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642 coisas sobre as quais escrever: 189

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   - Quem se apaixonar perde. - Ela disse. Todos meus amigos riram depois de um silêncio chato, pois sabiam que eu não me apaixonava. 
    Eu acabei rindo também porque ela só podia estar de brincadeira.
   Continuamos nossa relação descompromissada. Ela aparecia no meu apartamento e logo estávamos juntos do modo como ela prometia nunca mais estar. Eu gostava do que tínhamos e sua amizade significava muito para mim, ainda mais depois que mamãe morreu. Ninguém parecia preencher meu vazio, nem mesmo beber todas noites. E foi aí que minha amiga e amante apareceu, fez um ótimo trabalho me fazendo sorrir e deixei de beber, aos poucos me focando na música para completar o quadro de melhora. Ela me fez escrever de novo e até procurar uns bares onde pudesse cantar. Consegui uns horários só porque eles eram amigos dela, mas eu não era orgulhoso; aceitei tudo de bom grado e depois comemorávamos em seu quarto. Tudo estava nos conformes.
   Ela perguntou, noites depois do "quem se apaixonar perde", se eu queria jantar com seus pais. Eu ri outra vez e disse que não. Ela saiu da minha casa sem dizer mais nada; sem me dar um beijo ou um adeus. 
   Sabia que ela estava chateada, sabia que se importava comigo e que talvez ela mesmo já tivesse se apaixonado, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Eu não me apaixonava porque não gostava de perder. O que eu não sabia era que eu sentiria falta dela na minha cama naquela noite; não sabia que o cheiro de seu cabelo e seu toque suave me fariam tanta falta. Ou que seus pés gelados um dia me trariam conforto. Sem ela ali, sentia falta de tudo.
   Recebi uma mensagem no telefone no meio da noite e vi que era dela. Desculpa. Simples assim. Ela ainda estava pedindo desculpas por algo que era minha responsabilidade? Não respondi e voltei a dormir. No dia seguinte, resolvi que iria pagar um café para ela. Seria minha maneira de dizer que a queria por perto, mesmo sem aquele rótulo chato. Não estávamos em um consenso de qualquer forma: amigo ou namorado. 
   Não a encontrei, porém. Ela não respondeu minhas mensagens, minhas ligações, nem as batidas incansáveis na porta de seu apartamento.
   Parei de tentar depois de um mês. Só soube o quanto gostava de sua personalidade quando seu humor não estava mais lá para me fazer rir. Só soube o quanto amava seu toque quando me senti vazio. Só soube o quanto amava seus pés gelados quando precisa de calor. Do calor dela. Então, depois de mais sete meses, eu ainda pensava no que tínhamos. Não via sua face nem em fotos. Era como se tivesse desaparecido enquanto eu ainda sentia falta de tudo. Amiga e amante.
   Fui em uma festa e a vi. A casa era de um daqueles meus amigos que haviam rido da aposta. Perde quem se apaixona. Vi que ela estava em um canto conversando com uma amiga e que seu cabelo estava curto. Estava com saudade de vê-la usando aquele casaco marrom que havíamos comprado em uma feira de rua. Ela mexeu o nariz de forma engraçada porque a estação devia estar trazendo suas alergias de volta. Sorri ao notar que eu sabia de cada detalhe dela e caminhei até elas. Um homem foi mais rápido que eu e tocou as costas dela. Ela olhou para ele e sorriu. O sorriso que ela dava para mim! Aquele sorriso era meu. 
   O problema é que ela fechou os olhos e ele tocou no cabelo dela e notei que encostou na pele do seu pescoço também e ela até suspirou. 
    Assim como fazia quando eu a tocava. 
    Agora ela era dele.
   - Vamos nos casar em breve! - Consegui o ouvir anunciar. Nem sabia seu nome. Meus amigos todos riram, provavelmente por ser uma piada interna. Eu não ri. Continuei sério, ouvindo meu coração bater nos meus ouvidos. Ela encontrou meu olhar e parou de rir. 
   Ouvi meu coração se quebrar um pouquinho quando soube que ela ainda pensava em mim. Ela me olhou como se falasse isso, pelo menos. Doeu porque a culpa era minha, mesmo sendo idiota para admitir. Até escrever tinha mais graça quando ela estava lá e eu não notei. Demorei meses para saber que estava me limitando na vida sem ela. 
   Minha amiga e amante me olhou e sorriu muito fraco. Piscou e ajeitou o cabelo. Acenei com a cabeça como se elogiasse e ela compreendeu. Claro que compreenderia; era ela. Abri a boca umas duas vezes para dizer algo, mas não consegui. Ele estava ali com ela e nem havia me notado. Talvez sequer soubesse da minha existência. 
   Vasculhando minhas memórias, soube o que fazer. Não emiti som algum, só consegui sua atenção e lambi os lábios secos por conta do nervosismo. Disse sem palavras audíveis, então, a única coisa que poderia.
   Falando sobre a aposta e ela, murmurei:
   - Perdi.
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Ready? Go. Read! Meia-noite na austenlândia

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Ano: 2015
320 páginas
Editora Record
Autora: Shannon Hale

   Lembra que eu comentei que tinha ficado meio chateada por não ter lido Austenlândia antes de ver o filme (se não lembra, leia esse post)? Pois bem, não cometo o erro duas vezes não. Li Meia-Noite em Austenlândia, que não tem muita relação com o primeiro livro Young Adult da autora e só me arrependi foi de não ter lido MESMO o anterior. 

