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Ready? Go. Read: Will & Will

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Ano: 2013
352 páginas
Editora Galera

   John Green é um ótimo escritor porque ele sabe tratar de assuntos clichês de uma maneira muito inteligente e com diálogos bem escritos. Esses dias, Will & Will foi o meu companheiro nas aulas mais chatas do dia, e essa narrativa é feita pelo dito cujo arrancador-de-lágrimas e por David Levithan. Como boa aluna que sabe fingir que presta atenção nos momentos necessários, eu demorei uma semana. Uma longa semana. 

"As coisas que você mais quer são aquelas que te destroem no fim."

   Não posso dizer que este livro foi meu favorito porque, de longe, não foi. Nem perto dos dez mais. Mas a história é boa, onde o Will Grayson número um tem um amigo gay, e o Will Grayson número dois é gay. Eles se encontram em um lugar mais inusitado possível - onde eu nunca pensei que um personagem de John Green iria. Eu estava errada, claramente. David, que escreve o ponto de vista do Will gay, é bem diferente em termos de estrutura. Os diálogos, por exemplo, são indicados por "eu:", "minha mãe:", "will:" e isso meio que deixa a história cansativa. 

"Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. É porque um pedacinho se perde — as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. A forma inteira mudou."

   Para quem não gosta muito de romance, eu indico bastante o livro. Pra quem deseja se envolver com uma história, de forma que não consiga abandonar o exemplar, não vou colocar minha cara a tapa de dizer que Will & Will fará isso. 

“No entanto, não posso deixar de pensar que “trocar de vida” é algo que somente um completo idiota pode acreditar. Como se você pudesse pegar o carro, ir até uma loja e comprar uma vida nova. Vê-la em sua caixa brilhante, olhar pela tampa de plástico, vislumbrar a si mesmo em uma nova vida e dizer “uau, pareço muito mais feliz - acho que esta é a vida de que preciso!”, levá-la até o caixa, pagar no cartão de crédito. Se trocar de vida fosse fácil assim, seríamos uma raça em êxtase. Mas não somos.”

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