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Dizendo adeus

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   Eu ouvi dizer que a vida é só um corpo aleatório, que passa por determinadas coisas, e que tem sentimentos que ajudam a tomar decisões. Que vida é nascer, morrer, e que essas situações pelas quais passamos, no meio entre o primeiro choro e o último suspiro, são totalmente insignificantes. Dentre todos os sentimentos que eu ouvi falar, e que até ousei sentir, o mais bipolar foi, sem dúvida nenhuma, o amor. E foi ele que me fez notar que isso que uma vez eu ouvira, não fazia parte da realidade.
   Eu encontrei amor em várias coisas. Foi um grito que não saiu pela garganta, por mais irritado que você estivesse se sentindo, porque sabia que aquilo iria magoar. Foi um garota que colocou perfume, um menino que colocou loção pós-barba, e eles sentiram o aroma um do outro, sorrindo em segredo e desejando estar inserido naquela atmosfera pra sempre. Foi uma criança, que ofereceu suas batatinhas, no recreio, sem esperar que a outra trocasse seu lanche com ela. Foi uma esposa que olhou para seu marido, após aquele agradável jogo de futebol, e disse que ele ainda sim estava mais charmoso que Patrick Swayze, por mais que o suor escorresse pelo rosto dele, e fizesse com que o cheiro desagradável pairasse no ar. Foi a camiseta esfarrapada do menino da escola que você gostava, que ele passou a usar todos os dias, só porque você havia elogiado. Foi o cão que lambeu o rosto do homem cansado, por mais que ele tivesse sido deixado sozinho, o dia inteiro. 
   Eu encontrei o amor em várias coisas. Eu encontrei, como consequência, dor, sofrimento, perdas, e mais um bando de sentimentos que eu não saberia como explicar, porque, só de pensar, meus dedos formigam e os olhos se fecham no automático, com medo das lembranças vivas em mim. Eu ouvi dizer que a vida é algo insignificante, então eu neguei com a cabeça e sorri.
   Não disse nada do que qualquer um outro faria, como se estivesse defendendo um ponto em uma discussão. A única coisa que eu fiz foi lembrar de quando ela estava com reumatismo, e não podia pintar suas unhas do pé, e eu, mesmo com artrite, coloquei um sorriso em seu rosto ao fazer aquele trabalho manual. Ou ao recordar de nossa linda amizade, por mais que nos conhecêssemos por muitos anos. A vida fez com que eu tivesse de dizer adeus muitas vezes, me desapegasse dos amores, acenasse para coisas que faziam meu coração se aquecer, porém é isso que ela tem de melhor. A surpresa do sentimento que tomará conta de você amanhã. 
   Eu não descobri a cura para o câncer, não inventei um dispositivo para ajudar a vida de pessoas com alguma deficiência física, e tampouco segui as regras ao pé da letra, me tornando um santo no final de tudo, porém eu vivi como pensei ser o certo e isso me fez feliz. E ser feliz não é não ter que passar por um adeus; ser feliz é dizer adeus, e ter a certeza que você fez tudo que podia, sem arrependimentos.  
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Pecados

