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Dreadlocks?

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   Seguidamente me pego reclamando da sociedade na qual estou vivendo, esquecendo que a) eu faço parte dela e b) muitas pessoas estão lá fora, dispondo seus rostos para tapas, dizendo o que pensam e querendo igualdade. Uma coisa tão comum como o modo que você usa o cabelo diz algo sobre sua pessoa? Foi pensando nisso e numa situação muito chata que aconteceu relacionada ao Oscar desse ano que eu resolvi fazer um post sobre dreadlocks.


    Essa moça de dezoito anos, Zendaya, é muito conhecida. Ela começou na Disney e hoje tem seu nome relacionado com moda e com música. Ela é muito talentosa e, até onde eu sei, sua personalidade é envolvente e respeitosa. Então, me diga, qual o motivo dela, com essa roupa e essa maquiagem, ter sido motivo de piada? Simples, pelos dreadlocks. No canal E!, Guiliana Rancic (pessoa que eu tenho muito respeito e que venceu o câncer pouco tempo atrás) comentou que acreditava que o cabelo de Zendaya cheirava a óleo de Patchouli ou maconha. "Definitivamente maconha" disse ela.
   Zendaya respondeu a crítica dizendo que normalmente não fala sobre comentários negativos, mas que já existem muitos comentários rudes sobre o cabelo africano americano mesmo sem a ajuda de pessoas ignorantes que escolhem julgar os outros baseando-se no cabelo deles. Ela também explicou que decidiu pelos dreads para a ocasião para lembrar as pessoas que a cor do cabelo deles já é bom o suficiente; que os dreads são como um símbolo de força e beleza, quase como a juba de um leão.
    Guiliana pediu desculpas e provavelmente o fato será esquecido em algum tempo, no entanto, achei muita bobagem da parte dela ser má assim. Não foi engraçado. Sem contar que, na minha percepção, dreadlocks são muito bonitos e, dependendo da pessoa, combina demais! Separei alguns exemplos e, quem sabe, vai que o leitor aí não se inspira também? Vale lembrar que a minha opinião é que independente de qualquer coisa, seja cabelo, roupa, religião ou gostar ou não de determinada coisa, todos somos humanos e merecemos respeito.


E aí, o que você acha?
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Ready? Go! Read: A verdade sobre nós

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Ano: 2014
208 páginas
Editora Intrínseca
Autora: Amanda Grace

   Sabe aquela história muito interessante sobre uma aluna se apaixonando pelo professor estonteante? Então, "A Verdade Sobre Nós", que foi publicado ano passado, se trata exatamente disso. Com uma capa extremamente fofa, esse livro não é nem de longe o meu favorito, mas foi o primeiro que eu realmente odiei a protagonista.

“Tentei entender tudo, tentei imaginar para onde você teria ido, o que sentia por mim, o que tudo aquilo significou.
Mas agora sei que você está bem e, de alguma forma, eu também preciso ficar bem. 
Estou deixando a mágoa, a tristeza e a culpa, para trás, e principalmente…
Estou deixando você para trás.”

   Madelyn tem dezesseis anos e, por ter pais que vivem a pressionando para ser a melhor, acaba saindo da escola dois anos antes e vai para a faculdade. (Estando nos Estados Unidos é que eu noto que essa é sim uma possibilidade; isso de ter aulas de faculdade mesmo antes da hora. Muitos dos meus amigos, inclusive, fazem isso.) Na universidade então, ela conhece Bennet, seu professor de biologia. Sendo honesta, aqui e agora, eu digo que o único motivo pelo qual eu continuei lendo esse livro foi por causa do personagem dele.

“Será mesmo que eu mudaria tanto em dois anos, que me tornaria outra pessoa, alguém digna de seu amor ?”

   Os dois se envolvem por conta de uma coincidência e começam um romance definido por flertes somente. Eles não se beijam e não passam de conversas. Eles se gostam e isso é um fato, porém é também um grande problema: por medo de perder seu relacionamento, Madelyn esconde de Bennet sua idade. Ela o faz acreditar que já saiu do Ensino Médio e que realmente seu único problema é que ele é seu professor. 

"Esta carta não pode fazer nada por nós, porque não existe nós… não mais."

   Bennet, com vinte e cinco anos, se tornou minha paixão literária. Ele tinha uma personalidade incrível e cativante, sabe? Inteligente, charmoso, romântico e paciente, ele teve seu coração machucado por uma ex e então resolveu ir devagar com Madelyn. Bennet pensou nela o tempo todo; em como ser um amigo, em como não se envolver em problemas. Amanda Grace realmente fez com que eu me apaixonasse pelo personagem. No entanto, o que eu tenho de amor pelo Bennet, eu tenho de desafeição pela Madelyn. Por quê? Bem, porque ela era uma menina egoísta.

Meu pai tinha os cigarros e minha mãe, o vinho. E eu, bem, eu tinha você.

   Em forma de carta, o livro é contado por ela. Madelyn é uma adolescente que não vive direito por estar sempre preocupada em agradar os pais. Seu primeiro pecado é se apaixonar por Bennet. O problema disso é que eu interpretei isso como um escape, entende? Ela quis tanto ele porque era o errado, não porque ela o amava. E eu digo que ela não o amava porque ela não pareceu devastada quando a casa caiu; Madelyn estava sem notícias de Bennet e não surtou com isso. De qualquer forma, foi legal ler um livro que eu não estava torcendo por um final feliz.
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