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18 coisas para o meu apartamento: #18

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   Em menos de onze meses eu terei dezoito anos e, bem, para alguém que mora no Brasil essa é uma data especial. Estradas, bares, prisão... todos esses são exemplos de lugares que eu posso frequentar daqui um tempinho (hahahaha mas é verdadee isso deve ser motivo de comemoração, certo? Certo! Bom, minha forma de antecipar a comemoração é escrevendo. 
   Nesses meses que antecedem minha maioridade farei posts envolvendo o número dezoito; e a tag "18 coisas para meu apartamento" começa aqui e agora. Pronta? 

   Número 18: Objetos legais na cozinha.

Os Segredos Do Vitório
Essa loja incrível (de presentes criativos demais) já foi parceira do blog anteriormente e, honestamente, é uma das melhores lojas nessa categoria. Além de estar sempre com novidades legais, a loja existe desde 2008 e as condições de pagamento deles são boas também. Ah, os posts anteriores estão aqui, aqui, aqui e aqui, pra quem quiser.
#2. Cortador de pizza                #4. Descascador de legumes 

Maria Presenteira
Essa loja é novidade para mim, mesmo que exista há quase quatro anos. Os objetos são todos muito fofos e eu achei os preços muito em conta também, comparado com outras lojas. Aliás, a variedade de cores e de estilos é o que mais me chamou a atenção sobre eles. Com um layout muito bonitinho, o site diz que você pode pagar em até seis vezes no cartão e que ganha cinco por cento de desconto se for pagar no boleto. Vale a pena passar lá e conferir, né?
#1. Lustre                            #3. Pote vermelho              #5. Porta geléia
#2. Clips fecha saco            #4. Pote coruja

LoopDay
LoopDay é uma loja muito legal criada por dois irmão que trabalhavam no mercado financeiro e decidiram por largar aquela vida e investir em algo mais pessoal... e legal. Fundada em 2009, LoopDay dá dez por cento de desconto para boleto bancário e mais cor para sua casa com esses objetos muito legais.
#1. Colher       #3. Pote para salsichas         #5. Colher

Dona Casa
Dona Casa é outra loja que eu não conhecia mas que passei a amar. Ela começou como loja virtual em 2009, porém em 2013 virou loja física (quem mora em Bragança Paulista, SP pode ir conferir) e está cada dia maior. Com objetos fofos e com utensílios que ajudam demais - como esse fatiador de tomate, Dona Casa Housewear é uma ótima dica e aproveite para dar uma conferida no site agora porque eles estão com um sorteio especial de Dia Das Mães.
#1. Ralador de queijo       #3. Tigela
#2. Porta esponja              #4. Timer

E aí, quais seus favoritos? Você sabe de outras lojas legais assim?
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18 estilistas: Elie Saab

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   Elie Saab é O cara! Estilista libanês, Elie tem cinquenta anos e muitos vestidos maravilhosos em seu portfólio. Em sua lista, artistas como Taylor Swift e Lily Collins, já desfilaram por aí com um modelo ES e, obviamente, causaram demais, uma vez que eu já vi esse vestido da Lily circulando por vários sites de moda. 


   Segundo seu site oficial, ele aprendeu moda por conta própria. Desde os nove anos, desenhava roupa para suas irmãs e, quando adolescente, costumava vender suas criações para as mulheres de seu bairro. Vocês conseguem compreender a inveja que eu tenho delas agora? Elie faz arte! Cada vestido é tão singular; tão romântico... Eu adoro o estilo dele.



   Quando tinha dezoito anos, ele abriu seu primeiro ateliê com a contribuição de doze empregados. Você consegue imaginar o talento do homem? Não só com as peças mas também lidando com vendas e um negócio próprio aos dezoito anos. E agora, aos cinquenta, ele é um dos nomes mais conhecidos como estilista, além de ter uma marca própria de perfume. 


   Elie é um dos meus estilistas favoritos, com certeza. Não que eu conheça muitos estilistas de qualquer forma, mas o estilo romântico das peças dele me hipnotizaram! Quisera eu poder ser famosa e poder ir para as premiações com um design desses. Acho que o perfume dele é o mais perto que vou chegar.

E você, o que achou?
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Porcaria, a pipoca queimou: Trocando os pés

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Pra quem gostou de: Um Faz De Conta Que Acontece, Click.
Status: vai estreiar. 
Indicaria: Com certeza!