  "Mesmo os idiotas merecem um pouco do nosso afeto. Podemos nos alegrar de que eles se foram e ainda lamentar as partes boas. "

   Com o mesmo fundo de Austenlândia, Meia-Noite em Austenlândia dessa vez tem o foco em Charlotte, uma mulher que fora traída pelo marido e, querendo férias e desejando sentir amor novamente, vai para o parque se desafiando a confiar outra vez. Lá, essa coisa de romance não acontece: ela se foca nos mistérios e não nos caras bonitões. A autora disse que teve a intenção de escrever algo com mais mistério como nos livros de Agatha Christie, mas não sei se ela teve muito sucesso com isso, uma vez que Austenlândia não era o cenário mais propício para um assassinato, mas tudo bem.


"Mas, como você sabe se um final é verdadeiramente bom para os personagens, se não  viajou com eles através de cada página?"

 Meia-Noite em Austenlândia é um livro bom, mas poderia ser melhor. Shannon Hale é uma escritora de romances e eu a prefiro assim, não como detetive de mistérios. Em algumas partes pareceu que ela se baseou em Scooby-Doo, porém isso não me impediu de gostar do livro como um todo e apreciar o crescimento de Charlotte e seu romance-não-tão-romântico. 
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18 casais que eu adoro: #15

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   Não é preciso muito para notar o quanto eu gosto da Inglaterra e dos livros de A Seleção. Acho que essa ideia de monarquia me fascina, assim como os castelos, príncipes e dramas. Então, The Royals, série inglesa sobre a vida dentro do palácio real iria ganhar meu coração, certo? Bom, certo, mas não em 100%. A série em si é boa, mas eu tenho uns problemas com Ophelia, personagem "principal", então acompanhar se tornou complicado. 
   De qualquer forma, um dos meus casais favoritos faz parte da série e eles vivem me trazendo sofrimento por não estarem juntos.

   Número 15: Eleanor & Beck


  Em The Royals, seriado esse que já está disponível para a TV paga brasileira através do canal E!, Eleanor é a filha da rainha que só se mete em confusão. Fuma, bebe mais do que deveria e seguidamente se mete em escândalos sexuais. Ok. Para completar, o provável par romântico da moça é Jasper, um segurança que acaba chantageando-a e vira um segurança com benefícios. 
   "Ok", você diz, "qual o problema disso?". O problema, caro amigo, é que em UM mísero episódio Beck me foi apresentado e aí tudo desandou.
   Beck é O cara. Bonito, querido, gentil e educado. Eleanor mostrou um lado dela que nunca havíamos visto antes no show e por isso que eu quero MUITO que eles fiquem juntos.
   Enquanto Jasper traz o lado feio, Beck a fez tão feliz em um final de semana que ela esqueceu de fumar e se drogar. Ela dormiu bem ao lado dele. Ela dormiu! Tipo, o significado puro da palavra dormir. Ela merece isso sempre porque, mesmo que seja honesta a ponto de machucar e adore se destruir assim, Eleanor é uma boa pessoa.
    "Mas se ele é tudo isso, qual o problema então?"
   Eu me perguntei a mesma coisa no início do episódio seis da primeira temporada. Ele apareceu lá, todo lindo, a moça surtou e eles ficaram juntos. Qual o problema então?
   E foi no jatinho particular deles, bem no fim do episódio, que eu chorei.
   Beck é casado.
   Eu sou daquelas que apoia o primeiro amor, sabe? Acho bonito. Claro, nem todo primeiro amor é o que será para sempre, mas, nesse caso, é merecido. Beck é o cara para Eleanor e não há argumento suficiente no mundo que me faça mudar de ideia.
   Sua participação na segunda temporada já foi confirmada e eu espero que eles fiquem juntos. Eleanor merece alguém que a apoie, que signifique algo mais do que poder. Jasper, atualmente, é só isso: poder, possessão. Eles não se merecem. Então, TEAM BECK!!

Você assiste The Royals? Gostou da história? Conta aí.
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Petite Jolie: Sapato + bolsa

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   Mesmo não postando look do dia, eu gosto bastante de moda. Não sou das que sai de casa sem se importar com a roupa que usa ou que não liga para sapatos. Muito pelo contrário. E é por isso que, ao encontrar uma loja incrível chamada Petite Jolie, resolvi fazer um post muito consumista e feminino, só com sapatos e bolsas.


