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642 coisas sobre as quais escrever: 13

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   Nunca gostei de comida chinesa, mas aquele lugar me oferecia um bom salário e comida à meia noite, que era quando meu expediente acabava. Eu gostava também de ser a única negra no meio de tantos asiáticos. Era um restaurante pequeno com cadeiras confortáveis e comida razoavelmente barata. Eu não tinha do que reclamar. 
   Então vi ele de novo. Aquele moço bonito que vinha jantar cedo. Ele trazia um caderno, canetas e seu estômago vazio. Sempre pedia arroz com frango e três rolinhos primavera. Não pedia sobremesa, mas comia seu biscoito da sorte depois de voltar do banheiro. Isso acontecia todas quartas. Ele me deixava feliz com seu sorriso alinhado e branco, bem no meio da semana assim. Olhos castanhos gigantes e óculos que acrescentava idade na sua carteira de identidade. Ele parecia um professor de história que não sabia, mas todas as alunas sonhavam em beijar. Sentava-se na janela, pagava em dinheiro e nunca incomodou ninguém, nem mesmo quando seu arroz estava meio frio.
   Eu já havia entrego seu biscoito da sorte e ele já havia aberto. Levantou-se e foi para o banheiro. Eu sempre retirava seu prato nesse meio tempo e lia o que a sorte chinesa reservava para ele. Já havia lido "invista mais em sua aparência" e o vi, na semana seguinte, com um óculos novo. "O amor é para sua vida o que o oxigênio é para seus pulmões", "a vida não espera você se decidir se quer ou não a vida que tem", "a honestidade é alma do negócio. Mas não sempre", "pensar é importante mas não faz você conseguir o amor que deseja", "não ser amado é falta de sorte, mas não amar é simples estupidez", "perdedores acreditam em azar enquanto vencedores acreditam que sorte não existe", "aproveite enquanto é jovem e abuse dessa desculpa" e "siga os bons e aprenda com eles". E então, depois de nove quartas-feiras, eu havia lido o décimo biscoito da sorte: "se ela/ele não voltar, é porque nunca foi sua/seu".
   Com as feições cansadas, ele voltou. Eu só o observava de longe quando deixou o dinheiro sob a mesa com uma gorjeta gorda. Fui até ele e agradeci. Ele olhou nos meus olhos pela primeira vez e, diferente de quando ele pedia água para beber, sua voz estava mais macia, como se tentasse me adular.
   - Sabe, quando venho aqui, sento na mesma mesa. Do outro lado da rua, minha namorada diz fazer pilates, mas ela nunca está lá. Ela sempre volta pra mim, mas mesmo assim, ela não é minha. - Ele fez uma pausa e, ao pegar seu caderno, vi um dos bilhetes cair ao chão. "Perdedores acreditam em azar enquanto vencedores acreditam que sorte não existe". Ele se abaixou, juntou o papel e sorriu. Não comeu o biscoito, porém. - Eu não acredito em sorte, tampouco sou vencedor. 
   Nunca mais o vi. Não sei quem era sua namorada, nem se continuaram juntos. Acho que sorte realmente não existe, sejam perdedores ou vencedores. No entanto muitas vezes o que precisamos é acreditar que existe algum controle maior sobre nós, como sorte ou destino, porque, se depender de nós mesmos, nunca poderemos confiar completamente que as coisas darão certo.
   É o que o meu biscoito da sorte disse, na verdade. Mas serve.
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Não vou abaixar o som, mãe: Labrinth

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   Já cansei de conhecer músicas legais através de vines editados. Labrinth foi assim também, com uma música muito pegajosa chamada "Express Yourself", que infelizmente não apareceu muito pelo Brasil mas que ficou em boas posições nas paradas do Reino Unido.

"Mas eu sempre pensei que você ia voltar, me dizer que tudo que você encontrou foi um coração quebrado e miséria. É difícil para eu dizer; eu tenho inveja da maneira que você é feliz sem mim."
- Jealous

   Com o pseudônimo Labrinth, Timothy McKenzie compõe e também produz música. Ele foi contratado por Simon Cowell para trabalhar como produtor inicialmente. O caça-talento, porém, acabou vendo seu talento e o produziu como cantor. Tenho que dizer que valeu muito a pena essa mudança, porque a voz do Timothy é muito boa mesmo. 