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   Todos nós machucamos uns aos outros. Estamos cansados, e não pensamos no que sairá pela boca, ou alguma fala saí ambígua e, sem comunicação adequada, os erros acabam afogando o que poderia ser uma boa relação. Em outras vezes, ignoramos a vontade de apagar o orgulho, como quem apaga um cigarro, e ir atrás do que parece valer a pena. Seja com palavras, ou com atitudes, machucamos outras pessoas, diariamente, e isso nos deixa sem opção de ser melhor ou pior que alguém.
   O problema não é o tamanho do pecado. Não é importante a dor que ele causou, nem as lágrimas que escorreram dos olhos, acompanhando toda a decepção, passaram pela bochecha e aproveitaram alguns segundos do maxilar, antes de abandonar a face por completo. Ou o choro que ficou preso na garganta, fazendo os olhos arderem de tanto autocontrole. O problema não é a imensidade das consequências de tal erro, nem se existe um conserto. O significado do pecado vai depender, exclusivamente, das atitudes tomadas após a culpa.
   Não existem infrações grandes, ou infrações pequenas. Erros grosseiros e erros perdoáveis. Existem, basicamente, dois tipos de pecado, e eles não se baseiam em consequências ou permanência. O delito vai depender do quão profundo é o arrependimento, e de como você se sente, ao acreditar que não obterá perdão. Existe o pecado verdadeiro, em que você machuca, decepciona, magoa, porém sente como se um pedaço do seu caráter tivesse sido abandonado. Tudo bem se arrepender, e esmagar o orgulho. Tudo bem ser o primeiro a chamar e a se desculpar. Por outro lado, existe também o pecado que consome, em que você abandona, destrói, entretanto não sente seu coração doer, nem mesmo quando sabe que desistiram de você. 
   Eu não sei qual será o tipo de pecado que eu vou cometer amanhã, e acho até melhor que não saiba, afinal, é esse bônus da dúvida que torna a vida interessante, porém, eu só espero que quem receba a má notícia de sofrer por minha transgressão, que for o afetado direto, lembre-se de quem eu não sou a única a errar. 
   Os pecados são todos iguais, só dependem de um perdão, ou de um veredito negativo para que se possa seguir em frente, e errar novamente no próximo dia. Estaremos nesse ciclo vicioso de decepcionar, ser decepcionado, receber uma consequência e aprender com isso. E eu até acho que está tudo bem, contanto que exista a noção de que todos tem pecados à se arrepender, sejam eles visíveis a olho nú ou não. 
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Não vou abaixar o som, mãe: Lucy Spraggan

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   Fazia tempo, creio que desde de Cher Lloyd, que eu não encontro uma cantora tão peculiar e talentosa assim. Lucy Spraggan escreve músicas incríveis, tocantes e engraçadas e o visual dela, cheio de tatuagens, se mantendo longe do esteriótipo de britânica perfeita e polida, é o que mais me envolveu, sobre ela. 
   Lucy começou a fazer parte das músicas nos meus headphones quando, em uma madrugada de tédio, fiquei olhando um vídeo de mais de uma hora, sobre os momentos mais emocionantes do The X Factor UK. Ela apareceu quase no final, com "Tea & Toast", música essa que me conquistou em dez segundos depois de escutar. Literalmente. Eu escutei as primeiras três frases e já saí a procurar no google que música era, afinal, a melodia e a letra haviam me cativado de uma forma muito intensa. Eu gosto da forma como ela conta uma história com suas canções, isso a torna especial.
   Ela participou da competição no ano passado, e não venceu, porém eu tenho certeza que ela não vai ser deixada de lado, até porque, seu novo disco, Join The Club, já está nas lojas de lá (e não, não deve vir para cá) e tem feito bastante sucesso. 
   PS.: Talvez eu devesse parar de escrever sobre artistas dos quais não tem previsão alguma de terem seus álbuns publicados no Brasil, mas é inevitável, para mim, mostrar que The X Factor, e a música em geral, não é só One Direction. 







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Curiot

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   O mexicano Favio Martinez, mais conhecido por Curiot, está tomando conta da arte abstrata e fantasiosa, onde cores vivas e um misto de animais, peças estranhas e mais imaginação, estampam sua arte. Ele não é muito famoso, e também não se tem muitas informações sobre o artista, afinal sua página no tumblr está meio que desatualizada, no facebook ele só tem dezoito mil curtidas e, assim como Banksy, não se expõe muito. Entretanto, nada disso tira o reconhecimento que Favio merece, por conseguir passar para outras pessoas, sua mente eclética, surreal e, ao mesmo tempo, linda de se admirar. 