Eu devo ter umas 15 bolsas de cores e tamanhos diferentes, mas uma que sempre tive dificuldade em encontrar é uma bolsa pequena o suficiente para caber meu telefone e dinheiro. Só. Na Petite Jolie, encontrei uma bolsinha linda e que atenderia essa necessidade: a Mini Bag. Além de fofa, está disponível em sete cores e custa 80/90 reais.

Satchel é uma bolsa da qual eu sempre conheci por Mulberry, só que essa é colorida e de PVC. O modelo dela é muito elegante; lembra-me daquelas bolsas de empresários, sabe? Você pode escolher entre sete cores e o preço varia entre 130 e 150 reais.

Bolsa Baú

Mesmo não fazendo muito meu estilo, a bolsa baú é uma grande tendência para a primavera. Ao contrário da Mini Bag, essa cabe bastante coisa. E, combinemos, essa fita floral deu um toque especial, né? Assim como as outras, são sete cores e o preço é de 120 reais.

   A Petite Jolie é uma loja que faz parte do grupo empresarial Aniger e sua central administrativa é localizada aqui no sul, enquanto a produção mesmo ocorre no Ceará. Clicando aqui você pode acompanhar as lojas que vendem Petite Jolie. Os preços variam, mas posso garantir que, pela qualidade dos produtos, o valor será justo e bem empregado.

E aí, o que acharam? Alguma favorita?
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Pega o passaporte: London (de novo)

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   Para quem acompanha o blog ou leu minha descrição sabe que eu fiz um intercâmbio de um ano nos Estados Unidos (posts aqui) e que voltei faz pouco tempo. Então, para todos os efeitos, eu estaria cansada de viajar, certo?
    Errado.
   Pois aqui estou, contando que fiquei sem dar sinal de vida nesses últimos dias porque, a partir de uma iniciativa de minha incrível mãe, passei uns dias com ela em Londres, a cidade da qual os brasileiros estão fugindo devido ao valor da libra esterlina, moeda usada na Inglaterra. 
   Não é necessário dizer que foi incrível e justo por isso, por ter sido tão maravilhoso, resolvi dividir essa viagem em três partes: essa primeira com dicas gerais, uma segunda parte sobre minha rotina lá e o último post sobre lojas/restaurantes. Qualquer dúvida, pode perguntar. Meus contatos estão aqui.

Aeroporto
Certo, essa não é a melhor foto para exemplificar essa categoria, mas abrange duas coisas então irei usá-la. Primeiro, o óbvio: a quantidade de homem bonito. Sei que a qualidade e o ângulo não estão dos melhores, mas um desses caras parecia o Maurício Destri e o outro parecia Marlon Teixeira. Deixando de lado a Bruna Marquezine em comum, eu fiz uso de dois aeroportos em Londres: Gatwick e Heathrow. Dentre estes, o Heathrow ganhou em disparada. Além de possuir um metrô que conecta esse aeroporto até o centro da cidade, as informações são bem mais organizadas lá. Então, se puder escolher e o preço for o mesmo, opte por Heathrow.

Transporte
A melhor maneira de aproveitar a viagem em Londres, caso você queira explorar por conta própria, é comprar um cartão Oyster e recarregá-lo conforme desejar. No fim de sua estadia, não esqueça de devolver o cartão. Ele custa cinco libras, porém, se for feita a devolução, esse valor volta pra você. A Victoria Station (foto acima) é um exemplo do quão organizado é o sistema de transporte britânico. 
O bom do underground é que você nunca espera muito; os trens passam de três em três minutos, se não menos. 

Quando ir?
Assim como nos Estados Unidos, o verão na Inglaterra acontece entre os meses de junho e agosto. Ainda sim, a capital britânica é muito conhecida por seus dias nublados. Realmente, um dia de sol e muito calor não é tão comum assim, então não tenha grandes expectativas sobre isso. Eu diria que o melhor mês seria maio, mas qualquer dia em Londres é O dia em Londres, não é?

Onde ficar?

Minha escolha de hotel para essa viagem foi o Rathbone Hotel, que fica MUITO perto da Oxford Street. As instalações são ótimas e a localização é melhor ainda, pois fica entre duas estações do underground (Tottenham Court Road e Oxford Circus) mas o serviço deixou a desejar um pouco. Não avisaram que o WiFi seria cobrado e os preços eram exorbitantes; 30 libras para uma semana com internet. E quando você entra no hotel, é necessário que deixe 60 libras na recepção para gastos extras. Se não for utilizado, o valor será devolvido no checkout. Tudo isso são informações que eles não deram e, por isso, minha nota não será dez. Eles ficam com um oito, talvez sete.


O que fazer?

