Image Map

Press

As coisas mudam

`
   Você pode fazer birra como criança, pode parar de usar relógios para não saber do tempo, e pode até decidir dizer que não se importa, mas, meu amigo, as coisas mudam. Elas mudam, e você nem consegue ver de onde veio o vento que te fez recordar daquela abraço que já não está te envolvendo. Algumas vezes elas são sutis, outras acabam sendo tão drásticas que você vai acabar precisando de um remédio pra dor de cabeça, mas, entenda, mudanças acontecem para que a vida continue.
   O fato que você tem que conviver é esse: as coisas mudam. O que vai fazer sobre isso? Espernear, resmungar ou aceitar? Seja a reação que você esboce, ninguém vai se importar de qualquer forma, mas é essencial que você reaja. Isso é o que difere as pessoas, não é? Não a cor delas, nem a raça. O que difere as pessoas é a forma como elas reagem a uma mudança. Pessoas boas aceitam, e se adaptam. Quase uma mistura entre a teoria do Lamark e do Darwin, sabe? O que se adapta melhor ao meio é o mais forte, e sendo o mais forte, será o que vai sobreviver. 
0

Não vou abaixar a música, mãe!: Racing Glaciers

`

   Sobre aquela história de não pesquisar exclusivamente bandas britânicas: eu juro, mantenho minha palavra de que não faço isso. Mas a verdade é que o som dos caras que me envolve mais do que dos outros... O que fazer? Acho que é por essa pegada mais indie que, de fato, é minha favorita.
   Racing Glaciers é uma das bandas menos conhecidas que eu já indiquei, mas isso não diminui o talento deles. Igual ao Amber Run, são cinco homens, mas dessa vez são de Macclesfield, que fica no condado de Cheshire, na Inglaterra. Tim, Danny, Matt, outro Matt e Simon soman quatro mil curtidas no Facebook e menos de seiscentos inscritos no canal deles do youtube, e o terceiro EP deles, o "Don't Wait For Me" está para sair dia dezoito de agosto.









0

Porcaria, a pipoca queimou: C.O.G

`

Pra quem gostou de: honestamente, não sei.
Status: estreiou. 
Indicaria: Nunca.

   C.O.G é um filme estadunidense que estreou no ano passado, e tem a história baseada em um texto do livro "Naked" de David Sedaris. No longa, David, que decide sair de sua vida comum, vai para uma pequena cidade onde, inicialmente, trabalha colhendo maçãs. Depois ele passa para uma fábrica de maçãs e devido a uma situação ruim, tem de sair de lá e, então, recorre à Jon, um cristão ex-bêbado que perdeu a perna na guerra e produz relógios feitos a partir de pedras. 
   Não há muito o que se dizer da história, sendo que Samuel, o nome que David preferiu que o chamassem, vai de um canto a outro, à mercê de uma alma caridosa que o ajude, sendo que seu primeiro "amigo" quis tirar vantagem dele. De uma forma nada agradável. Minhas expectativas para o filme eram enormes, uma vez que C.O.G era uma sigla para "Cildren Of God", ou seja, Filhos De Deus, mas quando notei que o tempo estava se esgotando, eu soube do desperdício de tempo. 
   Esse longa faz com que a visão das pessoas nos cristãos seja a pior possível e, por mais que mostre os reais perigos de sair sozinho, as pontas soltas e o exagero com a maldade fez com que fosse cansativo e irritante. Sendo bem honesta, a única coisa que sinto é desprezo depois de ter perdido oitenta minutos da minha vida notando que a única coisa que a mídia tenta representar é que as pessoas que acreditam em Cristo são loucas e que muitas delas são falsas. Não entendo como essa história pode ter tido a maioria das críticas positivas, e isso nem é muito pelo fato de eu acreditar em Deus, e sim por uma questão de que esse filme não acrescentou em nada na minha vida. 
   Por outro lado, Jonathan Groff teve uma ótima performance, mesmo que eu desejasse que ele interpretasse outras personalidades na ficção. Ele é um ator convincente e que faz com que você sinta as emoções dele, mas acho que se ele escolher seus personagens que tenham somente a mesma opção sexual que ele, estará limitando sua área de atuação. 
   C.O.G tinha tudo para ser um bom filme, mas minha nota vai ficar negativa para ele.
0

Introdução do intercâmbio

`

   Quando se está viajando, é muito complicado manter as redes sociais em dia, quem dirá um blog, e é por isso que eu estou um bom tempo sem escrever aqui. Eu tive um leve problema em falar na frente de uma câmera, então resolvi que ainda sim vou ajudar e compartilhar minhas experiências nos Estados Unidos com os leitores do blog e com as pessoas que simplesmente desejam saber mais da possibilidade sobre fazer um intercâmbio de um ano, mas de uma forma diferente.

