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Top 5

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   "As pessoas mudam, e, muitas vezes, seus medos as acompanham". 
   Não chega a ser medo pela dor de uma tatuagem, mas sim de me arrepender, porque tatuagem é para sempre, sem chance de voltar atrás, tendo em vista que dói mais para retirar a tatuagem, do que para fazê-la de fato. Porém, deixando esse lado racional de lado, eu tenho umas tatuagens que, se eu resolver perder o juízo de vez (e depois dos dezoito, porque meus pais não gostam muito dessa ideia de decorar o corpo dessa forma) são elas que estarão em minha pele.
5: Rosa dos ventos
4: Braço

Com relação as rosas dos ventos, eu gosto dela por representar bem a minha essência. Eu, obviamente, tenho a capacidade de amar as pessoas, me apegar a elas, porém prefiro estar em constante mudança, mais precisamente de espaço. Gosto de mudar meu quarto de lugar, de viajar, até mesmo um passeio de carro se torna algo prazeroso para mim. 
Já essa tatuagem na parte de dentro(?) do braço seria com outra frase, ao invés dessa da foto. "Forget all you know". Eu sei que o McFLY tem uma música com esse nome, e não, não estou fazendo por causa da canção, e sim pela ideia que ela me traz. Forget all you know, para mim, significa esquecer o que você é apegado, que é necessário uma mente aberta para entender outras coisas, até mesmo a razão pela qual estamos aqui. Essa tatuagem é como uma mensagem minha, dizendo que eu penso fora da caixa, e estou preparada para esquecer tudo que sei, para compreender algo maior. 

3: Dedos

Toda essa história de escritos nos dedos é algo com grande significado para mim. Não é só porque é ali que eu consigo fazer os desenhos com a caneta mesmo, e me exibir por aí, com meus dedos borrados de tinta, e um desenho falho. Eu gostaria de escrever quatro coisas em meus dedos: "love", "faith", "peace" e um coração pequeno. O amor fica por conta do que eu espero dos outros para comigo, a fé é para que eu não esqueça que é necessário acreditar, por mais impossível que pareça, e a paz fica para equilibrar o amor e a fé. O coração, talvez o mais significativo de todos eles, estaria marcado em minha pele para me lembrar que, apesar dos pesares, eu preciso ter amor próprio, então aquele ali é meu coração.

2: Clavícula
1: Costelas

O meu modelo lindo para a foto foi indispensável, e, por essa razão, tive de deixá-lo para a primeira posição.Caso contrário, vocês estariam presas nas posições acima e não viriam até aqui. Zayn Perfeição Malik é o dono das tatuagens mais legais que eu já vi, mas isso foi só um parenteses mesmo, porque o que eu queria demonstrar era só o lugar onde eu queria a tatuagem. Lá na clavícula, eu gostaria de ter a palavra "hope", porque esperança é indispensável, principalmente nas horas mais escuras.
Já a tatuagem das costelas, é uma frase muito bonita, da qual tem um grande impacto. "Todo mundo é bonito, porém nem todo mundo consegue ver". Todo essa questão da segunda frase estar mais apagada, com uma tinta da cor da pele, deixando só o relevo, dá à essa tatuagem um toque especial, e por isso ela ficou em primeira lugar. 
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Doc Martens

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  A minha paixão por coturnos vem desde o dia em que, ao passar por uma vitrine do shopping, encontrei um coturno azul. Ele era tão perfeito e a primeira coisa que eu pensei foi que ele precisava ser meu, só que o preço me fez desistir na hora. Poxa, pagar duzentos reais em um sapato não faz o meu estilo, definitivamente. No entanto, prefiro encarar como um investimento, afinal, o coturno é o sapato mais confortável que tem no mundo, vencendo até da minha pequena coleção de All Star. 
   Do coturno normal, foi um passo para encontrar a marca Doc Martens, que é uma marca inglesa, criada na Alemanha, à sessenta e sete anos atrás, mas que passou a ter mais "presença" nos anos sessenta e oitenta, com os punks. A Doc também tem peças de roupa, e acessório como bolsa, cintos, carteiras, porém, os coturnos são o produto mais consumido, definitivamente, porque, além de serem gentis com os pés, eles ajudam muito na hora de montar um bom look.  
Doc + Shorts
Doc + Touca
Doc + Peça floral
Doc + Skinny Preta
Doc + Saia
Doc + Meia-calça preta


   E os que fazem parte da minha #wishlist são os nada básicos, e que, um deles, já foi de uma coleção passada, porém eu não superei meu amor platônico por ele ainda, então nada mais justo do que colocá-lo aqui, que é este rosa lindo, com uma carinha na frente.