Portobello Road
Um ótimo programa para sábado é ir para Portobello Road, aquela do filme Notting Hill. Muitas banquinhas com jóias, porcelanas, câmera antigas e tudo mais que você conseguir imaginar ocupam as ruas e as casas coloridas garantem ótimas fotos. A comida lá fica por conta de crepes ou pequenos restaurantes nas ruas adjacentes.


Camden Town
Desde minha primeira visita à Londres quis ir em Camden Town. As lojas malucas, as pessoas com cabelos divertidos... tudo me fascinava. Mas foi só agora, dois anos depois, que consegui concretizar meu amor. Camden Lock/Market é um programa de domingo, pois, assim como Portobello Road, é repleta de banquinhas com os mais variados produtos. O lugar é demais!

Regent's Park (Queen Mary Walk)
Pertinho de Camden Town, está um dos parques mais lindos que eu já vi na vida. Regent's Park é agraciado com flores magníficas, fontes lindas e portões que te fazem querer morar lá. 

Soho
No Soho, além de admirar aquela arquitetura maravilhosa e aproveitar os bares/restaurantes/lojas indie, você pode tirar fotos legais como essa aí e ainda dar uma passada em Chinatown e Covent Garden. Infelizmente não fui no Covent Garden, porém pretendo voltar lá e dar uma passada na Neal's Street.

London Eye 
Nessa breve lista, não coloquei Big Ben, London Tower, Buckingham Palace nem nada assim porque são aqueles lugares que todo mundo vai. Claro, London Eye também estaria nessa categoria, mas o que quero indicar é que você só passe lá e fique um tempo ou sentada na grama ou nos bancos. O lugar é demais, mesmo com esses pombos stalkers loucos.

Dicas rápidas 
  • Mesmo que você já tenha o "plano do dia", tenha um livro com pontos turísticos na bolsa. Caso o passeio acabe mais rápido, você ainda pode aproveitar o resto do dia com as dicas do guia.
  • Tenha um mapa tanto do metrô, quanto das ruas. Espalhado por Londres, há postes com informações, mas eu não dependeria só deles não.
  • Leve uma caneta para todo o canto. Nunca se sabe quando vai precisar. E isso serve também para um pacotinho de biscoito e uma garrafa de água.
  • A tomada em Londres é diferente, ok? Então já dê uma pesquisada nisso.
  • Como o clima é inusitado, leve pelo menos uma muda de roupa para a estação oposta.
  • O site 2for1 London te ofere uma atração em que dois bilhetes saem pelo preço de um, caso você tenha o Oyster e imprima o código disposto no site deles. Vale a pena. 
E aí, achou útil? Senti falta do blog e espero que tenham gostado, viu?
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642 coisas sobre as quais escrever: 48

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   Aquele aroma de primavera me deixava maravilhada. Flores espalhadas por todos os lados, crianças correndo e nenhuma nuvem no céu para contar história. Alguns casais estavam lá também. Peguei uma mocinha sentada sozinha olhando para mim. Ela lia um livro e variava sua atenção entre as palavras e as pessoas no parque. Devia ser só uma adolescente introvertida que se perguntava o que uma senhora idosa fazia sozinha no parque.
   Eu me perguntava a mesma coisa.
   Com as mãos pousadas no colo, olhando a felicidade envolver o ambiente, notei um senhor sentado na minha frente. As árvores impediam o sol de queimar nossas peles e uma longa rua nos separava. Ele estava lendo jornal, com os óculos pendendo no fino nariz e com uma expressão de quem estava concentrado. Nada parecia importar para ele além daquele papel. Nem os turistas que passavam por nós, tirando fotos e falando línguas que eu nem sabia quais eram. Nem as crianças que derrubavam sorvetes no chão; nem seus pais, que ralhavam com eles. Nem a menina que lia aquele romance chato que eu também havia lido quando tinha a idade dela. Nem mesmo eu. 
  Até que ele levantou o olhar e encontrou o meu.
  Seu sorriso se fez presente e pude ver rugas ao lado de seus olhos azuis. Ele devia ter minha idade. Talvez mais velho; uns setenta. O senhor vestia um calção azul marinho que ia até os joelhos e uma blusa branca. Tudo de marca cara. Ele devia ser um daqueles milionários que dominavam a cidade e que nunca faziam nada, pois somente pagavam os outros. Ou ele podia fazer parte da mafia russa. Não, seu sorriso era doce demais para ter sido testemunha de assassinatos. 
   Ele devia ser só um velho sentado em um banco de parque, lendo o jornal.
   Parei de o olhar. Era invasão. 
   A menina já havia ido embora quando me dei conta de que o senhor se levantou. Ele sorriu para a criança que estava prestes a se sentar no lugar que ele ocupara. Retirou os óculos e os segurou na mesma mão em que carregava o jornal. Seus passos lentos os levaram até mim. Ele se sentou ao meu lado e suspirou.
   - Você está bem? - Ele perguntou. Fiquei com medo. Mafia russa, não?
   - Sim e o senhor? 
   - Você não veio até mim hoje, achei melhor vir aqui e me assegurar de que está pronta para ir para casa. - Sua voz calma e arrastada era familiar. Era como estar em casa e andar descalça.
   - Casa? Eu não conheço você. - Disse e levantei-me. 
   O senhor não veio atrás de mim, para meu alívio. Sentei novamente em um banco mais longe. A menina do livro estava lá. Num banco verde que estava descascando, com uma roupa colorida, ela olhou diretamente para mim e sorriu. Aquilo era uma espécie de perseguição? 
   - Ele sempre vai amar você, mesmo que não se lembre. - Ela falou. Houve um momento de silêncio. Os olhos dela eram azuis e brilhavam. Brilhavam porque ela estava prestes a chorar. Mais silêncio. E então eu lembrei da doença. Eu estava esquecendo de tudo lentamente. Lembrei que éramos casados há mais de quarenta anos, o que gerou três filhos e duas netas. Um gato também. E nenhuma mafia russa. - Assim como eu sempre vou estar aqui, cuidando de você.
   Ele não era só um velho sentado em um banco de parque, assim como ela não era só uma adolescente introvertida lendo um romance chato. Eles eram a minha vida; a vida que eu, por diversas vezes, me esquecia.
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642 coisas sobre as quais escrever: 38