   Não me pergunte o motivo mas assim como o ator Jim Carrey, minha mãe possui um certo desgosto por Adam Sandler. Eu, no entanto, tenho uma certa paixão pelos filmes dele, principalmente os de "magia". "The Cobler", filme que eu estou aqui para falar sobre, é nesse mesmo estilo e eu preciso dizer que fazia tempo que eu não via um filme tão longo e tão bom.
   "Trocando Os Pés" - tradução para o Brasil - conta a história do sapateiro Max que, certo dia, encontra uma máquina em seu porão, mas ela não é só mais um aparelho para costurar solas. Ela é mágica. Ela faz com que ele se pareça com o dono dos sapatos que ele consertou com aquela máquina, assim que ele os calça. Ou seja, ele conserta os sapatos, os veste e BAM! ele se parece com o mafioso do bairro ou com o bonitão que tem a modelo como namorada.
   O filme é longo sim; quase duas horas. Porém eu confesso que as enrascadas que ele se envolve acabam envolvendo o telespectador também e o tempo passa mais rápido. Além do mais, a presença de atores como Dan Stevens (se você não sabe quem é, GOOGLE IT!) e Dustin Hoffman fazem a alegria da obra.
   No Brasil o filme estréia dia vinte e oito de maio, mas eu posso garantir que vai valer a espera e que um cachecol vermelho e uma bolsa azul da Converse nunca mais serão as mesmas para você.

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Não vou abaixar o som, mãe: R5

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   A primeira vez que eu vi R5 em um "comercial" do YouTube, meu primeiro pensamento foi que o bonitinho loirinho com as sobrancelhas grossas era o Austin de Austin & Ally, programa da Disney. O segundo pensamento foi que a música era pegajosa e que não era meu estilo, então eu desisti. Porém, meses depois, eu dei uma segunda chance para eles e, bem, estou indicando eles hoje.
   
"Diga; você pode ler nas entrelinhas que eu estou cantando? Você jogou fora a única chance que eu tive com você. Talvez você vai sempre ser o que eu estou sentindo falta; tudo que eu tenho agora são as palavras que você disse. Fique comigo"
- Stay With Me

   R5 é formada por 4/5 irmãos. Os Lynch e o amigo da família (Ratliff) estão juntos desde 2009 e já possuem um filme vindo por aí, cujo nome é All Day, All Night e estreará aqui nos Estados Unidos ainda nesse ano. E, falando em filme, é legal lembrar que o Riker participou de Glee também, como um dos Warblers. 

"Não é errado se você não é forte, porque a vida é muito curta. Eu gosto de como combinamos como neve e Nova Iorque. Tudo bem se você mudar sua mente, você sabe onde eu estou"
- Let's Not Be Alone

   Depois do segundo álbum lançado, eles estão divulgando a turnê de verão que pretende passar pelo país inteiro e conta com a participação especial do Jacob Whitesides. Eles já fizeram uma turnê pela Europa e foram para Buenos Aires também, dando uma atenção especial para as fãs da America Latina (a banda até participou do seriado Violetta, que também é da Disney). Agora o Brasil que é bom... Nenhuma previsão.





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Molly Tarlov

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   Eu já comentei que sou apaixonada por seriados da MTV e foi numa dessas séries que eu encontrei a Molly Tarlov e que, mesmo com ela sendo a "vilã", não pude deixar de me apaixonar. Molly é uma americana linda de vinte e dois anos que teve um papel de três linhas em iCarly uns anos atrás e que agora dá vida à Sadie Saxton, em Awkward.
   O estilo dela me encanta tanto na série quanto na vida real. Em Awkward ela é mais "patricinha" e seguido vejo ela usando suéter e sapatilhas, mas nos tapetes vermelhos, ela encanta com vestidos curtinhos e sapatos de salto.
   

a) O vestido branco de renda é lindo, mas eu colocaria um cinto marcando um pouco mais a cintura, pra quebrar um pouco do ar "nada". O sapato, combinando com as unhas, foi uma ótima pedida.
b) Aqui vemos o mesmo sapato do primeiro look, e, particularmente, amei o look. Mesmo que não parecesse, os saltos caíram bem com o vestido meio floral.
c) Amei demais esse terceiro vestido por motivos de que eu amo flores. Além da estampa fofa, a clutch azul combinando com os sapatos fizeram a diferença.