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Lucas Lira

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   Não escondo a minha paixão pelos vloggers americanos e britânicos, mas, considerando que eu não sou nem um pouquinho patriota, resolvi voltar atrás nos meus conceitos, e procurar canais brasileiros. E eis que me surge o Lucas Lira, do inventonahora.
   A marca registrada dele não é a vinheta, não é o sotaque (na verdade, o sotaque também é a uma das marcas dele), nem a frase inicial do vídeo. O que te faz lembrar do Lucas é uma bandana de caveira, um boné por cima e o óculos falso da RayBan. Talvez falando assim, eu não tenha passado uma boa imagem do cara, porém ele é um bom vlogger, que fala sobre assuntos do cotidiano, como mulheres promíscuas no facebook (p u t a) e modinhas, e me faz rir por usar umas frases bem zoadas. 
PS.: O sotaque faz parte do "zoado" mesmo.
    
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O que vale a pena?

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(PS.: As imagens abaixo retratam a vida de um homem que resolveu recriar as fotos de seu casamento com a filha. Sua esposa morreu de câncer, meses atrás, e essa foi sua forma de "homenagear" o aniversário de casamento deles. Não há uma ligação direta com o texto.)






   Às vezes, eu me recordo de ficar apegado a coisas tão minúsculas, que no atual momento, nem recordo de como elas começaram a me consumir. Fosse por uma xícara que havia caído de minha mão, e quebrado no chão, uma louça que não foi lavada, ou uma roupa que estava para lavar em um momento que eu desejava muito. Cada situação levou consigo uma carga tão grande, que eu acho que esqueci de entender como reconhecer algo importante de verdade.
   Eu desisti de falar. As palavras não me pareciam tão significativas quando as ações poderiam ser. Quando o cabeleireiro cortou meu cabelo errado, eu pensei em quebrar tudo que ele possuía de mais valioso, fugir e depois espalhar por aí sua má fama. Eu compreendi que as palavras não deveriam ser usadas para algo ruim, porque elas tem poder demais para tal ato.
   Eu desisti de ouvir. Pessoas passavam por mim, correndo com suas roupas alinhadas, e cartões de crédito. Elas poderiam comprar todos os relógios que quisessem, os mais caros que estavam disponíveis na vitrine, porém elas já haviam perdido o tempo. O dinheiro não poderia fazer os ponteiros do relógio retornarem. Quando ela me disse "eu te amo", eu ignorei porque pensei que seria só mais um de seus dramas matinais, então saí sem retribuir o carinho. Eu compreendi que o dom de escutar era necessário, porque isso pode curar um coração ferido. 
   Eu desisti de amar. Acabei me deixando levar pela crença de que amar é acreditar que existe a perfeição, então. Quando abri aquele álbum de fotos, não me permiti chorar, demonstrando saudade de um tempo que não voltaria, porque parecia fraqueza demonstrar amor. Eu compreendi que amar é muito mais que a perfeição. Amar é encontrar erros, e conseguir conviver com eles, porque tudo bem ter dias ruins, se houver a certeza de um sorriso no dia seguinte. 
   Eu tive de me tornar mudo para entender o valor das palavras. Tive de ficar surdo para aprender a ouvir. Também tive de ficar solitário, para entender o amor. Os sábios não precisam  da cegueira, nem da solidão; eles compreenderam, desde o princípio, o que vale a pena manter, e o que é desnecessário, e quisera eu ser sábio. 
   Mas eu sou só um ex surdo. Um ex mudo. E um ex solitário. 
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Play Two Times

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   Eu garanto que muitas pessoas não conheciam o Phillip Phillips antes do Rock in Rio desse ano, e eu mesma nem lembro quando foi que esse cantor e compositor, que ganhou o American Idol a um tempinho atrás, entrou para a minha playlist, mas o ponto é que foi com o música "Home" ou com "Gone, Gone, Gone". 
   Essas duas canções são ótimas, realmente. Provavelmente, os maiores sucessos do artista de vinte e três anos, mas eu acabei me estressando comigo mesma quando notei que essas eram as únicas músicas que eu conhecia dele. Pode parecer idiota, e eu estar fazendo um papel de fresca, porém eu odeio quando digo que gosto de um determinado cantor e, na verdade, só conheço uma música. Duas, nesse caso, mas isso não vem ao caso.
   Foi aí que "Man on the Moon" e "So Easy" chegaram para me manter menos "poser". As duas melodias são ótimas, com aquela pegada country que ele tem, e um pouco de pop, então espero que aproveitem e gostem tanto quanto eu, afinal, me apaixonei por essas duas canções à primeira "ouvida".