"Eu vou subir em cima da sua muralha. Vou segurar sua mão e você vai pular para fora. Nós vamos estar caindo e caindo mas estará tudo bem porque eu estarei aqui. Eu só quero amor. Você me deixaria ver além da sua beleza? Você me deixaria ver além da sua perfeição?"
- Beneath Your Beautiful

   Aos vinte e seis anos, Timothy já é um grande artista. Ele trabalhou com Tinie Tempah, Emeli Sandé e ainda escreve músicas para outros diversos grandes nomes. Atualmente, Labrinth trabalha em seu segundo disco, que terá o nome Take Me To The Truth e será lançado em outubro desse ano. Estou bem ansiosa, ainda mais depois de Electronic Earth. 





E aí, gostou?
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Esquece as aspas: blogueira? eu?

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   Deixe-me contar a história de uma menina de 14 anos que, como uma boa pisciana, era sonhadora. Ela escrevia poemas por prazer e para dizer como se sentia sobre estar gostando de um menino que morava em São Paulo, enquanto ela fazia uso do sotaque gaúcho. Certo dia, uma amiga metida tomou seus rascunhos e os levou para a mesa da professora de literatura. A garota romântica quis se esconder de tanta vergonha. No fim da aula, ela foi chamada e a tal professora sorriu. "Talvez não será tão ruim assim alguém ler" ela pensou. A mais velha disse que ela devia compartilhar com os outros aqueles poemas, fosse em redes sociais ou em um blog.
    Acho que aquela foi a primeira vez que ela pensou na possibilidade de criar um site.
   Ela escutou mesmo o que a mulher disse e assim surgiu Simple Life, um blog de poemas que foi abandonado depois de 100 postagens, 10 mil acessos e um ano de existência. Ela o abandonou porque queria mais que só poemas; abandonou porque, voltando para casa, em um dia qualquer, pensou que Não Gosto de Unicórnios seria um bom nome para um blog.
   Agora, aqui, no dia 13 de julho de 2015, o blog continua vivo. Depois de quase três anos (aniversário em novembro, anota aí) e mais de 220 mil acessos, isso aqui é meu maior orgulho. Mais do que ter publicado um livro. Mais do que ter ido para os Estados Unidos aos 16 anos para ficar um ano. Mais do que qualquer coisa. Esse blog é parte da minha vida, entende? Uma parte grande. Porém, agora, aqui, no dia 13 de julho de 2015, eu noto que nunca vou ser uma blogueira como as outras. Não sou das que posta look do dia ou dicas de maquiagem, nem das que tem parceria com grandes lojas ou editoras. Não sou das que tem uma ótima câmera ou das engraçadas que postam também vídeos no YouTube. Eu sou blogueira então?
   Acima dos looks, das maquiagens, das lojas, editoras ou vídeos, eu amo o que faço. Eu amo escrever e compartilhar o que seja; músicas, livros, filmes, textos. Eu amo ser o MEU tipo de blogueira então peço desculpa, mas não vou ceder ao que "dá lucro"; não vou parar de escrever bastante e passar a fazer vídeos, uma vez que "todo mundo quer praticidade e ficar lendo não é prático". 
  Tudo bem por você, leitor? 

      Se tudo bem por você, então ótimo. Agora vamos para a real questão e ponto principal desse post: você, blogueira, blogueiro que lê meu blog, está sendo verdadeiro consigo? Olha, não me cabe a incumbência de responder isso. Você sabe se comenta a postagem e não a leu; você sabe se rouba conteúdo de outros blogs; você sabe se está sendo honesta com a resenha que faz ou se só quer agradar. Você sabe.
   Eu sei sobre mim e, depois desse tempo todo na blogosfera, posso dizer que aprendi algumas coisas. Hoje resolvi que iria compartilhar um pouco do que sei para, quem sabe, nunca mais cruzar com comentários genéricos ou blogs ctrl c + ctrl v. 

#3. Marketing é tudo
Obviamente um layout legal chama atenção. Muitas vezes, porém, menos é mais. Menos cores berrantes e fontes extravagantes são mais indicadas, por exemplo. Mas marketing não é só isso; marketing é cuidar da imagem. Seus posts precisam de uma gramática correta e informação que segue um raciocínio, entende? Como uma redação. 
Marketing também trata de ir lá e apoiar outros blogs NO ENTANTO não significa comentar a mesma coisa em todos eles e nem ler a postagem.      

#2. Escreva coisas das quais gostaria de ler
Se você gosta de moda, escreva sobre estilistas, tendências e lojas legais. Se gosta de filmes, fale sobre estréias e atores. Se gosta de música... bem, entendestes meu ponto. Comentar sobre assuntos variados ou um só mas abrir um leque maior, para não ficar só em um formato de post só vai fazer sentido para você se for algo que te agrade. E, no fim do dia, é isso que importa: escrever coisas das quais você mesmo gostaria de ler por aí.