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Não vou abaixar o som, mãe: Kevin Karla & La Banda

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 Tem um casal, - nesse ponto, o casal não necessariamente precisa ter um laço efetivo, só quer dizer duas pessoas, de sexos opostos juntas, até porque eles são irmãos - com uma conta incrível no Youtube, onde eles postam covers de músicas que estão nos fones de todo mundo. Até aí tudo bem, mas o que os torna especiais é que eles transformam as canções para sua língua materna: o espanhol.
   Kevin Karla & La Banda são músicos do Chile, e são realmente muito talentosos. Além de fazer as mudanças, para se encaixar com o espanhol, eles tem uma sintonia, e uma sacana incrível para os arranjos. 







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Play Two Times

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   Alguns meses atrás, quando eu estava na cidade da luz, perto da Catedral de Notre-Dame, entrei em uma loja para comprar aqueles chaveiros da Torre Eiffel. O vendedor era indiano, e a loja tinha umas boas promoções, então acabei comprando várias coisas lá, mas o ponto era que saí de lá com uma dica de música. Enquanto eu e ele ríamos sobre minha amiga, que estava desesperada para que ele fizesse duas camisetas por vinte euros, enquanto elas eram trinta, nós começamos a conversar sobre música. Ele disse que eu tinha cara de quem gostava de Taylor Swift, e então eu confirmei; ele, então, disse que também gostava. Eu não lembro muito das suas feições, nem de seu nome, só me lembro que ele me deu seu telefone - um galaxy enorme, que eu mal sabia como segurar - e pediu que eu escutasse uma tal de Julia Stone. 
   No final da noite, eu saí de lá com uma papel, com o nome dela anotado, uma caneta repleta de "Paris" escrito nela (da qual eu perdi. Sim, sou inteligente) e com uma piadinha com o tal do vendedor. "Você só me deu essa caneta porque nós dois gostamos da Taylor Swift, não é?" perguntei pra ele, em um tom divertido. "É, você me pegou nessa" ele respondeu, com seu inglês de sotaque engraçado, e balançou a cabeça, negativamente. Acenei e fui embora feliz. Era minha última noite antes de voltar para o não tão adorável país ao qual vivo. 


(Big Jet Plane)


(For You)
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Um ano

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   Já se passou um ano desde que eu postei meu texto tão conhecido e choroso "Olá, futura directioner", que muitas fãs leram. De lá pra cá, minha escrita melhorou um pouco, eu recebi diversos emails, comentando sobre posts, e todo esse carinho e elogios só me mostraram que, realmente, eu não sei como levar um elogio. Mas, ainda sim, eu espero que continue recebendo-os. 
   Muitas pessoas me apoiaram, meu pai, principalmente. Ele que diz, todo dia, que não posso desistir, e que logo logo saí o livro (caso você clique na palavra "livro", você poderá baixar uma prévia de cinco páginas da minha estréia como escritora de verdade) e que pagou pelo layout. Meus agradecimentos vão para ele, e para minha mãe, que me introduziu o mundo perfeito da leitura, e, consecutivamente, da escrita. Um obrigada especial para meus amigos, que ainda leem meus posts e gostam. Obrigada a cada pessoa que leu algo que eu escrevi, nem que fosse uma nota pequena, porque escrever é a minha vida, sem exageros. 
   A escrita se tornou tanto para mim, que não conseguiria me imaginar sem ela, agora. Então é por isso que a marca de um ano, com mais de 147 mil acessos, é tão importante para mim. Porque se eu tiver mudado a vida de só uma pessoa, dentre todas essas que leram algo que eu escrevi, eu estarei mais que feliz. 
   Espero que venham mais e mais anos aqui, com elogios, críticas, parcerias, talvez com cartas de leitoras, pois isso seria o ponto alto da minha vida, com certeza. É um sonho meu, e eu espero, com toda a minha alma, que possa se realizar. 
   Então muito obrigada, caro leitor, obrigada por acompanhar isso comigo. Como eu disse, no texto sobre ser fã, não é só uma banda, (nesse caso, não é só um blog) é uma partezinha de mim. 