a) Eu não sou fã de macacão nem de sapatos assim e achei que a escolha dela acrescentou uns anos na aparência dela. A maquiagem, porém, ficou como ponto positivo.
b) Novamente, eu não gostei da escolha do sapato nem do macacão. Nesse caso, nem a maquiagem salvou, uma vez que o batom rosa ficou fora de contexto e o blush estava forte demais.
c) Esse terceiro look me lembrou demais da personagem que a Molly interpreta em Awkward, porque a Sadie ama esse estilo mais fofo/retrô que o colaram apresenta.


a) Com o vestido lindo, o sapato destoou. Não gostei do formato como as laterais do sapato acabam e o pé parece ficar saindo para fora do salto. De qualquer forma, ela continua linda.
b) A transparência desse vestido preto demonstra a evolução na auto-estima dela. Molly gostava mais de peças que cobriam seu corpo e não se arriscava muito, mas essa escolha demonstrou o contrário.
c) Pretinho básico ficou nada básico com o corpão dela. Com a maquiagem e o cabelo a deixando ainda mais "mulherão", esse look ficou entre os meus favoritos.

E aí, o que acharam do estilo dela nos eventos?
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Esquece as aspas: Para os pais

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   Na sociedade em que vivemos, um dos maiores problemas para os adultos é entender seus filhos. Ao meu ver, os pais acabam se esquecendo que já tiveram aquela idade que não tinham de lidar com as pressões da vida adulta. Esse post não é para ofender ninguém, e sim para contar a minha perspectiva de coisas que eu creio serem importantes na relação pai/mãe/filho.

#1. Liberdade
   Sendo uma palavra-chave na relação com meus pais, liberdade é importante sim. "Posso sair com meus amigos?" é um exemplo perfeito de situação onde a liberdade deve ser aplicada. O problema é que os pais possuem também o dever de ensinar a diferença entre liberdade e libertinagem, assim como devem mostrar, desde sempre, que confiam em seu filho.

#2. Exemplo
   Querendo ou não, um filho gera muitas responsabilidades e uma delas é saber que você é um exemplo. Não espere que seu filho seja dedicado se ele vê você procrastinando o tempo todo; não espere que ele roube se você ensinou desde sempre que roubar é errado. Não espere que seu filho cuide de você se ele te vê tratando seus pais de maneira desrespeitosa. Pode até ser que ele não siga seu exemplo, mas exceções são raras.

#3. Escola
   Escola é uma parte muito importante e complicada na vida dos filhos. Seja ensino médio ou jardim de infância, você precisa mostrar interesse e isso inclui perguntar "como foi seu dia?" e querer realmente uma resposta, sendo ela longa ou só um "a escola foi tranquila". Participar da vida dos filhos é demonstrar interesse mesmo que ele esteja sendo dramático ao contar sobre o que quer que seja. 

#4. Adolescência
   Deixa eu contar um segredo: lidar com adolescentes não é fácil. Outro segredo é que no fim todos nós somos iguais; desesperados por atenção e carinho. Se seu filho gosta de sair, então ensine o que é certo e errado e deixe ele fazer suas escolhas. Se seu filho gosta de ficar em casa, faça coisas com ele (assistir filmes é sempre uma boa pedida, ou talvez começar assistir o seriado favorito dele). Se seu filho é resmungão, descubra o motivo e converse. Se seu filho é influenciável, comente ainda mais em cima sobre as consequências dos seus atos. A moral de lidar com adolescentes é que tudo vai depender do quanto você o conhece, então trate de prestar atenção.

#5. Comunicação
   Comunicação é outra palavra-chave. Sentar, conversar e ser honesto deve ser um mantra na família, uma vez que, sem comunicação, seríamos como os animais, né? E o pior é que existem muitos pais por aí que fazem de tudo para não ter uma conversa séria pelo fato de terem medo ou por jogarem a responsabilidade para longe. Aliás, converse com seu filho desde pequeno, então, quando ele crescer e você tiver que ter conversar mais sérias (como drogas, responsabilidades ou sobre como ele deve manter o quarto limpo), ele não vai se surpreender e te atacar.

