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O final (feliz)

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   Sabe o que machuca de verdade? Cair e doer tanto que você simplesmente não consegue se levantar. Não é a questão da dor física; é mais um jogo psicológico maluco que te deixa tão triste que levantar sozinho não parece uma possibilidade. 
   Seja pelo motivo que você caiu, se machucar e não ter ninguém lá para te cuidar é como um lembrete de que você está sozinho e isso machuca de verdade. A dor física associada a solidão é uma metamorfose fatal para a felicidade. Eu estava sozinha, sabe? Não por opção, não fisicamente. Eu estava sozinha no sentido de desenhos de um coração não fazerem sentido. Um coração, um de verdade, que bate em meu peito, é só um arco que vai em direção do Sul e fica pontudo. Só faz sentido aqueles desenhos de dois arcos indo em direções opostas, ao Sul, quando são dois corações. E eu só tinha um. E eu queria outro. Mas ninguém estava disposto pra mim, e aquilo doía. 
   Eu nunca falava sobre meus desejos em voz alta, porque eu sabia que no fim todos somos idiotas egoístas que não se contentam com finais de livros. Você nunca está completamente satisfeito com o desfecho, e não adianta negar: se é romântico, você conclui que é de mentirinha; que nunca aconteceria com você. Se é triste, você fica irritado porque de infeliz já basta a realidade. Se é um final aberto, você preferia fechado. Se é fechado, você queria aberto. Nunca estamos saciados, não é?
  O que é interessante sobre a dor é que chega num ponto que ela não machuca mais; ela só é um sentimento que você aprende a conviver. Assim como alguns aprendem a se virar sem um braço ou uma perna, a dor te ensina a se virar do avesso e esconder tudo dentro, onde ninguém vai ver. E tudo bem se, pela primeira vez, você estiver bem com o final; isso só indica que você está mais inclinado a aceitar que, de um jeito ou outro, tudo acaba. 
   Talvez eu ainda esteja sozinha quando for o meu fim, mas acho que vou ter que aguentar toda e nenhuma dor pra descobrir. 
   
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Por que amar Manhattan Love Story?

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   Manhattan Love Story, a nova comédia romântica do canal americano ABC, é simplesmente a série mais engraçada que eu já vi na minha vida. Misturando romance e muitas risadas, a história se desenrola em torno de Dana e Peter,  que se conhecem através da melhor amiga dela, que é casada com o irmão dele. Eles são arranjados em um encontro, e, com todas as situações mais idiotas acontecendo nesse primeiro jantar, eles acabam se odiando. Mas então, o que era raiva - e ego da parte dele - se torna um carinho mais.
   Eu tenho motivos concretos para estar viciada nesses três episódios que já estão disponíveis, além de ser uma garota que se derrete por tudo que envolve romance. Primeiramente, a personalidade e o estilo da Dana. Ela é uma mulher que se mudou para NYC atrás do sonho dela, e é inocente, acreditando no melhor das pessoas, não sabendo como usar as redes sociais direito. Esse jeito meigo, sem malícia, acaba sendo refletido na escolha de suas roupas. Cardigans e vestidos fofos são sempre aliados dela. Segundo, o lugar. New York City. Quem não adora a cidade, mesmo sem nunca ter ido lá? O cenário está sempre arrancando suspiros de mim, porque, honestamente, as ruas, os prédios, tudo me deixa vidrada na cidade que nunca dorme. E em primeiro lugar, o moço. A participação de Jake McDorman deixou a série visualmente muito melhor, vamos combinar, né?
   Manhattan Love Story vai ao ar nas terças, e vale muito a pena assistir, porque quem não se identifica com amor e situações constrangedoras?

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Não vou abaixar o som, mãe: Tove Lo

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   Perdoem-me se "Stay High" é tão famosa no Brasil quanto é aqui e todo mundo já está cansado de saber da Tove, mas eu tinha que falar dessa sueca que está causando todas aqui nos Estados Unidos. 


"Eu não estou drogada; só estou apaixonada. Você está alterado o suficiente pra mim. Mais leve, mais brilhante, escolho as maiores estrelas que eu acho e eu estou viagem, viagem, viajando no meu estado de mente"
-  Not On Drugs

   Tove Ebba Elsa Nilsson tem quase trinta anos e é por isso que ela me lembra tanto da Katy Perry, mesmo com um estilo musical tão diferente. A voz dela é muito parecida com a da britânica Ellie Goulding, mas a versão ao vivo dela é muito melhor.


"Dizendo 'o tempo vai curar'. Você continua mentindo pra me fazer sentir bem. Então você acredita mesmo que eu te esqueci? Sério?"
- Out Of Your Mind

   Tove Lo nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 2012. Sua primeira música foi "Love Ballad", mas o sucesso mesmo veio com "Habits" ou "Stay High", que tem um clipe quase digno de Miley Cyrus, mas com uma letra melhor. O primeiro E.P foi lançado ano passado e se chama "Truth Serum", mas, pra ser honesta, prefiro as músicas do "Queen Of The Clouds", que é o primeiro álbum dela.







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