só para poder usar? Então, os vestidos do Tony Ward são assim. E eu usaria até para ir no mercado se pudesse, só para poder me exibir. Porque, combinemos, essas peças são pura arte!

   Número 1: Elie Saab
   Número 2: Zuhair Murad
   Número 3: Fadwa Baalbaki
   Número 4: Tony Ward
 Tony nasceu em 1970 e estudou em uma renomada escola francesa por sete anos, voltando para o Líbano em 1995. Sua primeira linha se chamou Haute Couture e foi lançada por um atelier famoso do país. Depois disso, Tony trabalhou com grandes nomes da moda, como Dior e Lanvin.  
   Pelo que deu para notar, a fenda na perna se tornou uma marca dele nessa coleção de outono de 2013. Em coleções anteriores, transparência, babados grandes e contas eram sua assinatura. 
   Gosto que ele mude isso todo ano, pois assim seu catálogo não parece repetitivo.
   Hoje suas criações são apresentadas na Altaroma, desfile que introduz novos estilistas no mercado. A coleção de 2016 foi um sucesso, repleta de vestidos brancos com detalhes coloridos, que pode ser vista aqui.

E aí, gostou? Qual seu favorito?
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Porcaria, a pipoca queimou: The Song

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Para quem gostou de: Um Amor Para Recordar e A Filha Do Pastor
Status: estreiou.
Indicaria: com certeza!

   Preciso começar com essa resenha dizendo que esse é um dos melhores filmes que eu já vi. Também é necessário comentar que envolve sim religião, mas não como Deus Não Está Morto (que, por sinal, eu não curti nem um pouco); The Song, que ainda não tem tradução, é sobre estar perdido.
   Inspirada na história de Salomão, The Song é inspirador. No longa, Jed King possui tudo: fama, dinheiro, beleza e uma esposa dedicada. Ele ganha a vida cantando músicas gospel por influência do falecido pai, até o momento que o tormento entra em seu caminho. Tormento, nesse caso, que se chama Shelby. Seu produtor a contrata na intenção de "juntar os fandoms", mas acaba que não passa de uma emboscada para um pobre coração vaidoso. Ao decorrer da turnê, eles se envolvem e Rose, sua esposa, não sabe o que fazer. Com um filho pequeno para criar e um buraco no coração deixado por Jed, Rose é um exemplo de superação, força e seu personagem é um dos pontos mais fortes do filme.
    Eu diria que com esse filme notei que não importa o quão longe e perdidos estamos, nunca é tarde ou errado voltar atrás e se redimir. Isso que faz um filme ser bom, não é? Se te toca de alguma forma ou não. Ah, e todas as músicas são cantadas mesmo pelo Jed (interpretado pelo Alan Powell do grupo Anthem Lights, do qual falei nesse post aqui).

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