#1. Se quer crescer, fale alto
Já vi muitas blogueiras "pequenas" chorando por não conseguirem parceria quando elas mesmas não paravam para resenhar um produto ou pesquisar sobre as lojas que gostavam. Minha dica é que se você quer uma determinada parceria, pesquise sobre o assunto e escreva, então mande um email para a loja/departamento comentando sobre seu interesse e aguarde. Se conseguir algo, ótimo. Se não conseguir, você pelo menos compartilhou sua opinião.



   Existem muitas outras dicas, porém tentei concentrar mais. Sintam-se livres para comentar e dizer no que concordam e no que discordam.
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18 estilistas: Fadwa Baalbaki

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   Como muitos estilistas, Fadwa viveu na França. Desde pequena até o final da adolescência, tudo que ela fazia era guardar dinheiro para conseguir comprar peças de alta costura e poder ir em desfiles, tudo com a ajuda de um amigo fotógrafo. No entanto, assim como Elie Saab, tudo começou em Beirut, no Líbano; foi lá que ela começou a criar suas próprias coleções e trazer de volta para França, em busca de alguém que acreditasse nela.

   Número 1: Elie Saab
   Número 2: Zuhair Murad
   Número 3: Fadwa Baalbaki


   Em 2010, sua primeira loja foi aberta em Beirut. Quatro anos depois, Little Black Dress (nome que ela usa) foi aberta em Dubai e até hoje não foi para os Estados Unidos, França ou Inglaterra, o que me entristece pois acho que se ela tivesse uma coleção maior ou talvez um leque maior de localizações seu nome estaria mais introduzido na cultura da alta costura.


   Fadwa, como ela mesma diz em seu site oficial, está crescendo muito no meio mas já a considero uma artista. As peças dela são feitas a mão mesmo e todas muito delicadas. Os cortes são diferentes e adoro o jeito que ela brinca com as saias. Sinto que é como se fosse a assinatura dela, mas ainda sim não vejo a hora dela lançar uma nova coleção.
   Ah, e deixei meus favoritos para o final. Esses rosas são minhas paixões! 


Qual seu favorito?
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Ready? Go. Read! Para todos os garotos que já amei

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Ano: 2015
316 páginas
Editora Intrínseca
Autora: Jenny Han

   Muitas vezes eu compro um livro mesmo sem a sinopse ter me prendido muito. Acho que gosto da ideia de ser surpreendida - ou de me decepcionar sem dar muita importância, uma vez que já não esperava muito por causa de um resumo ruim. Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi assim; comprei o livro porque achei bonitinho e muita gente estava comentando e não por a sinopse ser maravilhosa. Agora me pergunte se me surpreendi ou se me decepcionei.

“Esse é o momento em que me dou conta de que não o amo, que já tem um tempo que não o amo. Talvez nunca tenha amado. Porque ele está bem ali, à disposição. Eu poderia beijá-lo de novo, poderia tomá-lo para mim. Mas não quero. Quero outra pessoa. É estranho ter passado tanto tempo desejando uma coisa, uma pessoa, e de repente isso parar.”

   Eu não me surpreendi. Eu simplesmente me apaixonei. Não, não é uma história que vai mudar minha vida, que me trouxe uma reflexão complexa sobre meus sentimentos, porém é um livro tão leve, tão (por falta de palavra melhor) gostoso de ler que não houve a menor possibilidade de eu não me apaixonar. E também, eu não peço muito: um carinha querido, que seja engraçado e gentil com a irmã menor da personagem é tudo que eu queria. E tudo que eu tive.

"A forma como tudo acontece é um tipo estranho de serendipidade. Como um desastre de trem em câmera lenta. Para que uma coisa dê errado de um jeito tão colossal e horrível, tudo precisa acontecer na ordem certa e no momento certo, ou, nesse caso, no momento errado."

