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Parceria com Regina Wharton

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   Um mês atrás, anunciei uma nova promoção, onde um relicário muito lindo seria sorteado. Um relicário da loja Regina Wharton, da qual eu já havia feito post antes. O ganhador dessa vez foi o Diego Rangel, que eu vi mandando tweets todos os dias, e que provou que realmente faz efeito se inscrever de maneiras diferentes nas promoções. 
   Me impressionei com a fofura da embalagem, aliás. O produto é um amor, e vocês podem conferir mais nas imagens abaixo. Vale muito a pena passar lá na loja online, porque, pra quem não ama relicários como eu, existem outras peças lindas. 


   O próximo sorteio será mais que especial. Uma dica: É de algo que eu mesma fiz. Tecnicamente. Alguma aposta do que seja? 
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Atualizações

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   O que acontece quando um sonho se realiza? Você vai em busca de outros. Certo? Certo. No dia treze de abril, cinco horas da tarde, na Livraria Cultura de Porto Alegre (Shopping Bourbon Country), eu vou ter de buscar outros sonhos, porque o meu principal estará sendo realizado: meu livro.
   Confesso que só estou esperando para que o despertador me acorde, e mostre que tudo isso não passou de um sonho, assim como toda essa história de fazer intercâmbio. Para quem não sabe, eu não vou finalizar o ensino médio aqui no Brasil, e sim nos Estados Unidos, no estado do Arkansas. É uma oportunidade gigante, e eu tenho plena noção disso, entretanto não diminui a dor de deixar meus amigos, e sentir meu estômago embrulhar, enquanto eles falam sobre formatura e passeios dos quais eu não participarei. Ainda sim, estou aproveitando cada segundo com eles da melhor forma possível: com abraços e risadas. (Aliás, o meu abraço é o melhor do mundo, segundo fontes seguras.)
   Eu espero muito que as pessoas gostem de "A Cura Para o Amor", que é o nome do meu primeiro livro. A história se passa no futuro, sendo dividida entre dois pontos de vista, onde o amor tem cura. Essa é uma narrativa muito mais abrangente que um simples romance adolescente, então qualquer um pode se identificar e apreciar minhas palavras. 
   Nesse post eu falo um pouco mais sobre o livro, e para as leitoras gaúchas, seria ótimo que vocês fossem lá, prestigiar esse momento tão importante para mim. Ah, e convidem todo mundo; amigos, parentes, "amigos", quem quiser. Para as leitoras não-gaúchas, algumas providências estão sendo tomadas, onde eu venderei exemplares aqui no blog, e também poderá ser adquirida pela Livraria Saraiva, Fnac, e Livraria Cultura.
   Então é isso. Essas são as minhas novidades; o que está se passando em minha vida, e queria compartilhar com vocês. Qualquer dúvida, podem me encontrar pelo email disponível na parte "sobre" do blog, lá em cima :)
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SammyDress: Sapatos

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   A SammyDress tem vários produtos, e, como da última vez fiz quase que uma wish list com as bolsas, desta vez os meus sapatos favoritos estão disponíveis aqui. 
   A numeração é diferente da do Brasil, então terá de existir um cuidado maior na hora de comprá-los. O número trinte e quatro é representado pelo três, por exemplo, e você pode conferir os números certos na tabela abaixo. Boa sorte em encontrar um só que te agrade, e conte, nos comentários, suas dúvidas, ou se já fez alguma compra online antes. 



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Eu.