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O segredo do vitorio

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  A moral da loja que eu vou falar hoje é pensar fora da caixa, e trazer criatividade para uma vida pacata, então, com toda a certeza, os objetivos foram alcançados e me faz querer simplesmente todas as peças da loja na minha casa, para que eu possa me exibir um pouco. 
   O Segredo Do Vitorio é um lugar perfeito para fazer com que aquela rotina entediante, sempre com os mesmos objetos comuns, se torne algo mais prazeroso, com escovas em forma de flor, artigos fofos para cozinhar, formas de gelo com formatos diferentes, e pegador de milho em forma de unicórnio (o meu blog aprova isso). O conceito é fazer com que você, pessoa estranha (no bom sentido), maluca, e que adora ser especial, possa dar um presente diferente, criativo; e, claro, poder encher os olhos das pessoas que vão a sua casa, afinal, há vários itens de decoração original. 
 


1. Caixa de primeiros socorros
2. Palitos para petiscos
3. Cortador de pizza
4. Cooler 
1. Domo
2. Bolsa
3. Organizador de mesa
4. Chaveiro 
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365/356

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   Faltando exatamente nove dias para acabar o ano, eu quero perguntar agora, o que você perdeu nesse ano de 2013. Perdeu a vergonha? Perdeu a carteira? Perdeu um amor? Perdeu alguém que amava? Eu não sei, caro leitor, o que você abandonou, ou o que abandonou você, eu só espero, honestamente, que você não seja hipócrita de levantar uma maldita taça de champanhe, quanto o relógio indicar a meia noite, daqui menos de uma dúzia de dias, e desejar que 2014 te traga o que você perdeu. A questão não é sobre querer de volta algo; não vejo problema em desejar uma coisa, ou alguém, que melhorou a sua existência, o meu ponto é a frase. "Que 2014 me traga de volta...". Você realmente vai ficar a deriva de uma onda que pode te levar a lugar algum? 
   Acho que esse foi o problema de muitas pessoas, esse ano. Esperar. Ficar em sua zona de conforto, vendo tudo passar, e não ir atrás, ou ao menos amarrá-lo. Eu odeio quando as pessoas culpam o destino por algo que elas deixaram partir. 
   No geral, todos estão ocupados demais procurando algo ou alguém para culpar por seus erros, por seus defeitos, por suas incompetências. Por que não admite que está errado, e arrume o que está te deixando acordado, à noite? Você acha melhor colocar uma roupa branca, se reunir com seu grupo de amigos, e contar o que 2013 não te deu? Prefere comentar sobre o destino, que não quis que você conseguisse?
   Para 2014, eu desejo que consigamos aceitar nossas consequências, e lutar mais pelo que desejamos. Seja pelo que virá, ou seja pelo que deveria ter permanecido conosco, mas que, por alguma razão, se foi. Desejo que, quando escutem "nós só temos uma vida para viver, então aproveite", não pensem em sexo e quantos beijos darão, e sim nos arrependimentos que não querem ter, e sobre as coisas que realmente valem a pena na vida. Para esse próximo ano, que termina com as sequências de dia, mês e ano, para esse milênio, e até para esse restinho de 2013, quero que lembremos do que perdemos e avaliemos se vale a pena deixar assim, ou correr atrás, lembrando que o destino não passa de uma palavra sem sentido, que está lá para que um bobo possa culpá-lo, no ano novo, por seus fracassos. 
  Para 2014, eu espero que saiba que não existe razão para culpar o destino, quando foi você quem não lutou por isso. 
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Ready? Go. Read: my favorite mistake

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Ano: 2013
400 páginas
Editora independente

   Não vou esconder que, de vez em quando, eu amo um clichê, e que faço questão de relembrar umas frases desse tipo de livro, então, nada mais justo que recomendar "My favorite mistake", da autora Chelsea M. Cameron, que mora em Maine, nos Estados Unidos. A história é sobre Taylor e sua luta contra um segredo que a consome, e Hunter, que igualmente esconde algo sobre sua vida. Eles, como naquele clássico de cão e gato, brigam e se provocam durante... bem, até a última página do livro. 


