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Press

Porcaria, a pipoca queimou: You're Not You.

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Pra quem gostou de: Os Intocáveis.
Status: vai estreiar. 
Indicaria: Sim, mas é bem dramático.

   Falar sobre doenças que não só ameaçam a vida, mas também colocam a rotina em uma divisão de dores e impossibilidade é algo complicado. Assim como no filme Os Intocáveis e o livro Como Eu Era Antes De Você a temática do filme americano "You're Not You" é a mesma: pessoas que sofrem de uma doença e que não enxergam mais alegria na vida. Os enredos são diferentes, porém, de seu jeitinho particular, cada história nos faz valorizar mais a vida.
   "You're Not You" é originalmente um livro da autora Michelle Wildgen, do qual eu não li, então não posso dizer se o amontoado de palavras foi tão bom quanto esse filme, mas, para ser bem honesta, acho que fica muito difícil, porque o longa metragem em si já é ótimo. Bec é uma estudante de faculdade que não tem esperança para um futuro melhor; sua vida amorosa é das mais erradas e ela não se importa de agir sem pensar nas consequências. Até o momento que ela se vê cuidando de Kate, uma pianista diagnosticada com ELA (a famosa doença do balde de gelo).
   Bec, mesmo sem rumo na vida, consegue dar um norte para Kate e seu (lindo!) marido. O filme, mesmo sendo muito emocionante e triste, te dá um ponto de vista, onde você se recorda que mesmo sem a perfeição, mesmo sem ter uma vida normal, pessoas podem te fazer ter momentos de felicidade extrema.

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SheInside

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   Comprar pela internet é uma coisa cada dia mais comum. Além da praticidade no pagamento, as peças lindas (que são difíceis de encontrar normalmente em lojas perto de nós) são mega baratas nas lojas gringas. Uma das principais lojas entre as blogueiras, é a SheInside, e eu não fico de fora em dizer que é uma das minhas favoritas, porque tenho uma paixão enorme pelas roupas de lá. 
   Nesse mês, as promoções incríveis me fizeram aproveitar que estou aqui nos Estates e encomendar algumas peças. O frete é grátis acima de trinta dólares, o que não é nada difícil de se gastar, e eu sempre aconselho a comprar vestidos e saias um número maior por causa do comprimento. Como tenho amor eterno por vestidos e suéters, resolvi fazer um post dando uma prévia do paraíso que é a coleção atual. 





Primeiro - Segundo - Terceiro - Quarto

   Essa semana, até dia dois de novembro, rola uma mega promoção no site. Acho que seria uma boa pedida pra aproveitar e levar tudo que você viu lá e pensou que precisava ter.


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233/1

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   Sabe o que você sente falta quando não existe nenhuma face conhecida por perto? Sabe o que mais machuca quando você sabe que não vai dormir na sua cama por um bom tempo? Sabe o que incomoda, ao deitar a cabeça num travesseiro que demorou semanas para ficar com seu cheiro? Sabe o que grita no pé do seu ouvido, quando escuta um "I love you"?
   Quando você se prepara para um intercâmbio de um ano, nunca pensa no que vai sentir, no que vai machucar, no que vai incomodar e no que vai ser gritado para você. É como uma montanha-russa alta, cheia de curvas, cheia de momentos que farão seu estômago chegar na garganta. Você está na fila, e procura não pensar no que acontecerá quando não puder mais sair do brinquedo. Você procura ignorar e pensar em outra coisa além do medo. Ficar longe de casa, sabendo que não vai voltar pra sua família no Natal, que vai passar seu aniversário com pessoas que associam seu nome com seu rosto, mas não com o que sentem de verdade por você, é como ficar preso na montanha-russa que faz seu estômago parar onde não devia.
   Sinto falta de tudo. Cada detalhe, cada pedacinho de rua, cada momento de liberdade num completar de intersecção entre dois pontos usando um ônibus com várias pessoas suadas e cansadas. Sinto falta de pessoas, de seus cheiros, de suas risadas e de seus abraços. Machuca quando vou dormir e não tem aquela janela aberta, no frio ou no calor, por onde eu podia ver o céu escuro e ouvir pessoas sendo felizes, ou sendo tristes. Incomoda saber que meu perfume não está mais na roupa de ninguém, por culpa de meus abraços apertados. Eu escuto um grito, cada vez que alguém diz que me ama aqui: eles podem me amar agora, mas quem está longe, está um dia mais sem mim, e isso fica mais perto de me esquecerem.
   Quando decidi vir, eu sabia que o esquecimento era inevitável. Ficar meses sem fazer alguém feliz, sem compartilhar seus ganhos e suas perdas; isso tudo esfria todo e qualquer amor. Eu sabia disso, mas não me importava porque estava cega pela novidade. Agora que não existe a possibilidade de sair da montanha-russa, estou me perguntando sobre como sair, quando o brinquedo já começou a andar; como não ser esquecida, quando não existem memórias recentes; ou como chamar de casa, aquilo que não sei se ainda é meu.
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MTV

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    O que mais existe por aí são seriados interessantes. Alguns se tratam de novas histórias sobre heróis, alguns são sobre assassinatos sendo resolvidos e alguns servem mesmo pra dar umas boas gargalhadas. No entanto, seriados adolescentes - feito com adolescentes para adolescentes - são raros os que chamaram minha atenção e que não são no estilo Vampire Diaries. A MTV, que sempre foi associada por mim como um canal de música, tem criado uns seriados muito bons, com enredos criativos, inovadores e que vale mesmo a pena ficar ansiosa por uma semana para saber o que vai acontecer no episódio seguinte. Eu já assistia Catfish, que não é um seriado em si, mas que passa no canal, porém confesso que fiquei impressionada com a qualidade dos shows americanos.