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   Eu estou bêbada. A garganta está queimando pelo líquido que acabei de colocar para dentro do corpo e minha cabeça lateja incessantemente. Eu rio alto e meus amigos também. Não ouvi uma piada, nem pensei em algum vídeo engraçado. Não. Eu rio porque sei dos meus problemas, porque sei que eles estão lá, mas estão sendo ignorados de uma maneira tão infantil que chega a ser hilário. 
   Os vidros estão fechados. Olho para o lado esquerdo e vejo neve no chão. As luzes que vêm dos postes não fazem seu serviço direito, mas nós não nos importamos. Bebemos. Rimos. Fumamos. Choramos de tanto rir. Bebemos mais um pouco. 
   No banco da frente, rodelas de fumaça saem da boca das pessoas que me apresentaram uma alternativa. Ironicamente, a escapatória era uma rua sem saída. A verdade é que ser alcoólico é como se tornar um assassino, como ficar obeso: você acaba adquirindo bagagem que, talvez, nem esperasse. Mas a bagagem está lá, pesando, seja fisicamente ou psicologicamente; seja de uma forma positiva ou negativa e, com o passar do tempo, você nem a nota mais. Seja o número de corpos, seu peso ou quantas doses tomou, a quantidade é ignorada porque você precisa ignorar. E você precisa ignorar porque, por mais que pareça ruim para todo o resto do mundo, para você que vive naquele momento, para você que sofre por outras coisas, para você é, de fato, a solução. Para você, é a rua sem saída mais esperada. Você sabe que, mesmo que queiram fazer a manobra e tirar você de lá, não é necessário. Você encontrou seu lugar; encontrou uma mania, uma atitude que vai fazer toda a dor ir embora.
   Eu pensava assim. 
   Mas então, olhei para o lado direito daquela rua e não consegui mais ignorar. 
  A cabeça para de latejar. O cheiro do vômito que mancha meu vestido fica mais suportável, assim como a tontura. Eu olho para o lado direito e tenho a minha mais memorável experiência no banco de trás de um carro: minha filha está do lado de fora, no frio, enquanto eu e meus amigos de quarenta anos bebemos e fumamos. 
   Ela me olha nos olhos e, mesmo que tenha só sete anos, sei que compreende o que está acontecendo ali dentro. Ela está tremendo, com os lábios rachados e olhos lacrimejantes pelo vento gelado. Duas tranças, uma escoltando cada ombro, saem de seu gorro rosa. Minha menina agarra seu casaco, como se implorasse para que ele o mantivesse aquecida e desvia o olhar. Aquilo me lembra o pai dela e, por isso, aperto mais a garrafa de vidro em minhas mãos. Faço que vou beber, porém, no meio do caminho, paro. Seu olhar está de volta, condenando-me, incitando-me para que faça a manobra impossível e saia dali. Abaixo a garrafa e vejo uma mão estendida em minha frente, oferecendo um cigarro.
   Ela balança a cabeça e olha para o chão. Mais vergonha, mais realidade; tudo do que eu queria fugir já que, uma vez sem emprego, abandonada e depressiva, a vergonha é um sentimento familiar. Com a bebida, eu procuro aventuras, procuro novidades, procuro o ápice de ter matado pela primeira vez, de ter comido aquela pizza inteira sozinha pela primeira vez. Procuro me encontrar. 
    Mas, naquele banco de trás, eu noto que estou perdida.
   Saio do carro e o vento gelado me dá um tapa na cara merecido. Minha filha dá uma breve olhada no vestido e enxergo mais vergonha. Pergunto se ela quer ir para a casa de sua tia - minha única amiga decente - e ela responde que sim. Largo-a lá, beijo minha amiga na bochecha e ignoro sua preocupação. Digo que sinto muito e que a amo. Falo o mesmo para minha filha, no entanto ela não responde, pois está entretida com o cão e com a televisão gigante. Sei que vai ter a vida que merece.
   Corro para casa e procuro a rua sem saída mais uma vez. Encontro-a no banheiro, no armário que fica ao lado da pia. Olho-me no espelho pela última vez e abro o pote de remédio. Vergonha, realidade. 
   Encontrei-me.
  A realidade é que sou uma assassina, uma obesa, uma alcoólica que cansou de sua bagagem.
   Sorrio uma última vez com meus problemas, coloco tudo na boca e 