   O livro fala sobre Lara Jean, uma menina muito estilosa que não vive. Ela sempre organiza tudo e tem Margot, sua irmã, quase como um ídolo. Depois que sua mãe morreu Margot cuidou muito bem dela e de Kitty, sua outra irmã, e quando ela avisa que vai se mudar para a Escócia, Lara Jean se vê desesperada. Como as coisas funcionam quando sua heroína vai embora? Ela sabe que deve aprender e crescer, ainda mais com Kitty e seu pai ainda estando lá, dependendo um do outro. Até aí tudo bem, mas o problema é que Lara Jean é intensa quando se trata de sentimentos, entende? E por isso ela acha que é uma boa ideia escrever cartas de despedida para os meninos que já amou. Ok, liberdade de escolha, mas o grande GRANDE problema mesmo é que essas cartas acabam sendo enviadas para os cinco caras que ela amou. E deixa eu contar um coisinha básica: um deles é Josh, o vizinho dela. E namorado de Margot. 

"Por volta de três da manhã, jogo fora os bilhetes dele. Apago sua foto do meu celular; apago o número. Imagino que, se eu o apagar o bastante, vai ser como se nada tivesse acontecido, e meu coração não vai doer tanto".

   Jenny escreve de uma maneira que você não consegue largar. Os capítulos são bem pequenos, tipo três páginas cada, então a história nunca fica entediante/maçante. É o tipo de livro que eu indico pra depois de uma história pesada ou num final de semana chato. Como falei, não é um livro que muda vidas porém é muito fofo. Aliás, prepare o coração porque o segundo livro tem previsão de lançamento em novembro deste ano MAS não é muito necessário; o final não precisa exatamente de uma continuação. 
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642 coisas sobre as quais escrever: 11

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   Você não está aqui. Sua mãe só chora, sabe? Isso me entristece demais. Não só porque ela acabou me esquecendo, nem porque ela não me dá mais carinho ou oferece biscoitos gostosos. Juro que não é porque ela nem me aceita mais na casa. A tristeza fica por conta da falta de empatia mesmo. Acho que ela acredita que só ela sente sua falta. Boba. Eu sinto sua falta também, mas não posso falar.
   Seu espírito jovem não aquece mais esse lugar. Seu pai me olha porém se limita muito nas palavras. Ele me dedica uns segundos e já vai para o trabalho. Ele passa tanto tempo lá que me pergunto se nunca arruma tempo para chorar. Se você estivesse aqui, apostaria que ele faz isso no caminho para a empresa, se é que ele não para cedo em um bar e, como naquele clichê alcoólico de sempre, bebe até esquecer da dor. Eu até apostaria se você estivesse aqui, mas você não ouviria. Você nunca me ouviu. Ainda sim, queria poder ajudar mas não sei como. Acho que o silêncio pode servir de algo.
   Seu sorriso não está aqui me dizendo o que fazer. Sem você, sei de muito menos que sabia antes. Não saio, não como direito, não durmo porque há sempre alguém indo ou vindo, falando de você. Todos se perguntam como, mas ninguém comenta o que de fato ocorreu, então, por minhas limitações, não sei até hoje o que te tirou de mim. Não faz diferença também. Queria que soubesse que sinto sua falta como mulher, como dona, como amiga. Como alguém que me dava carinho e como alguém que não se esquecia de passear comigo antes do jantar.
   Cachorros não sabem escrever, e, pela definição, uma carta só é uma carta se for manuscrita ou impressa, então isso nem serve de verdade. Mas é bom o suficiente para mim, porque todo mundo chora quando o melhor amigo do homem morre, mas ninguém se importa quando a gente nem se levanta de tanta tristeza ou quando a gente não se importa de dormir fora de casa porque as mães não aguentam ver o cachorro da filha morta sem chorar. Ou quando a gente fica calado porque sabe que latidos incomodam almas já perturbadas por uma perda. Cachorros não sabem escrever porém, se eu pudesse, aprenderia só para dizer que sinto sua falta.
   Você não está aqui.
   Volte, por favor. Prometo não fazer xixi no carpete de novo.
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Não vou abaixar o som, mãe: Jarryd James

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   Sou daquelas que se apaixona à primeira escutada, sabe? Ouço alguém novo e, se gosto, acabo perseguindo mesmo. Se isso não acontece, troco quando a música não está nem no seu segundo minuto. Com Jarryd, odiei porque achei a batida chata e a voz um pouco duvidosa, então passei para outra música e, sem querer, cliquei no botão para voltar. Acabei gostando na segunda vez. 

"Como faço para fazer você ficar quando é mais fácil deixá-la ir? Ninguém sabe o que nós sabemos e ninguém precisa saber. Chame-me quando você souber o que fazer, mas você não vai.
Estou preso na maneira que você brincou com meu coração. Só o amor poderia machucar assim."
- Do You Remember

   Jarryd James é um artista muito atual, por isso só tenho duas músicas para basear meu amor. Give Me Something é seu segundo single e saiu em junho, enquanto Do You Remember foi lançada em janeiro desse ano e acabou ficando em segundo lugar nas paradas australianas. Aliás, ele é de Brisbane e isso é tudo que sei: o cara não possui site oficial e sua página no Facebook possui um pouco mais de quinze mil curtidas. 