Finding Carter.
   O que você faria se descobrisse que a mulher que você chamou de mãe toda sua vida, fosse, na verdade, a pessoa que sequestrou você quando tinha três anos? Carter, depois de uma noite na prisão, acabou descobrindo que essa era a verdade que ela tinha de engolir: a sua verdadeira família era uma completamente diferente do que a que ela sempre acreditou. Tendo uma mãe policial, um pai escritor (que seu best seller era sobre ela; sobre a filha que havia sido sequestrada), uma irmã gêmea e um irmão esperto e invisível, Carter tem de aprender a lidar com a confusão em sua mente, decidindo se foge, ou se acaba se apegando aos motivos certos e continua com os estranhos que, aos poucos, ela decide amar. 



Faking it.
   Karma e Amy são amigas desde sempre, e, por acidente, são consideradas um casal e assim se tornam populares. Karma, certa de que não é lésbica, vê dessa oportunidade só um jeito de ficar conhecida por todos e ter a atenção de Liam, o cara mais gato possível. Já Amy continua nessa situação só porque quer ver a amiga feliz. E porque nota os sentimentos que realmente tem por Karma. 
   Num triângulo amoroso mais esquisito possível, a história se desenrola, repleta de piadas, momentos constrangedores e confissões.




Happyland.

   Quando você trabalha num lugar perfeito, repleto de felicidade, sorrisos e momentos agradáveis sendo compartilhado entre famílias e casais/amigos, fica difícil considerar um trabalho ruim. Ainda mais quando você tem um homem lindo para melhorar ainda mais seus dias. Lucy, que trabalha em um parque de diversões gigante, não tinha nada do reclamar, considerando que basicamente essa era a vida dela.
   Mas, como nada é perfeito, segredos vão arruinar seu parque de diversão logo logo, e é baseado nisso que se passaram os oito episódios dessa primeira temporada de "Happyland", que estreou semana passada na MTV americana. 




Awkward.
   Contrastando com a aparente perfeição de Happyland, Awkward, série que já está na sua quarta temporada, é completamente baseada nos pontos baixos da vida de Jenna, uma adolescente nada popular, que (primeira temporada) acabou escorregando no banheiro do quarto e acabou se tornando a "suicida" do colégio. A situação terrível, porém, deu espaço para sua vida amorosa com Matty, o bonitinho que não queria ser visto com ela por vários episódios.
   Na temporada de agora, sempre mantendo o humor e a pena mortal de Jenna por ser tão azarada e tola, explora uma parte mais adulta, sendo que Jenna tem de lidar com problemas maiores do que ter um relacionamento secreto com o popular garanhão do colégio. 



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Casamento

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   Por que homens se ajoelham para pedir a mão da moça em casamento? Fazemos coisas sem ver o significado por traz de todos os símbolos, mas eu tenho minha teoria para esse ato comum, que é descrito em livros, que nossos olhos vivenciam e que nossas almas se aquecem, só de imaginar o dia em que será a nossa mão sendo segurada.
   Nervoso, o homem apaixonado coloca seu joelho no chão, e olha para a mulher com quem decidiu passar o resto da vida junto. De baixo, ele olha para ela, temeroso pela resposta, ansioso pela reação dela. Ele observa suas expectativas crescerem, e, por um segundo, imagina todo seu futuro. Pensa em como vai ser acordar sempre ao lado dela, imagina nos filhos que terão, na casa que compartilharão, nas brigas que só vão acontecer porque ninguém é perfeito, mas que logo serão superadas. De baixo, ele sonha com o que o resto da sua vida vai ser. De baixo, ele olha pra cima, pro que vem depois.
   De cima, anos depois de casado, anos depois de ter se ajoelhado, ele olha para baixo. Observa a lápide com o nome de sua amada com pesar. De cima, ele pensa em todas as expectativas superadas e as decepções, porque ninguém vive só de ganhos. De cima, ele lembra dos sonhos que se tornaram realidade e das realidades que, naquele momento, são só sonhos. Olhando para baixo, onde a mulher que ele amou está enterrada, ele sabe que se ajoelhou décadas atrás só porque queria mostrar que, naquele singelo momento, ela era o mundo dele, que ele se humilharia por ela, colocando-se em uma posição desconfortável.
   Agora, enquanto eu escrevo isso, alguém está sendo pedido em casamento. Tendo se ajoelhado ou não, eu espero muito que eles pensem que é pra sempre. Espero que desejem estar junto um do outro de verdade, de todo o coração, porque estou cansada de pessoas discutindo sobre a vida do próximo, mas não amando nem mesmo o próximo com quem divide a cama.
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