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   Eu era várias coisas para várias pessoas, mas eu ignorei todos que me comparavam com pertences caros, e me foquei nele. Ele, com suas manias adoráveis, e atitudes odiáveis, pensava em mim como um livro, uma música, um doce, e um filme, mas eu não me importei com isso porque, de uma forma que fazia com que eu mesma me odiasse, ele voltava para minha cabeça como se fosse um tumor sem cura.
   Eu era o livro que estava na maldita prateleira dele, só acumulando poeira. Ele não se deu o trabalho de passar da página dez, porque se entediou, e não quis se apegar em diálogos ou palavras que, segundo ele, eram insignificantes. Eu era a música, que ele ouviu pouco, mas que, de uma hora pra outra, decidiu definir como chata, pois "já havia escutado muitas vezes". Eu era o chocolate que ele enjoou, então, quando passava pela sessão de doces, lembrava-se que, um dia, gostou do sabor, mas que, naquele momento, não sabia como podia ter gostado. Eu era o filme que ele se cansou de assistir, e que, por isso, nunca mais passou por seus olhos. 
   Eu sabia de tudo isso. Tinha noção de que ele me tratava como passado, e eu pensava nele como rotina, porém nada mudava a minha ideia sobre ele. Passei a me apegar no que passou, para que, assim, não acreditasse que eu me tornei só mais umas páginas que ele não leu, ou uma música, que está lá só porque ele não quer apagar. As horas se passaram, as estações mudaram, e eu continuava a não me importar com os que pensavam em mim como um best seller ou como aquela canção que todos amam e que não sai do rádio. 
   O tempo, muitas vezes, não cura; a única coisa que faz é você pensar na dor de ser esquecida como algo que não faz mais parte de seu presente. Não é estar curada, é só deixar de pensar, e, assim, achar que superou. Mas, quando ele passar na rua, com aquele belo sorriso, e um novo livro embaixo do braço, você vai ver que o tempo não foi um remédio. O tempo foi só uma lembrança, antes ignorada, que foi restaurada agora.   
 
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Agora e para sempre

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Pra quem gostou de: Uma Prova De Amor.
Status: estreiou 
Indicaria: Sim, mas é bem dramático.

 Eu descobri sobre "Now Is Good" com a música "I Know You Care" da Ellie Goulding. A história é bem comum, onde uma garota perto da morte encontra o garoto e quer viver tudo que ainda não viver; fazer tudo que está na sua lista. Mas o que difere esses tipos de filme é o modo como é contado, e é por isso que eu gostei de "Agora e para sempre" e também porque se passa em Brighton, e tem aquele sotaque perfeito.
   Tessa e Adam vivem uma bela história, e o importante é que não se trata só de um romance adolescente. A narrativa abrange outros tipos de relacionamentos, como é o caso da mãe, que nunca está presente, e do irmão, que é o único honesto, e que não tem medo de dizer o que está pensando, isso porque só tem nove anos. 
  Ela age com hostilidade, e vive deixando as pessoas desconfortáveis, por comentarem sobre sua doença como se ela fosse uma coitada. Cada um tem sua forma de reagir em situações difíceis, mas eu creio que eu seria do tipo que não iria querer sair de casa. Ou talvez o contrário. Não sei. 
   - Boa garota. - O médico fala, depois de retirar o cateter, pois Tessa desistiu de continuar o tratamento, desejando uma vida o mais longe possível do hospital.
   - Você quer bater na minha bunda? - Pergunta ela, olhando séria para ele.
   - O quê? Não.
   - Então não fale comigo como se eu fosse um cavalo. 
   
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Play Two Times (com estilo)

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   Uns tempos atrás, quando eu vi "Replay" nas indicações do Youtube, pensei até mesmo que era uma participação da Zendaya com sua amiga ruivinha e aquela fosse só mais uma música para Shake It Up. Entretanto, a verdade é que Zendaya Maree Stoermer Coleman, de Okland, Califórnia, já tem dezessete primaveras completadas e, em setembro deste ano, fechará mais uma. O tempo passou, mas eu acreditava que ela ainda era a Rocky Blue, com as saias de tule e meias estampadas.
   Agora Zendaya está se dedicando na carreira de cantora, e participou até mesmo do "Dancing With the Stars". Ela se tornou um ícone de moda, por seu estilo street, e eu até acredito que combine bem com ela, por mais que ela fique bem no estilo romântico também. As meias estampadas se transformaram em calças coloridas e ela abandonou aquele jeito meio "um unicórnio vomitou em mim", que era o modo como ela se vestia para o seriado na Disney; sempre com muita cor, e peças que, particularmente, não colocaria junto nem em um milhão de anos. Mas a figurinista do canal é bem paga, e eu sequer sou fashionista, então podem desconsiderar meu comentário. 
   Ou concordar, quem sabe.