Nota da autora:
Sim, a frase acabou sem ter de fato acabado. Não foi erro de digitação. E sim, A Culpa É Das Estrelas.
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Não vou abaixar o som, mãe: ON AN ON

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   Desculpa minha analogia, mas essa banda é do tipo de banda que estaria no filme Se Eu Ficar. Aquela coisa bem calma, bem do tipo de banda que é feita para o vinil; para sentar e ouvir enquanto se toma uma xícara de chá e faz tricô. Ok, desculpa, fui longe demais, mas você entendeu o que eu quis dizer. ON AN ON (não estou gritando com você; é assim mesmo) é indie, indie, indie mesmo.

"Eu tive um sonho e quando acordei você finalmente estava lá. Acredito que muitas horas transformaram-se em minutos. Não é justo. Quando me virei para onde deveria estar comecei a derivar. Eu tentei olhar em seus olhos e percebi que havia algo faltando."
- Drifting

   Antes de ser ON AND ON, Nate Eiesland, Alissa Ricci e Ryne Estwing eram Nate Eiesland, Alissa Ricci, Ryne Estwing, Baron Harper e Jason Harper, mas aí os irmãos Harper resolveram sair e Scattered Trees, que sobreviveu de 2003 até 2012, acabou. Mudaram o nome, investiram mais em divulgações e estamos aí com ON AN ON. Atualmente eles estão em turnê e o segundo álbum, chamado And The Wave Has Two Sides, será lançado no final desse mês.

"Quando eu te conheci éramos mais jovens e eu não sabia como não me apaixonar. Eu não tinha a menor chance. Eu me apaixonei por você."
- It's Not Over

   Particularmente gosto do som deles. Não vi muita diferença das músicas atuais para as lançadas como Scattered Trees e fico feliz que seja assim, porque não consigo pensar na voz do Nate como qualquer outra coisa que não seja cantor indie. Eu gosto do timbre dele e não nego; traga o chá, o vinil e a lã pro tricô. Mas claro, compreendo que não é todo mundo que curte esse estilo. 




Gostou ou achou vinil-chá-tricô demais?
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18 dicas para o ENEM

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    E aí, vai fazer ENEM esse ano?* 
    Se não, sorte sua! Se sim, sofra comigo de ansiedade e nervosismo, caro amigo. 
   ENEM, para quem não sabe, significa Exame Nacional do Ensino Médio. Com ele, fica mais fácil conseguir entrar em uma faculdade federal e não ter que vender o rim para pagar por uma universidade particular. Além do ponto positivo de não ter que gastar 2 mil reais por mês em mensalidade, as faculdades federais geram um certo reconhecimento/orgulho, uma vez que é mais difícil entrar lá. 
   Agora que eu já falei bem e deixei os participantes desse ano ainda mais animados, estou aqui para dar dicas

   *mesmo que não esteja no último ano, continue lendo o post e preste atenção no #5.*

#1. Leia, leia e leia.
Ninguém brinca quando diz que a leitura é a base para bons resultados. Mesmo que você saiba que aproveita melhor informações ouvindo ou escrevendo, ler é muito importante por a) gramática e b) interpretação. E é isso que o ENEM pede: interpretação. Por isso, leia bastante não só antes da prova, mas como as próprias questões do teste. Muitas vezes a resposta está na pergunta, ok? Mesmo.

#2. Mentenha-se informado
Eu falei, não é? Ler é importante. Mas, mais do que isso, é necessário estar por dentro do que acontece ao redor do mundo. Ler o jornal, ver o noticiário e até pesquisar sobre assuntos que você escuta todo mundo falar, mas não sabe muito do que se trata está valendo. Vai ajudar, eu garanto.

#3. Organize seu material
O que seria de um escritor sem caneta e papel? Nada. Ele não seria um escritor. O que seria de um estudante sem seus cadernos e livros? Nada. Ele não seria um estudante porque não estudaria. Então, seguindo esse conceito, organizar seu material é muito importante. Separe livros que você julga ter informações boas e compre um caderno exclusivo para resumos. Eu incluiria nessa comprinha umas canetas marca texto também, pois sublinhar ajuda a fixar

#4. Peça e participe
"Ah, mas eu não entendi esse conteúdo, por isso fui mal". Queridinho, Deus te deu uma boca: use-a. Pedir ajuda não é feio e não arranca pedaço. Além de procurar por alguém que sane suas dúvidas, pergunte se seus amigos têm livros didáticos para emprestar. Livros de cursinho são ótimos! Outra coisa que ajuda muito é explicar a matéria para outra pessoa; você ajuda e ainda fixa mais a informação na sua cabeça. 