"Será que vamos encontrar um lugar para começar? Alguém pode evitar a dor? Alguém pode apontar a dor nisto? Um amor como esse vai deixar a sua marca. Alguém pode apontar o perigo? Alguém pode evitar o perigo?"
- Give Me Something

   Não sei os planos dele, mas estou bem animada por um álbum. Quem sabe um EP. Seu vídeos estão chegando na marca de um milhão de visualizações e creio que isso será um incentivo para lançar coisas novas, não é? Espero que sim. E você, também vai ficar na expectativa? 


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Um conto (não) de fada

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   Não sei você, mas eu amo contos de fadas. A Disney sempre soube como fazer filmes que, mesmo sendo animações, soubesse como envolver todas as idades e gêneros. Por isso que são clássicos, não é? Porque não importa quanto tempo passe, sempre vai ser A Cinderela, A branca de neve ou A bela adormecida. Ainda sim, outras versões aparecem de tempos em tempos e filmes assim, adaptações de histórias da Disney, que eu quero falar sobre. 

A Bela E A Fera x A Fera
   Eu sempre soube da história de A Bela E A Fera, mas só parei para assistir o filme mesmo uns meses atrás. A Fera ou Beastly, porém, assisti há uns dois anos. O que eu gosto sobre esse filme (que conta com a participação do lindo do Alex Pettyfer) é como eles atualizaram os fatos de uma maneira legal e que lembrou a versão original. A rosa, por exemplo, foi apresentada por uma tatuagem mágica de uma árvore, onde as flores iam caindo indicando o tempo que ele ainda tinha. Já nessa versão francesa muito bonitinha com o mesmo nome da obra original, algumas coisas são alteradas. Não posso falar muito do filme sem dedurar os mistérios, porém indico bastante. Envolve até um pouco de mitologia e, mesmo não achando o príncipe bonito, o filme ficou uma graça.

A Nova Cinderela x A Cinderella Story: Once Upon A Song
   Se você não viu uma adaptação sequer de Cinderela então não sei onde você estava. Nesse momento consigo pensar em pelo menos cinco versões diferentes. De qualquer forma, as que eu mais gosto são essas duas; uma com a Hilary Duff e outra com a linda da Lucy Hale. A ideia é a mesma: menina legal e querida com todos é usada pela madrasta malvada e que só pode contar com os amigos, uma vez que suas "irmãs" são terríveis também. A Nova Cinderela fala mais sobre amizades e mentiras e A Cinderella Story: Once Upon A Song é sobre música. Minha favorita é A Nova Cinderela; quem não pensa naquela cena do "esperar por você é como esperar por chuva nessa seca: inútil e decepcionante" como melhor fora da vida?

Malévola x Beleza Adormecida
   Dentre as adaptações que separei para A Bela Adormecida, só vi esse filme com a Angelina Jolie porém ouvi críticas positivas sobre Beleza Adormecida mesmo não sendo BEM uma adaptação. Malévola conta a história da bruxa que coloca o feitiço na princesa e eu amei que eles tenham mostrado esse outro lado da história porque é algo que nunca nos perguntamos; qual o motivo da malvada ser a malvada? Beleza Adormecida já leva a história para um lado sombrio: uma menina que se prostitui mas que, com o tempo, conhece homens com fetiches peculiares. E com peculiar, quero dizer bem estranho mesmo. Estranho do tipo dar um sonífero e fazer sexo com ela desacordada. 
  Depois desse resumo pesado, quero saber quem sabe o nome da princesa aí. 
  ... e aí...?
  Se não sabe, é Aurora. Mas era só por título de curiosidade mesmo porque antes de Malévola eu não tinha parado para gravar o nome. 

Branca de Neve e o Caçador x Espelho, Espelho Meu
   Sempre gostei bastante de A Branca De Neve, mas preciso dizer que as adaptações não me agradaram muito mesmo. A Branca De Neve E O Caçador foi muito chatinho para mim enquanto Espelho, Espelho Meu foi muito bobinho. Adoro a Lily e a Kristen, mas ainda espero uma versão desse clássico que seja na medida certa: sem zoação com os anões nem muita luta. 

E aí, qual seu favorito?
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