#6. Dinheiro? 
   Dinheiro é um assunto importante e, na minha humilde opinião, o modo como é tratado pode mudar a vida do seu filho para sempre. Economia e mesada devem sim serem ensinadas desde pequenos porque a prática leva à perfeição. E não se esqueça que o #2. Exemplo entra aqui também: não espere que seu filho deseje abrir uma poupança se ele vê você tratando dinheiro como se fosse nada.

#7. Suporte
   Supostamente, pais são as únicas pessoas no mundo com quem você vai poder contar sempre. Então, mesmo que o seu filho não se torne quem você sempre sonhou, lembre-se que ele vai se tornar, pelo menos, quem ele sempre sonhou. Não fique decepcionado se ele não fizer a faculdade que você queria; não fique triste se ele estiver com depressão: dê suporte. Suporte e muito amor é o que o seu filho vai esperar de você. Isso e nada mais. 


   Para finalizar essa postagem, preciso dizer um "muito obrigada" para meus pais incríveis, Selma e Ronaldo. Vocês são realmente os melhores pais que eu poderia querer! Obrigada por serem pessoas sábias, generosas, educadas, gentis e que me ensinaram o que é o amor.
Obrigada de verdade.

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Paris

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 Tem uma ponte mediana em Paris que, se você olhar rapidamente, não tem nada de especial. Ela não é a mais longa do mundo e tampouco está situada no ponto mais rico da cidade. O que ela tem de importante? Basicamente, é onde corações e promessas sofrem um colapso degradante. Pessoas atravessam o mundo com um cadeado no bolso, e, aproveitando da companhia de alguém que gostam, escrevem seus nomes no pedaço de metal, se acorrentam e jogam as chaves no rio que passa por de baixo de seus pés. 
   Só eu que vejo toda a simbologia por trás de tal ato? Um cadeado serve para trancar coisas, e, ao escrever seus nomes ali, estão amarrando seus amores. O amor, ao meu ver, pode ser uma chuva de coisas: decepções, sorrisos, perdas, bipolaridade, mas nunca, em momento algum, amor é associado a prisão. Pelo contrário; amor liberta. Mas, ainda sim, amantes vão até a Pont des Arts com suas promessas e fazem com que uma pequena parte de ponte caia, devido ao peso de suas palavras amarradas em pedaços de metal.
   Além disso, existem tantos cadeados que a poluição visual é eminente. Cadeados em cima de cadeados, sobrepondo amores, sobrepondo momentos, não te permitem ver o rio Sena. Lá no fundo, onde ninguém enxerga, estão chaves que libertam paixões irreais. São tantos cadeados que chega a ser bonito; são tantos que, em algum ponto, você se pergunta como foi que tudo começou. Talvez um apaixonado tentando pedir sua namorada em casamento, querendo eternizar aquilo com algo que ninguém conseguiria mudar (seu cadeado trancado) ou talvez com um simples ato que nunca foi imaginado como algo que moveria mundos.    Acho que nunca vou saber.
   Ainda que seja exagerado e meramente abstrato, a ponte possui sua paixão. Pra mim, na verdade, a parte real e nada abstrata é que, na vida, pessoas passam por nossas pontes. Algumas concertam-as, outras só servem para deixar um peso maior, mas, seja como for, para melhor ou para piorar, para amar ou para falar da boca pra fora, tudo passa, inclusive estranhos que só querem cruzar uma ponte repleta de amor. 
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Ready? Go! Read: O diário de Suzana para Nicolas

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Ano: 2011
224 páginas
Editora Arqueiro
Autor: James Patterson

   Sabe aqueles livros que são em forma de cartas ou em forma de diários? Então, geralmente, esses não são meus favoritos. Provavelmente pelo fato de que eu amo a descrição detalhada de ambientes, de sentimentos e cartas/diários não permitem essa mobilidade maior de descrever tudo e todos. De qualquer forma, "O diário de Suzana para Nicolas" não é um livro como todos os outros, e é por isso que eu amei. 

“O amor entre duas pessoas pode durar muito tempo quando elas amam a si mesmas e estão prontas para dar amor a outra pessoa.”

   A história começa com Katie, uma mulher devastada que está lendo um diário. Parece meio intruso, não? Ler o diário de outra pessoa. Mas a situação fica mais intrometida com esse próximo fato: o diário pertence a Suzana, a ex esposa de Matt, seu ex namorado. E a cereja do bolo é que cada palavra escrita naqueles papéis foram dedicadas para Nicolas, o filho dos dois. Se essa não é uma história única, eu não sei o que é.


