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   Faltando exatamente nove dias para acabar o ano, eu quero perguntar agora, o que você perdeu nesse ano de 2013. Perdeu a vergonha? Perdeu a carteira? Perdeu um amor? Perdeu alguém que amava? Eu não sei, caro leitor, o que você abandonou, ou o que abandonou você, eu só espero, honestamente, que você não seja hipócrita de levantar uma maldita taça de champanhe, quanto o relógio indicar a meia noite, daqui menos de uma dúzia de dias, e desejar que 2014 te traga o que você perdeu. A questão não é sobre querer de volta algo; não vejo problema em desejar uma coisa, ou alguém, que melhorou a sua existência, o meu ponto é a frase. "Que 2014 me traga de volta...". Você realmente vai ficar a deriva de uma onda que pode te levar a lugar algum? 
   Acho que esse foi o problema de muitas pessoas, esse ano. Esperar. Ficar em sua zona de conforto, vendo tudo passar, e não ir atrás, ou ao menos amarrá-lo. Eu odeio quando as pessoas culpam o destino por algo que elas deixaram partir. 
   No geral, todos estão ocupados demais procurando algo ou alguém para culpar por seus erros, por seus defeitos, por suas incompetências. Por que não admite que está errado, e arrume o que está te deixando acordado, à noite? Você acha melhor colocar uma roupa branca, se reunir com seu grupo de amigos, e contar o que 2013 não te deu? Prefere comentar sobre o destino, que não quis que você conseguisse?
   Para 2014, eu desejo que consigamos aceitar nossas consequências, e lutar mais pelo que desejamos. Seja pelo que virá, ou seja pelo que deveria ter permanecido conosco, mas que, por alguma razão, se foi. Desejo que, quando escutem "nós só temos uma vida para viver, então aproveite", não pensem em sexo e quantos beijos darão, e sim nos arrependimentos que não querem ter, e sobre as coisas que realmente valem a pena na vida. Para esse próximo ano, que termina com as sequências de dia, mês e ano, para esse milênio, e até para esse restinho de 2013, quero que lembremos do que perdemos e avaliemos se vale a pena deixar assim, ou correr atrás, lembrando que o destino não passa de uma palavra sem sentido, que está lá para que um bobo possa culpá-lo, no ano novo, por seus fracassos. 
  Para 2014, eu espero que saiba que não existe razão para culpar o destino, quando foi você quem não lutou por isso. 
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