   Primeiramente, um intercâmbio de um ano é feito por uma agência especializada, e não por uma escola em si. Eu contratei a CI porque eles têm um bom nome no mercado, e como eu nunca havia feito nada disso antes, era bom começar com um lugar onde as indicações eram positivas, mas existem várias outras opções, como STB, World Study e a ExperimentoDepois de escolher uma agência, você precisa decidir entre um ano ou seis meses.  Eu estou no último ano do ensino médio no Brasil, mas como nos Estados Unidos é diferente, eu tive de começar a escola em janeiro, como toda pessoa normal, e trancar a escola em julho, porque aqui começa em agosto. Começou, no caso. Existe uma outra opção, que seria terminar o colégio no Brasil, e vir para cá em janeiro de 2015, sendo então um curso só de seis meses, mas como eu queria a experiência "completa", meu programa será de agosto até maio. 

   Certo, então você já tem agência e sabe a quanto tempo quer ficar no exterior, o que falta de essencial? Slep Test. Esse Slep Test não passa de uma prova de inglês para saber em qual nível você está e se poderá ir para o país que deseja. Esse teste é muito simples, mas é muito demorado, tendo umas duzentas perguntas. Quando o resultado chegar, você poderá saber se está tudo ok para ir para a próxima fase: a escolha do programa. Existem duas opções, na qual uma é mais cara do que a outra. A primeira você não escolher para onde vai, sendo que só sabe mesmo o país (EUA) e na segunda você pode garantir que não vai cair em Utah. Por mais que você pague cinquenta mil reais, não existe a opção de ficar em NYC, por exemplo; são sempre cidades menores, perto de grandes centros. 

   Quando tudo isso estiver pronto, é a parte chata do programa: Application. Mas isso fica pra um próximo post.
0

EUA

`
   Não sei quantos sabiam da minha viagem de dez meses para os Estados Unidos, mas o ponto é que aqui estou, uns dias de começar as aulas (outra vez) para terminar o Ensino Médio. E acho que só estaria mais feliz se soubesse que as pessoas que eu amo não estão uns mil quilômetros de mim.
   Eu decidi fazer isso porque A) é uma experiência incrível, que você aprende a ser independente, a lidar com a saudade e como ser madura, sem contar tanto com a ajuda dos pais B) ajuda muito no inglês, que é uma língua importante de se ter fluência e C) é bom sair da rotina e fazer novos amigos. Sei que não são muitas pessoas que têm essa oportunidade de fazer um intercâmbio de quase um ano, então meus patrocinadores merecem propaganda: meus pais - obrigada por serem pessoas incríveis, que não se importaram em deixar a filha única ficar longe por uma boa causa. 
   Sexta-feira terá o primeiro video explicativo sobre o intercâmbio no canal do blog no Youtube, sendo que a preparação para essa viagem está sendo feita desde setembro do ano passado. É muita papelada, muita espera, e muito nervosismo e ansiedade.
    
2

Ready? Go. Read: Do seu lado

`
Ano: 2012
317 páginas
Editora Novo Conceito
                      
   Eu tenho um bocado de "problemas" com patriotismo exacerbado, na verdade, qualquer tipo já me deixa meio enjoada. Da última vez que eu indiquei um livro de uma autora brasileira, tive retornos bem felizes, comentando que haviam gostado da dica, e que o livro era realmente bom, então vou deixar as MINHAS dificuldades com o Brasil de lado, e indicar o livro "Do Seu Lado", da Fernanda Saads.

— Você acha que foi fácil para mim ouvir você chorar por um cara que nem a merecia? E ficar do seu lado, te dizendo que tudo ia ficar bem, quando, na verdade, queria que vocês dois nunca mais fizessem as pazes — ele explode. — E agora... Agora que eu já coloquei as coisas em ordem de novo, você chega do nada e diz isso tudo... O que você espera? Que eu simplesmente olhe para você e diga "meu amor, vamos casar?" — sua voz está cheia de ironia.

   A história se baseia em Sarah, que fica devastada com o fim do relacionamento com Bruno, e recorre a sessões de terapia. Depois de um tempo, acreditando ter esquecido do ex, ela acaba o reencontrando e é obrigada a passar um certo tempo com ele. Enquanto isso, Igor, seu melhor amigo, está ao seu lado, alertando-a de todo o mal que pode ocorrer, caso ela venha a se envolver com ele outra vez. 
   Clássico.