“Quando o amor é verdadeiro, quando é certo, pode nos dar o tipo de alegria que não se consegue de nenhuma outra forma. Eu me apaixonei. Estou apaixonada. Então posso falar por experiência própria. 
Nós é muito melhor do que eu.”

   Não há muito o que dizer sobre esse livro, além de que é muito especial. Numa leitura extremamente rápida (uma noite, no máximo), você acaba se apaixonando por todos os personagens. Eu me apaixonei pela história de Suzana e Matt, mas não deixei de torcer por Katie pelo fato de que Matt significava muito para ela e, aparentemente, Matt também considerava Katie um grande amor. 

"Imagine que a vida seja uma brincadeira em que você fica fazendo malabarismo com cinco bolas. As bolas se chamam trabalho, família, saúde, amigos e integridade. Você está mantendo todas as bolas no ar e um dia finalmente se dá conta de que o trabalho é uma bola de borracha. Se você a deixar cair, ela vai pular de volta. As outras quatro bolas - família, saúde, amigos e integridade - são feitas de vidro. Se você deixar cair alguma, ela vai ficar arranhada, ou lascada ou vai se quebrar de vez. 
Depois de compreender a lição das cinco bolas, você terá começado a atingir o equilíbrio na sua vida."

   O livro foi único sim. No entanto, eu estava esperando um pouco mais de história. Com duzentas páginas (basicamente), fiquei com uma grande expectativa de ter mais momentos, mais complicações entre Katie e Matt que nunca aconteceu. O desfecho foi tão rápido que me peguei explodindo ao ver que faltava somente três páginas mais e a história estava no pé que estava. Ainda sim, é uma leitura válida demais que te faz pensar muito sobre como você tem vivido sua vida.

"Coisas ruins acontecem às vezes, Nicolas. 
Lembre-se sempre disso, mas lembre também que é preciso seguir em frente de alguma maneira. 
A gente levanta a cabeça, olha para alguma coisa bonita, como o céu ou o mar, e segue em frente, caramba.”
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Não vou abaixar o som, mãe: Shawn Mendes

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   Quando vejo alguém famoso que é mais novo que eu, eu acabo me perguntando o que estou fazendo com a minha vida. Shawn Mendes (também conhecido como exemplo perfeito para minha frase anterior) vai fazer dezessete anos em agosto desse ano e já ficou no Billboard Hot 100 com a música Life Of The Party e se isso não é sucesso, então eu não sei o que é.

"Você observa enquanto eu sangro até parar de respirar. Estou tremendo, caindo de joelhos, e agora que estou sem seus beijos, eu precisarei de pontos"
- Stitches

   O primeiro EP, que possui o nome do cantor como título, foi lançado em julho e tinha somente quatro canções, porém essas quatro obras já previam que ele ia ser um sucesso. Menos de um ano depois, Shawn vai lançar seu álbum no dia quatorze desse mês ainda e ele deu uma prévia do CD postando três músicas em seu canal oficial do Youtube

"Pegue um pedaço do meu coração e o faça seu, então, quando estivermos separados, você nunca vai estar sozinha"
 - Never Be Alone

   Shawn ficou muito conhecido devido ao sucesso no Vine, mas não pense que tudo foi só por conta de seu rostinho bonito; ele ficou famoso por conquistar com sua voz linda em menos de oito segundos. Quando eu escuto as canções que ele escreveu (praticamente todas), eu penso muito no modo como Ed Sheeran compõe e talvez seu sucesso seja devido a isso também.

"É como aquele sentimento de quando você está prestes a ganhar a medalha e você ralou tanto que sabia que não ia conseguir se conformar (...) Quando eles te ouvem, sendo que você achou que não escutariam, é como um hino que o mundo todo está cantando"
- Something Big

   No verão (dos Estados Unidos), ele vai acompanhar Taylor Swift na turnê do álbum 1989. O canadense está ficando cada dia mais famoso e eu só posso dizer que não vejo a hora de poder escutar todas as músicas desse CD que está por vir. E você?




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Quem é James Dean?

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   Não importa o estilo de música que você gosta, James Dean já deve ter sido mencionado numa das canções que você ouviu. Style da Taylor Swift, Speechless da Lady Gaga, Rather Die Young da Beyoncé, James Dean da banda Goo Goo Dolls e até James Dean & Audrey Hepburn da Sleeping With Sirens são bons exemplos. Mas quem é esse homem que as mulheres falam tão bem e que se apaixonam tão fácil por? 