#5. Pratique
Caso seja sua primeira vez fazendo ENEM, procure amigos/familiares/alguém que possua provas anteriores. Não, as questões não serão as mesmas, mas já ajuda. Vendo a prova, você conhece melhor o perigo e, em muitos casos, até nota que não é aquele bicho de sete cabeças. Ah, e se você ainda não está no último ano, faça a prova um ano antes! Saber do que se trata antes que esteja valendo de verdade é muito importante.

#6. Organize seu tempo
Não estou dizendo que você precisa organizar o dia inteiro, minuto por minuto, mas organizar o tempo é essencial. Eu, por exemplo, já acabei a escola então tenho o dia inteiro para estudar e o que faço é ter a manhã livre e, depois do almoço, os estudos começam. Estudo duas horas cada conteúdo; segunda é biologia e literatura. Terça fica com química e português e assim vai. Não é muito, sabe? Caso você ainda esteja na escola, eu diria que uma hora por conteúdo já está de bom tamanho. 

#7. Use papel e não touchscreen
Não vale estudar na internet. Mesmo que digam que os efeitos são os mesmos, ler na internet vai a) deixar seus olhos mais cansados e b) distrair. O livro livro vale mais, acredite.

Sobre o fatídico dia:

#8. Saia de casa com tempo de sobra
Atrasos realmente contam no dia da prova. Segundos podem te tirar meses de estudo e uma baita oportunidade, então seja pontual. Escute música no caminho para o colégio em que fará o exame e não pense na matéria. Se você não estudou, não vai ser nesses vinte minutos antes que vai aprender.

#9. Dormir e comer
O ENEM começa bem depois do almoço e todo mundo sabe daquele sono que bate depois de comer, não é? Então almoce um pouco antes do comum, umas 11 horas. Uma boa noite de sono no dia anterior é ótimo também.

#10. Leve comida e água
Por almoçar mais cedo, a fome vai bater. E mesmo que não bata, é sempre bom estar precavido caso aconteça. Barras de cereal, chocolate, coisas que você possa tirar o rótulo são alimentos indicados. Levar água também é uma boa pedida, pois assim você não perde tempo saindo da sala.

#11. Você é seu único inimigo
Olhar para o lado, ficar vendo os outros acabarem antes; comparar-se em geral não é indicado. Foque na sua prova e pronto! 

Sobre a  fatídica redação:
Redação é onde você precisa dar tudo de si; é aquela última volta numa corrida em que você só tem uns segundos mais. Conseguir mil pontos não é fácil, mas com algumas dicas e uma boa gramática, tudo é possível.

#12. Preste atenção no assunto!
Fugir da proposta tira muitos pontos do participante. No caderno com a folha para rascunho (e, pelo amor de tudo que é mais sagrado, USE-A. Rascunho é essencial para uma boa redação) estão propostas falando sobre o assunto. Leia com atenção e não fuja dele. Por exemplo, se o assunto é Bíblia, você pode mencionar Deus, mas Ele não é o assunto principal; você deve falar do livro. 

#13. Padrão?
Introdução (quatro, cinco linhas), desenvolvimento (dois parágrafos) e conclusão (quatro, cinco linhas): esse é o formato de uma redação. Não se esqueça do título e de deixar um espaço de um dedo no início de todo parágrafo, ok? 

#14. Cuidado com o básico
Por básico, nesse caso, falo da escrita em si. Além de legível, a letra precisa ter um tamanho razoável; nem grande demais, nem pequena demais. E nada de passar das 30 linhas, hein

#15. Fatos, estatísticas
Uma coisa que valoriza muito uma redação é a informação que você dá. Se comenta sobre uma determinada pesquisa do IBGE, por exemplo, e fala sobre estatísticas relacionadas ao assunto, os corretores vão saber que você é uma pessoa que lê, que busca informação e isso, meu caro amigo, é um baita ponto positivo. 

#16. Leia de novo e de novo e de novo
Ler o rascunho mais de uma vez ajuda bastante. Ver as vírgulas que deixou passar, uma palavra estranha ou um erro gramatical só fica claro depois da segunda leitura, então tire seu tempo e, antes de passar para a folha oficial, dê uma checada no seu rascunho. 

E depois do dia fatídico?

#17. Sisu, minha gente.
Sisu é o portal de mágicas vagas na terra desconhecida da faculdade. As inscrições só abrem depois que a nota do ENEM for liberada (lá em janeiro) e caso alguém tenha dúvidas, basta me perguntar, mas já aviso que é preciso ficar de olho no site. 