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Telespectadora da vida

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   Ela rolou na cama tantas vezes, que perdeu as contas. Não teve cansaço que a fizesse fechar os olhos, porque o teto branco de seu quarto parecia ser muito mais confortável, afinal era lá, entre o nada e a respiração baixa, que fazia seu peito subir e descer, que ela se apegou para recordar do dia especial que tivera. Ela conheceu ele, e, como sempre tem um para roubar seu sono, e pagar sua culpa com sonhos bonitos, eles ficaram juntos sem nem ao menos descobrirem quando foi que aconteceu. Quando foi que se apaixonaram. 
   Eles, quando estavam afastados, eram como um piquenique sem toalha fofa; como dormir em um hotel e não sentir saudade de sua cama. Eles se completavam. O melhor de tudo era que os dois, com seus sorrisos genuínos e corações descompassados, não viam a vida de uma janela, sendo que fechavam a mesma quando a chuva chegava. Os dois, amando a vida, se apaixonando pelo que não possuía explicação, gostavam de ir para a rua e correr. Gostavam de sentir a chuva gelada em seus rostos, e, enquanto eram considerados bobos, se olhavam e sorriam novamente, achando que, finalmente, haviam encontrado aquela pessoa especial.
    Ele corria porque tinha um passado atrás dele que queria olvidar: o tempo que havia passado sem ela. Ela acelerava seus passos porque desejava ignorar o sentimento que havia exprimido por outro alguém. Os outros pareciam ser tão miseráveis, que mereciam ser esquecidos. Seja como for, eles não se importaram de perder noites de sono, ou de perder tempo com os amigos. 
   Os dois, com as mãos entrelaçadas, aprenderam que o amor é assim, estranho, simples e reconfortante. Então, invejando aqueles aqueles dois enamorados, eu notei que estava esperando para sempre. Esperando por alguma coisa perfeita, que jamais chegaria, pelo simples fato de que eu sim, via a vida passar pela janela e dizia amar a chuva, mas me mantinha afastada quando ela chegava. Nesse momento, eu aprendi a minha lição. Eles esperaram desde sempre, até encontrar um ao outro, e eu, esperarei para sempre, se continuar agindo como se fosse só uma telespectadora da vida.
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Não vou abaixar o som, mãe: Lily Allen

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   Lily Allen está no ramo da música desde 2006, mas parece que faz mais tempo. Hoje ela é casada, tem filhos e não se veste mais tão loucamente, mas a essência dela continua impregnada em suas canções, e é isso que a torna tão boa. Ela ficou um tempo longe dos estúdios, porém ano passado retornou com o single "Hard Out Here" e lembrou de sua sinceridade, e da forma fácil com que ela escreve sobre assuntos corriqueiros. O clipe do single pode até parecer indecente, mas, quando se presta atenção na letra, nota-se o significado. "Não preciso rebolar para você, porque eu tenho um cérebro" é um trecho da música, então creio que os fatos falam por aí. 
   Com vinte e oito anos, suas canções ainda estão no player de muitas pessoas. Um exemplo disso é "Smile", que faz com que muitas pessoas se identifiquem e até consigam rir de uma situação ruim, que é ser traída. Ela tem alguns prêmios no meio musical, e até uma canção para seu irmão, Alfie Allen, que atua na série Game Of Thrones, chamada "Alfie". 











No próximo mês, meu primeiro livro, "A cura para o amor", vai estar nas livrarias. Caso deseje saber mais, entre em  http://www.naogostodeunicornios.com/2014/03/meu-primeiro-livro-cura-para-o-amor.html e se informe :)
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SammyDress

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   Semanas atrás, recebi um email em inglês e, ao ler o conteúdo da carta eletrônica, quase surtei. Agora o Não Gosto de Unicórnios! tem uma parceria de uma loja estrangeira, e eu estou meio que surtando com isso. A SammyDress é uma loja barata, pois cobra o valor direto de fábrica, então vale muito a espera de umas semanas, para que os produtos cheguem. Lá é vendido bolsas, roupas, acessórios, vestidos para festas (e até de noivas) e itens para casa. Uns abajures diferentes merecem uma atenção especial, aliás.
   Para introduzir a loja aqui, selecionei as bolsas das quais eu mais gostei. Existem vários outros modelos - mais de mil e trezentas opções, para ser mais específica - e tudo em valores mais que acessíveis. Mochilas, por exemplo, custam menos de vinte dólares, e bolsas comuns estão por dez dólares. Na hora de converter, o valor não fica tão mais alto, ao contrário do que se pode pensar. E a entrega é segura.    