— Vó… — eu sento ao seu lado.
— Diga, querida.
— Como é amar alguém pela vida toda? — pergunto, baixinho.
Ela olha para cima como se estivesse rememorando. Depois dá um longo suspiro.
— É a melhor sensação que alguém pode ter na vida — ela responde. — É como gostar de comer o pão daquela padaria da esquina e saber que eles nunca vão trocar de padeiro.

   O livro em si, é bom, o problema é que não é nenhuma novidade. Tem partes boas, bem escritas, assim como tem momentos em que você simplesmente quer parar de ler porque sabe sobre o final. Ou acha que sabe. De qualquer forma, cada pessoa que ler tirará suas conclusões, então não cabe a uma mera mortal como eu dizer se o livro é bom ou não. 

-Para com isso! – eu o afasto – Eu idealizei você! Criei uma imagem de um cara perfeito para mim, mas, na verdade, você nunca teve nada dele. Só isso.

   Ao meu ver, não foi tempo perdido, apesar de ser uma história fraca. É o típico livro despretensioso para um fim de tarde. 
0

Sobre saudades e lágrimas

`
   A única coisa que eu quero que morra, são as flores que recebi. Mas elas irão parar de viver porque é a ordem natural das coisas, e não porquê eu sou cruel ou algo do tipo. A única coisa que eu quero que chore são as nuvens, porque assim, as estações irão passando, e isso significa que vou estar mais perto de voltar. As única coisas que eu quero são as que não vão acontecer. Infelizmente cada coisa dessas faz parte de entender algo sobre a vida: saudade.
   A saudade é um sentimento bem amargurado. Não contente em tirar o toque, a visão, o olfato e a audição, ela faz com que você transforme boas lembranças em memórias torturantes; transforma a vontade de estar junto em medo de que tudo esteja tão diferente que, de uma forma estranha, você não irá mais se encaixar onde antes era tão bem quisto. A saudade que pode trazer velhos sentimentos à tona, é a mesma que não pode ser curada, que machuca, mas que, como toda boa dor, cicatriza com o tempo. Não existe cura, mas nenhuma dor dura por tempo o suficiente pra ser insuportável.
   Em minutos em que a vida parece incerta, que nada é tão real, a saudade mostra o amor que existia, e que pode existir. Em horas que a rotina parecia ter roubado toda a animação, a saudade mostra que ainda há carinho, ainda há sentimento que salve o que já não parecia bom. Em semanas que algumas coisas pareciam certas, a saudade mostra que, de certo, só existe o amor. Em meses de bipolaridade, sem saber de muita coisa, a saudade mostra que tudo bem não saber de muita coisa, tudo bem estar desanimado, tudo bem estar errado. Em anos de "tudo bem", a saudade mostra que devemos demonstrar todo o sentimento possível na menor quantidade de tempo que conseguimos, porque a vida é como uma competição, na qual você não pode saber o tempo que tem para completar cada mínima prova.
   Minha saudade é expressa com lágrimas e a falta de palavras. Minha saudade machuca ao passo que me constrói, que me faz lembrar que sou amada. Minha saudade não é diferente da de ninguém; ela arde igual, é salgada igual. Minha saudade faz parte de mim, no entanto, nesse momento, enquanto meu relógio está sendo zerado, eu noto que fiz tudo que podia fazer nas provas mínimas do dia-a-dia, então não me arrependo de nada. Você também poderia dizer isso?
2

Não vou abaixar o som, mãe: Capital Cities

`
   Capital Cities segue a mesma regra daquele início de post, onde eu falei sobre Bastille, Imagine Dragons e OneRepublic. Uma música conhecida e só aquela. Nessa caso, é Safe And Sound. Eles me lembram muito da dupla A Great Big World; por mais que os dois casos seja indie pop, eles tem estilos diferentes, assuntos diferentes nas músicas, mas são talentosos igual e merecem mais atenção.
   O primeiro álbum dos caras foi lançado ano passado pela Capitol Records, que se chama In A Tidal Wave Of Mistery, e possui doze faixas, uma delas sendo Kangaroo Court, que é uma das indicações. A outra, One Minute More, que é bem recente, faz parte da edição deluxe do álbum, lançado em maio desse ano. 
   Ryan Merchan e Sebu Simonian são de Los Angeles, Califórnia, e são muito conhecidos pelos efeitos especiais dos seus clipes.



