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Ready? Go. Read: Vaclav & Lena

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Ano: 2012
272 páginas
Editora Intrínseca

   Se  você achou a capa desse livro bonita, devia ver o original. Além dessa arte incrível que proporciona uma ótima primeira impressão, a história é muito boa também. A primeira coisa que chama atenção é a dedicatória. Particularmente, não as leio, mas decidi que iria ler esse. O que eu não esperava eram palavras tão simples, ocupando menos de dez linhas, sobre o falecido marido da autora, Haley Tanner, fossem quase me fazer chorar.

"Vaclav decide dar uma resposta mentirosa à pergunta, porque falar a verdade seria constrangedor. A verdadeira coisa que ele salvaria num incêndio seria Lena."

   A história é dividida entre quatro partes: Vaclav e Lena pequenos, Vaclav separado, Lena separada, e então o reencontro dos dois. A narrativa se passa no Brooklyn, mas na percepção de imigrantes russos. Vaclav e Lena são crianças que adoram mágica acima de tudo, e, então, Lena é obrigada a sair daquela vida de escola, ir para a casa de Vaclav, ficar até a janta para comer alguma comida não tão boa e não tão saudável, ser levada para o apartamento de sua tia nada convencional, dormir em seu quarto de um único colchão e nada mais e repetir esse processo no dia seguinte. No aniversário de dezesseis anos da garota, algo muda na vida dos dois, que estavam separados desde seus dez anos de idade. Ela tem uma vida, ele tem outra, que ainda possui mágica e agora tem Ryan, sua namorada. O que esperar de uma situação assim? 


"Contudo, é claro que o tempo passa; é uma das verdades do universo: por maior que seja a dor, a alegria, o nervosismo, a ansiedade, o amor, o medo, a coceira, a febre, a queda, o tempo passa."

   Os primeiros capítulos são cansativos; fiquei enrolando até a página cem. Mas depois que a "vida é separada", na parte dois, sendo dirigida exclusivamente por Vaclav, tudo melhora e você lê sem parar até descobrir todos os detalhes importantes. É uma história inocente, com uma boa dose de filosofia, e até pensei que John Green tirou a ideia do cigarro como metáfora de uma cena do livro, onde Lena está no banheiro, divagando sua existência a partir de uma mancha no azulejo, e uma colega a oferece um cigarro.


Todo mundo está preocupado, e todo mundo está usando alguma coisa intencionalmente, mas ninguém quer que os outros percebam, e ninguém quer que os outros comentem. Todo mundo quer sair por aí como se fosse um super-heroi, que veio ao mundo já pronto; ninguém quer reconhecer que está constrangidamente criando a si mesmo, mas todo mundo está.

   "Vaclav & Lena" merece um nove. Só não fica com nota dez porque a autora não terminou a história de ninar que a mãe do garoto contava, onde uma princesa e um camponês se apaixonam. Ele lhe deu cem dias para ela pensar em fugir com ele, no entanto, na centésima noite, ele não apareceu, temendo que não fosse superar tamanha tristeza de não ter a amada, e então a Haley termina o conto com um "então a princesa..." e eu gostaria muito de saber o que aconteceu. 
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