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Ready? Go. Read: Simplesmente Acontece

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Ano: 2015
448 páginas
Editora Novo Conceito
Autora Cecilia Ahern

   Algumas vezes você encontra um livro que te marca tanto, que você acaba sabendo que irá lembrar da história até uma melhor aparecer e levar a outra narrativa para a terra do esquecimento. "Where Rainbows End" ou "Love, Rosie" é um bom exemplo. Escrito por Cecilia Ahern, autora de P.S, Eu Te Amo, essa história vai se tornar filme nessa ano aqui nos Estates, sendo que conta com *suspiro* Sam Claflin e Lily Collins. No Brasil, a estréia é dia primeiro de janeiro do ano que vem.


"Como a vida é engraçada, né? Bem na hora em que você pensa que está tudo resolvido, bem na hora em que você finalmente começar a planejar alguma coisa de verdade, se empolga e sente como se soubesse a direção em que está seguindo, o caminho muda, a sinalização muda, o vento sopra na direção contrária, o norte de repente vira sul, o leste vira oeste, e você fica perdido.

   "Where Rainbows End" é uma espécie em especial, sendo que é contado entre cartas, emails, mensagens instantâneas, artigos de jornal e bilhetes. Esse foi o primeiro livro que li que não havia uma narrativa tradicional, mas, diferente do que eu pensava, foi fácil de acompanhar, dando perfeitamente para entender a história entre Rosie e Alex, que são melhores amigos desde que se conhecem por gente. Eles fazem tudo juntos, estão sempre em contato um com o outro e se amam. No entanto, quando chega o último ano do colégio, ele tem que se mudar para Boston, e deixá-la para trás. Uma amizade sobrevive com a distância? A deles sobrevive, mesmo com muitos baixos, e alguns (breves) altos. 

"De: Rosie
Para: Alex
Obrigada por acreditar em mim, Alex. Adoraria poder retribuir esse abraço e esse beijo agora mesmo! Mas, por outro lado, talvez algumas coisas estejam mesmo fora do nosso alcance.
De: Alex
Para: Rosie
Mais uma vez, Rosie, você não está esticando o braço o suficiente. 
Estou bem aqui. Sempre estive e sempre estarei."

   O livro é bem parecido com "Um Dia", de David Nicholls, mas o final e as reviravoltas são tão inesperadas que você vai ficar sem saber se ama ou se odeia os personagens. As quatrocentas páginas são passadas rapidamente por conta da linguagem coloquial, e o que eu mais gostei foi que mostra a realidade (exceto pelo final) de que a vida nem sempre é o que esperamos. Muitas vezes temos de fazer o que não nos convêm, pelo simples fato de que existem outras pessoas envolvidas. 


Engraçado, porque, quando a gente é criança, acredita que pode ser tudo o que quiser , ir para onde se tem vontade. Não há limites. Você espera o inesperado, acredita em mágica. Aí você cresce e a inocência acaba. A realidade da vida mostra a sua cara e você se sente golpeada quando constata que não pode ser tudo o que quer e que só precisa se conformar com um pouco menos do que aquilo que havia imaginado.
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