0

Porcaria, a pipoca queimou: Uma Longa Queda

`
Pra quem gostou de: filmes sobre amizade.
Status: estreiou. 
Indicaria: Com certeza!

   Nick Hornby é um escritor inglês maravilhoso, mas, para quem não vê os livros dele por aí (porque é realmente mais difícil de encontrar), uma saída é assistir o filme e ter uma ideia de como a sua criatividade o torna especial. O filme "Uma Longa Queda" é uma adaptação do livro de mesmo nome, e teve sua estréia este ano. A história fala sobre quatro pessoas que se encontram no topo de um prédio, em Londres. O motivo? Suicídio. 
   Cada personagem tem uma história tão particular que torna o filme envolvente; te faz temer o que acontece em seguida e torcer para que tudo dê certo. Martin é um apresentador famoso que foi preso por se envolver com uma menor. Maureen é uma mulher que aparentemente vive com vinte gatos e não tem mais ninguém na vida, enquanto Jess (que é vivida por Imogen Poots, a loirinha que dá a real graça do filme) é a filha de um político e vive se metendo em confusões. J.J é um americano que trabalha entregando pizzas, uma vez que desistiu de sua banda. O que exatamente eles tem em comum? 
   Na primeira vista, parece meio macabro. Quatro pessoas preparadas para se suicidar em pleno ano novo. Bom, eles pensavam que fariam isso, mas a vida tinha reservado coisas melhores para eles, o que faz com que eles façam um pacto: nada de suicídio até o dia dos namorados, comemorado lá em fevereiro, o que os dava seis semanas para amar a vida outra vez.
   Em minha opinião, Pascal Chaumeli soube sim como adaptar o livro, no entanto, aquela magia das palavras, de cada sensação e sentimento sendo descrita faz com que ler e imaginar a situação torne o exemplar, que é vendido no site da Saraiva por trinta reais, muito melhor.

1

Não vou abaixar o som, mãe!: Amber Run

`

   Eu juro, por tudo que é mais sagrado, que eu não faço uma busca no google tipo "bandas britânicas". Eu simplesmente procuro um artista que eu gosto bastante no youtube, e espero pelas indicações do próprio site, que acabam aparecendo do lado. E foi assim que eu conheci Amber Run, uma banda de Nottingham.
   Os cinco se conheceram na universidade de Nottingham, e no início eram conhecidos só por Amber. Joe, Will, Henry, Felix e Tom se apresentaram em 2013 no Reading Festival no palco BBC Introducing Stage, que, como o nome já diz, queria introduzi-los. Eles não são conhecidos, sendo que possuem onze mil curtidas no Facebook e menos de quatro mil inscritos no youtube, mas eu realmente acho que eles têm talento pra ficarem famosos.







0

Sobre palavras e dinheiro

`
   O mundo é superlotado de pessoas que, basicamente, sabem muito sobre duas coisas: palavras e dinheiro. No entanto, tudo que sabemos sobre esses assuntos é o que ouvimos, enxergamos, sentimos ou tocamos, e isso pode ser perigoso, afinal, os sentidos podem enganar veemente até o mais cuidadoso e meticuloso ser. 
   Dinheiro é um papel que acabou controlando países, que faz com que acordemos cedo, trabalhemos em um lugar que não gostamos e até diminui nosso tempo com as pessoas que amamos. O capitalismo fez filhos rebeldes, que reclamam tanto sobre política, impostos, injustiça, mas que não sabem como mudar sua própria rotina. O dinheiro fez com que as pessoas se focassem tanto no problema, que se esqueçam de buscar possíveis soluções. Ainda sim, o tal papel valioso traz responsabilidades para alguém cuja natureza é fugir delas.
   Palavras funcionam como plásticas. Alguém que já mudou muito seu corpo com a ajuda médica mas mantém uma alma vazia, feia, é como alguém que usa palavras rebuscadas demais. Por mais que se saiba o valor da plástica, e a mudança na maneira como as pessoas podem tratar você, por dentro tudo continua igual. Quem sabe palavras diversificadas e faz questão de usá-las na intenção de parecer superior, esconde sentimentos vazios.
   Dinheiro e palavras combinam e constroem diversos prédios altos, espelhados, sendo suportados por vigas de racionalidade, totalmente diferente de algo emocional. Cidades são construídas assim também, e são sustentadas por pessoas que acreditam mais em dinheiro do que em boas ações; mais em palavras do que em fé. Palavras e dinheiro combinam, infelizmente. Palavras e dinheiro destroem e constroem, depende do ponto de vista.
0
Image Map