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Play Two Times

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   Mind Trick é daquele tipo de música que você escutava uns dez anos atrás, e, com o passar do tempo, não se recorda do nome, nem do artista, mas, ainda sim, gosta. Conversando com um estranho, no Omegle, ele contou que Jamie Cullum era um de seus cantores favoritos, e eu pensei que o nome era familiar, então fui pesquisar. Quando escutei a primeira música, notei que ela era como "Thank You", da Dido (eternizada na mente de todo mundo) e lembrei de que a conhecia antes mesmo. 
   Jamie é britânico, tem trinta e quatro anos e duas filhas. O jazz contemporâneo dele vem desde 1999, quando eu tinha um ano de idade. Ou seja, o cara é bom, pois conseguiu se manter no mercado até hoje. Ele pode até não ser conhecido por metade do mundo, porém eu gosto de suas letras e de como quase consigo sentir o amor dele, pela música. 



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Velha penteadeira

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❤ O texto abaixo foi retirado de meu primeiro livro, "A cura para o amor". Caso deseje saber mais, entre em  http://www.naogostodeunicornios.com/2014/03/meu-primeiro-livro-cura-para-o-amor.html e se informe :)

  Eu poderia dizer que o que ofende uma mulher é chamá-la de gorda, que você estará assinando seu contrato de morte se não notar o cabelo cortado e que elas só querem um pouco de carinho, só que o fato é que é um pouquinho mais complicado que isso.
   Mulheres são especiais, como uma daquelas penteadeiras antigas que foram esculpidas com a melhor madeira que poderia existir e que demoraram meses até ficarem completamente perfeitas, fortes, e prontas. A verdade é que nenhuma é igual a outra; tem umas que acreditam que existe TPM, algumas dizem que não passa de bobagem e outras acham que é besteira mas ainda sim são espertas e usam isso a seu favor. Existe mulheres que perdoam traição; existem as que abominam o ocorrido por acreditar que amor se trata de confiança, entrega e respeito. Algumas amam maquiagem, outras odeiam salto alto; algumas tem coleção de bolsas e outras, de livros. 
   Você não ofende se chamar de gorda: você ofende por estar só notando isso, algo tão superficial, que acaba por ser só uma capa de toda a pessoa incrível e forte que ela é. Porque acredite, uma mulher é muito mais do que a profissão dela, o cabelo ou pele que tem e, também, o número que aparece na balança. Mulher se importa com o peso porque quer estar bem por fora também; quer mostrar que consegue ser bonita e independente. Você não terá um problema só porque esqueceu de comentar do novo corte de cabelo ou da nova tintura; é que há algo que se chama "notar quem se ama". Você fica todo pomposo quando vai vê um carro legal, mas não nota um detalhe como o cabelo de uma mulher? Acredite, mulher gosta de estar bonita e ganhar elogio; e gosta, principalmente, de saber que agradou quem a ama. E não é só uma data especial que você esqueceu, é uma data que deveria ser importante o suficiente para ser lembrada, já que nos outros dias do ano você mal diz um "eu te amo". Não é só um pouquinho de carinho, é você sair da rotina e dizer o que sente. Ou demonstrar o que sente. Mas pode ser que seja só por ofender, só por ela ser irritada, e só porque ela quer carinho! 
  Mulheres são diferentes uma das outras, então não compare ou espere que ela tenha uma reação como as outras tem. O único conselho sólido e universal que eu posso dizer é: sorria e diga o quanto linda ela está. Demonstre seu amor não importa a hora que seja, porque seja por um pouco ou por muito, carinho e respeito são coisas que todos gostam. Não importa o sexo ou o grau de esquisitice. 
  Mais uma coisa: não espere para amar uma mulher quando ela pensar e acreditar que é uma velha penteadeira no canto de um quarto úmido e mofado; você pode nunca mais conseguir fazê-la crer do contrário.  
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Meu primeiro livro: A cura para o amor

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   Uma das razões pela qual eu criei o blog foi para compartilhar as coisas que eu escrevo. Não é novidade para ninguém que eu desejo ser escritora e, no final desse mês, meu sonho vai ser palpável e concreto. Meu primeiro livro será publicado. 
   Parece loucura, e eu não acredito que haverá um livro nas prateleiras de livrarias com meu nome, com uma história que saiu da minha cabeça, mas é verdade, e acho que preciso de um tempo para me acostumar com a ideia. "A cura para o amor" vai ser publicado pela editora Pragmatha, que é aqui de Porto Alegre, e terá até mesmo uma sessão de autógrafo. A data está para ser confirmada, e, assim que eu souber, passarei todas as informações, porque desejo que todos que puderem comparecer, venham para prestigiar esse momento tão para mim. 
   Considerando que é a minha estreia como escritora, liberei as primeiras páginas, e algumas passagens do livro, para que as pessoas tenham uma noção do que se trata a narrativa. O link é www.4shared.com/office/x1l1Z8Riba/a_cura_do.html e eu espero, com todo o meu poder de esperar algo que alguém, que as pessoas gostem.
  Ah, e aceito elogios, críticas, chocolate e o último álbum do Arctic Monkeys, porque, né, meu aniversário é nesse domingo.  