“Às vezes as pessoas não querem a verdade. Às vezes a verdade é pior que a mentira."

   Eu considero essa história envolvente só no quesito mistério, porque, no geral, não me prendeu tanto quanto eu gostaria. Apesar dos pesares, o enredo é bem escrito, com diálogos inteligentes e engraçados, fora que contar, com tantos detalhes, sobre a vida, o ambiente ao redor dos personagens, também ajudou muito na hora da leitura.


"Isso é o que todos dizem. Todo mundo diz que quer conhecê-lo, mas não o fazem. Eles querem saber as coisas boas, as partes bonitas. Ninguém quer saber as partes feias, as coisas que te mantêm acordado durante a noite. Eles dizem que estão bem com isso, mas depois eles vão embora e você nunca vê-los novamente."

   Hunter faz o estilo canalha, porém tem um bom coração e não faz tanta questão de esconder esse seu lado. Ele também não esconde sua vontade por Taylor, a incomodando o quanto pode. Taylor, por sua vez, tem uma personalidade explosiva, e, claramente, não se controla quanto o assunto é raiva. 


"Eu gostei muito do olhar semi-atordoado no seu rosto. Deus, ele me viu todos os dias, mas ainda assim, quando eu coloquei algo de bonito que ele ficou sem palavras. "

   O garoto tem de conviver com ela, afinal, em último momento, teve de escolher o campus como abrigo. Os dois dividem o quarto e, o que ela poderia estar achando que seria um inferno, por ele ser presunçoso, cheio de si, se transforma em um romance em um misto de amor, e um pouco de ódio. 

   - Me ama? - Ele sussurrou enquanto jogava sua cueca no chão. 
   - Não.
   -  Me odeia? - Não tanto quanto conjugar verbos.

   O ponto alto desse livro, e a razão pela qual eu me lembrarei dele com carinho, foi as menções à ótimas músicas, como Honey, Come Home e até Home, do Phillip Phillips. Além do mais, existe um planejamento para que tenha um segundo livro, que será chamado "The sweetest escape", porém nenhum dos dois está disponível para o Brasil ainda.
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Desfile Colorê

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Faz as malas

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   Você, querido e amado leitor, provavelmente não acreditaria se eu dissesse que alguém, sem nenhum problema mental, havia tentado sobreviver a uma viagem por toda a Europa, com um euro por dia, somente. Mas o fato é que eu tenho um nome, um sobrenome, uma idade, uma nacionalidade e um sonho para contar. Diogo. Bhovan. Dezenove anos. Português. Queria conhecer o mundo, porém, sonho esse, que foi adaptado para somente a Europa, tornando um projeto reconhecido.
   O menino chamado de louco pelos pais, decidido, viajou com dinheiro para gastar um euro por dia, e com a fé de que alguém iria o ajudar nessa realização. Diogo colocou essa sua viagem peculiar na internet, chamando de "Vou ali e já volto", que passa das catorze mil curtidas no facebook. Dependendo da boa vontade de estranhos, ele conseguiu passar pela Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, República Tcheca e Áustria, assim terminando sua aventura e voltando para Portugal, com um lucro de quase cento e cinquenta euros, levando em conta que ele saiu de casa com trinta e um, e voltou com cento e oitenta e poucos de euro, devido a ajuda que teve. 
   O português deve, com certeza, ter notado que existem pessoas que se negam a ajudar, por mais que alguns trocados não farão a menor diferença para elas, porém existem almas vagando por aí com vontade de ajudar, com vontade de fazer a diferença na vida dos outros e todos os que ofereceram comida, uma cama, ou um dinheiro para pagar sua passagem, ajudaram a realizar um sonho, e isso vale muito mais que o papel, ou moedas, que foram entregues a esse maluco que nunca desistiu. 
   Isso vale a vida que foi mudada, e a confiança que não é mais passada para as pessoas. Quem sabe se, talvez, confiássemos mais nas pessoas ao nosso redor, elas estariam mais preocupadas em não decepcionar e, assim, fazer o que é certo, o que é bom, para variar. Não merecemos mais um voto de confiança? Tudo bem, muitos por aí se aproveitariam disso para fazer maldades, entretanto se fossemos julgar por o que acreditamos que pode acontecer de ruim, ficaremos trancados em casa, chorando, com crise de pânico. 
   Diogo Bhovan é um jovem inovador que lutou pelo que desejava, e fez muita gente refletir sobre o que vale a pena ir atrás e ousar, e o que é banal e não merece tanta atenção. Diogo Bhovan é inspirador, para falar a verdade.