#18. Fada madrinha?
"Ok, Bianca, o Sisu já fechou e eu não entrei para nenhuma faculdade que escolhi. Acabou!" Nope, não acabou, pequeno vagalume. Ainda existe uma chance chamada fada madrinha, que também é conhecida por segunda/terceira chamada. Nem todos os alunos que se inscrevem fazem a matrícula e é contando com essas vagas restantes que você ainda tem chance de entrar. Simples assim.

   Tenha em mente que eu ainda não estou na faculdade e só fiz esse teste uma vez antes (2013) e meu resultado até que foi bem satisfatório. Eu estava no segundo ano do Ensino Médio e consegui 980 na redação, sendo que a nota máxima é mil. 


Bom, agora que você já sabe das minhas dicas, o que está esperando para sair da frente dessa tela e ir estudar?
Boa sorte!
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18 casais que eu adoro: #16

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   Esse mês foi um mês de nostalgia. Parece que todos os posts que li nos outros blogs envolvia fotos de bebê e coisas que as respectivas blogueiras gostavam quando eram pequenas, além de ter sido o reencontro da minha turma de oitava série. Então, o casal desse mês não podia ser um casal qualquer, certo? Não, caro leitor, não podia.
    
   Número 16: Dona Florinda & Professor Girafales

   Para quem não conhece, Chaves é um programa mexicano dos anos 70 e, nesse show, Girafales é professor do menino órfão que dá nome a série, enquanto Dona Florinda é mãe de seu "amigo". Girafales e Florinda se cortejam o tempo inteiro e, para ser honesta, não lembro do final; não sei se ficaram juntos ou não. Isso, na verdade, não importa muito porque preciso dizer que gosto desse casal porque eles são o exemplo do que flertar significa e não do relacionamento em si. 
   Girafales sempre levava flores ou algo querido assim para sua amada e eu sempre achei isso legal. Não pelo fato de gastar, mas por ele pensar nela a ponto de querer levar algo que a lembrasse dele. Florinda, por outro lado, sempre o convidava para ir até sua casa e tomar uma xícara de café. Eu sempre interpretei isso como ela querer passar tempo com ele, conversando, contando sobre sua vida, conhecendo um ao outro.
   Para mim, relacionamentos precisam bastante desses quesitos: presentes e conversas. 
   A falta de qualidade nas fotos já mostra o quão antigo o show é, mas o romantismo que envolvia esses dois nunca fica velho pra mim. Na vida real, Dona Florinda era casada com o ator que interpretava o Chaves, mas em várias entrevistas ela comentou sobre como Rubén Aguirre, o seu par romântico na série, havia dito que a queria de verdade. Louco, não?
   O elenco parece ter brigado feio no início dos anos 90 e, depois da saída do filho de Dona Florinda do show, tudo piorou. Atualmente, Florinda Meza está viúva e Rubén está terrivelmente doente. Mas eu ainda amo Chaves.

E você, lembra deles? O que acha?
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Porcaria, a pipoca queimou: Austenland

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Para quem gostou de: O Diário Da Princesa.
Status: estreiou.
Indicaria: indicaria até pro cachorro, se pudesse. 

   Não me pergunte o motivo, mas não consigo ver um filme e depois ler o livro que o inspirou. Acho que é porque o filme já limita muito minha imaginação e, uma vez feito, não tem como voltar atrás. Eu queria muito ter lido o livro Austenlândia antes de ter visto esse filme, mas, como não se pode voltar no tempo, fico feliz de pelo menos conhecer a história. 
   Austenland fez com que eu me apaixonasse porque, além do sotaque britânico perfeito que rege o filme, existe uma relação com o clássico literário Orgulho e Preconceito. Jane é uma mulher que não consegue namorar pelo simples fato de estar apaixonada pelo personagem fictício do Mr. Darcy. Olha eu aí no futuro, casando com uma foto de papelão do Maxon Schreave. Sua vida se baseia em trabalhar, até que decide usar suas economias para comprar uma passagem para um "parque" maravilhoso que retrata os tempos antigos, exatamente como no livro Orgulho e Preconceito. Como poderia ficar melhor do que viver dentro do seu livro favorito?
    A resposta para essa pergunta é simples: romance. Jane sabe que esse parque é repleto de atores e que eles agem conforme um roteiro já escrito que inclui os viajantes, mesmo sem eles saberem do fim. O que ela não sabe é que um amor de verdade espera por ela lá dentro. Ver a mentira tão de perto faz você ficar cego, sabia?
   Austenland é um ótimo filme pois conta com romance (que eu amo!), roupas legais e muita cena engraçada. Não consigo pensar em nada negativo; só que fiquei com vontade que fizessem algo assim com A Seleção (se não conhece a série, clique aqui). Estou mais do que preparada para ser uma selecionada e entrar na disputa por um príncipe.

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