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Coisas que deixei de saber

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   Eu tenho escrito bastante sobre o amor porque, pela primeira vez em séculos, meu coração está aquecido por algo muito mais difuso que sangue. Eu tenho pensado bastante em um certo alguém que não pensa em mim, e isso dói. Talvez não existam metáforas boas o suficiente para explicar, mas é como se eu tivesse ganho um pedaço do céu, e, em questão de segundos, com um sorriso irônico, a vida havia me tirado aquilo.
   Sem as palavras dele, as minhas se tornaram vazias. Passaram a ter mais significado, porém se transformaram em uma dor imaginária, o que as converteu em palavras ocas. Não me pergunte como isso é possível, porque nem eu sei se é, mas faz sentido em minha mente confusa, então será assim que eu irei as associar. Ocas, vazias. Quando ele estava aqui, o céu passou de azul para "cor de felicidade", e o beijo se tornou cura para saudade. Quando ele estava aqui, eu sabia como era me sentir plena, entretanto, agora, eu sou as minhas palavras.
   Não sei quando aconteceu, mas penso nele todas as noites. Não sei como ocorreu, mas ele se tornou o meu passatempo favorito; ele e minha mania de nos imaginar juntos, talvez casando, talvez brigando e consertando a discussão com cócegas e uma xícara de café pra ele, e uma de chá para mim. Não sei como sucedeu, mas ele não é só mais um alergia, uma música, e um RG. Ele é o menino das palavras, que não pode comer porco, que já olhou aquele filme que eu pensava que ninguém mais havia visto e, de lá, havia tirado sua música favorita. E ele é o menino sem sobrenome. 
   Eu deixei de saber dos detalhes sobre ele, porque ele não quis mais me contar. Eu deixei de perder o sono, pois estava ocupada com ele em minha cabeça. Eu deixei de admirar a incerteza do amanhã, e desejei poder saber sobre meu futuro. Desejei saber se ele estaria nele. Eu deixei de gastar tempo com conversas vagas, e deixei também de amá-lo. Não, não deixei de amá-lo, eu só procurei esquecer que o amei tanto, mas tanto, que a intensidade corroeu o tempo, como traças que adoram madeira. 
    Não sei muito sobre ele, agora. Descobri que ele se casou, e que tem aquele casal de filhos, que tanto desejava, e que se formou em odontologia. Ele tem a família da qual queria se orgulhar, e ouvi dizer que sua esposa é uma das mais bonitas da cidade. Eu não me importei com isso, no entanto. Eu só me importei comigo e com minha traiçoeira falta de saber. Se eu não tivesse me importado tanto em descobrir o que aconteceria no futuro, ele ainda estaria comigo, possivelmente. 
   Mas não importa, porque, um dia, eu não procurei saber seu sobrenome, nem sobre suas namoradas anteriores, e, então, ele se tornou só uma coisa que deixei de saber.
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Play Two Times

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   As fics que eu leio me ajudaram muito para conhecer novos artistas, e Boys Like Girls é um exemplo. Eu sabia da existência deles um pouco antes, através de "Two is Better Than One", com a participação da queridinha da América, a Taylor Swift, mas parecia que eu, assim como muita gente, estava mais ocupada com ela, e não com a banda em si. E não é algo do qual eu me orgulhe, só para deixar claro.
   Boys Like Girls, como o nome já lembra, fala sobre caras gostando de garotas, amor, e todo esse romance, porém também fala sobre a situação da mãe do vocalista, Martin, contra o câncer. A banda já tem três discos, sendo que o último foi lançado em 2012, então, possivelmente, deve vir álbum novo por aí, mas, seja como for, vale a pena conferir as canções e me dizer se realmente valeu a pena pesquisar sobre os caras, ou se eu deveria ter ficado só com a Taylor Swift mesmo.



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