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Top 5

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   Acho que não há um dia que eu não pense em quanto Londres me faz falta. Não é só uma cidade, para mim, e creio que jamais vou me contentar, até poder voltar e analisar cada detalhe daquela arquitetura antiga, que tinha umas pinceladas de tecnologia e prédios de vidro, ajudando na parte mais moderna, e aquele sotaque lindo, para acompanhar a aparência dos britânicos. 
   Eu passei duas semanas na Inglaterra, sendo que na maior parte do tempo fiquei em Watford, uma cidade a uns trinta minutos de Londres, porém aquela cultura ficou impregnada em mim de tal forma, que pareceu ser séculos, e ainda sim não foi suficiente. Um misto de bipolaridade com saudade, definitivamente.
   O Top 5 de hoje é sobre meu passeio até o castelo da rainha, e, com isso, minha passada pelo parque St. James, que tinha até uns "avisos" no chão, por onde a princesa Diana passeava, quando viva. 




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Paixão de cinco segundos

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   Eu gosto daquelas paixões de cinco segundos, onde você vê um completo estranho na rua, seja no metrô, atravessando a rua caótica, pausada pelo semáforo vermelho, ou só cruzado com ele em um mercado, no momento mais banal do dia, e começa a imaginar como seria se ele se tornasse mais que só um rosto na multidão. Não sei se faz parte só da minha rotina boba, porém são situações assim que me lembram que é bom acreditar no amor, porém, principalmente, que é bom acreditar na imaginação. 
   É tão óbvio, quanto dois mais dois é igual a quatro, que você jamais verá aquele homem novamente, afinal, ele descerá na próxima parada, e você voltará para sua fantasia, entretanto aquela esperança, que consome um coração, que transborda ilusão e expectativa, é o que torna toda essa paixão-relâmpago especial e divertida.
   Compromisso é transposto pelo adeus precoce. Sofrimento não existe, devido ao sentimento falso criado, para satisfazer uma mente romântica. E aquela sensação de felicidade, ainda sim, existe. Talvez não genuinamente, como um amor de verdade faria, porém esse amor momentâneo não deixa marcas. E para quem ama sua zona de conforto mais do que se arriscar, eu recomendo um bom passeio de ônibus, uma ida ao shopping ou qualquer outro lugar onde se possa encontrar um menino gentil a espera de uma oportunidade de fazer parte de um sonho irreal.  
   O estranho que você vê na rua tem um bônus que o moço pelo qual você nutre um amor não possui: ele não possui pontos negativos com você. Ele não existe, afinal. Você o vê, porém ele não é o que você consegue enxergar, e muito menos o que sua mente criou. Ele é um estranho que não merece crédito por parecer perfeito, entretanto, lá está ele, com seu sorriso bonito, mão depositada no colo, despreocupada, e olhos cativantes, rondando sua mente por cinco segundos e te deixando brevemente feliz.
   Acho que isso é o suficiente para um dia preto e branco, por fim. 
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