   “Quando um ator interpreta uma cena exatamente da forma como o diretor manda, isso não é atuar. É seguir instruções. Qualquer pessoa com as qualificações físicas pode fazer isso.” 


   James Byron Dean era um ator americano que participou de somente três filmes - o que não fez a mínima diferença na hora de marcar o mundo artístico. Astro de "Rebel Without a Cause", ele era conhecido pela agitada vida social, pela paixão pela bebida, cigarros e velocidade (paixão essa que o matou).  James morreu em setembro de 1955 em um acidente de carro, na Califórnia. Aos vinte quatro anos, algumas horas de seu Porche colidir com outro automóvel, ele havia recebido uma multa por excesso de velocidade e se isso não é ironia então eu não sei o que é. 


"Sonhe como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer hoje."

   James Dean é a versão perfeita de guri de tumblr dos anos cinquenta e é por isso que ele ainda faz parte da wish-list das mulheres (mesmo com os boatos de ele ter sido gay). Com a jaqueta de couro, o cabelo impecável e o maxilar bem marcado, ele é aquele bad boy que não se importa e dá sentido ao termo live fast, die young. E pior que é esse tipo de cara que a gente gosta, né?

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Hematomas

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   Não me pergunte a razão, mas eu saí de casa para esquecer dele. Parecia que tudo me fazia pensar no caos que ele me deixou. Os hematomas na minha perna pareciam rir de mim, mesmo que eu não estivesse bêbada nem nada. As cores se misturando, o roxo tomando conta do verde enquanto o amarelo envolvia o roxo num abraço apertado e eternamente não eterno. A bagunça do hematoma na minha perna me lembrava de mim mesma. E foi por isso, por essa ideia tosca, que eu saí de casa.
   Caminhei e caminhei. Não sorri e não chorei. Pensei e pensei. 
   O mundo pode ser muito pequeno e o silêncio pode ser muito alto, sabe? Depende de quem está pensando. Por exemplo, ele: ele me deixou porque disse que queria novas experiências; que sua visão de vida era limitada demais naquele lugar e eu, por não querer sair viajando com ele, fiquei para  trás. Ele me deixou porque falou que nosso silêncio já era constrangedor e não uma metáfora apaixonada de que não precisávamos falar nada, uma vez que muito já havia sido dito; que muito já havia sido compartilhado. Ele me deixou porque o mundo era pequeno e porque o silêncio dizia muito. 
   Fui até um bar. Ficava entre a rua que eu comprara um pijama quentinho e o restaurante chinês que tinha os piores biscoitos da sorte. O arroz de lá era bom. De qualquer forma, entrei no bar, pedi uma bebida forte e garçom me olhou e riu. Murmurei um "água com gás" e ele acenou que sim. Era cedo demais para tomar qualquer coisa que estava naquelas prateleiras e que custavam demais para um simples líquido. Ele voltou uns minutos depois e me serviu, não deixando de puxar assunto porque aquilo meio que fazia parte da personalidade de bartenders. Ele me perguntou o que havia acontecido e eu disse sobre o "dia difícil". Contei que semanas antes ele tinha me deixado e que eu estava tendo noites ruins por conta do rompimento trágico demais para mim. Eu acordava no meio da noite, acabava trombando nos móveis da sala e muitas vezes voltava pra cama antes mesmo de pegar um copo de água. Comentei que estava pensando em ir atrás dele, pagar o que quer que fosse, contanto que aquelas noite ruins cessassem. 
   - Não é impressionante como pagamos caro pra ver pessoas? - Ele comentou, enquanto eu acabava com a garrafa de água.
   - Você está dizendo, tipo, passagens de avião? Ou filmes? Shows?
   - Óculos. - Ele respondeu e eu ri.
   Não era a resposta que eu estava esperando, porém ele tinha razão. Pagávamos caro para ver pessoas. Eu paguei caro por ele, porque pessoas são como hematomas, entende? Elas marcam, elas machucam, elas destoam na pele, mas, o mais importante de tudo, elas passam. Uma hora ou outra, elas passam e você só lembra de como dói até você bater em um móvel de novo e ver a pele trocando de cor, demonstrando que está tentando se recuperar. 
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