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Market Flea: Londres

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   Eu tenho uma paixão nada secreta envolvendo coisas vintage e sobre as coisas mais incríveis e malucas que você pode encontrar em mercados de rua. Eles tem um preço bem em conta, além de evitar que tantas coisas acabe indo para o lixo, quando pode ser que exista alguém nesse mundo que queira reaproveitar o que outras pessoas achem inúteis. Provavelmente o que você irá comprar por lá, vai ser inútil sim, MAS te fará feliz, porque encontrar algo bonitinho, fofo, ou que te faça lembrar de algo relacionado a sua infância é sempre bom. Ou seja, o "mercado de pulgas" pode ser divertido. 

 Capital Carboot: Pimlico Academy, Lupus Street, London, Pimlico SW1V 3AT
Todos os domingos, exceto em feriados, e a entrada é de uma libra. O horário é das 11:30 até as 14:30




Camden Passage: Camden Passage, Islington, London N1 8EE 
Esse é um conjunto de várias lojas que, geralmente, funcionam como antiquário também. Os principais dias de mercado aqui são quarta-feira, sexta-feira, sábado e domingo. Com barracas geralmente 9:00 até 18:00, as quartas,sextas e sábados, o horário é 10:00 até às 18:00 e 11:00 às 18.00, no domingo. É gratuito.



Camden Lock Market:  Camden Town, Chalk Farm Road, London NW1 8AF 
Abre todos os dias, das dez da manhã, até as seis horas da tarde.  




Portobello Road Market: Portobello Road, London W11 1AN, Notting Hill
Segunda: 6:00 - 18:00, terça, quarta e sexta 8:00 - 18:30, quinta 8:00 - 13:00, sábado: 6:00 - 18:30




Brick Lane: Brick Lane, E1 6PU
Começa as nove horas, até as cinco horas da tarde, nos domingos. 



   No geral, esses tipos de feiras não são só para compras, mas também para um momento descontraído, onde tem música, alguns artistas de rua, restaurantes diversificados, todo tipo de entretenimento. Claro, não todo gênero de entretenimento, mas, realmente, comparecer a esses lugares é algo bem interessante.  
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Play Two Times

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   Eu encontrei esses caras no Youtube por um mega acaso, onde eu estava vendo o filme de terror "uma noite de crime", do qual eu indico bastante, porque a ideia do filme é bem criativa, e vi um menino muito bonito. Quando isso acontece, eu tenho a irritante mania de pesquisar quem é o cara, e, então li o nome "Tony Oller" lá no google. Esse nome não me era estranho, então, stalkeando mais um pouco o Tony, notei que ele era o parceiro da Demi Lovato, em "Quando toca o sino" americano. 
   Aí foi um passo para ler sobre MKTO, que é o meio em que ele está envolvido agora, com um amigo chamado Malcolm Kelley, que é um grupo pop, com uma mistura de rap, que fica por conta dos versos desse amigo do Tony. Eles fizeram a mistura dar certo, e, por enquanto, só tem dois singles. Ainda assim, dá pra ver que eles tem talento, e que merecem fazer mais sucesso.


(Classic)


(Thank You)
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O segredo do vitorio

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    A ideia da loja é fazer com que aquela rotina entediante, sempre com os mesmos objetos comuns, se torne algo mais prazeroso, com escovas em forma de flor, artigos fofos para cozinhar, e rádio em forma de submarino para ser usado no banheiro. O conceito é fazer com que você, pessoa estranha (no bom sentido), maluca, e que adora ser especial, possa dar um presente diferente, criativo; e, claro, poder encher os olhos das pessoas que vão a sua casa, afinal, há vários itens de decoração original.
   A minha definição para esse post seria "doce" e "é a minha cara". O problema da loja - e a felicidade dos donos - é que todo mundo se identifica com todos os produtos, então é difícil querer uma coisa só. 

 1. Almofada Picolé
2. Luminária Sorvete
3. Puff Bolo
4. Porta Lenços
5. Porta Retratos
6. Almofada Donuts

1. Telefone 
2. Luminária Robô
3. Baleiro
4. Porta Clips Gato
5. Rádio Submarino
6. Almofada Gato


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These four walls

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   Eu não a conheci. Não estava no momento que a garota de cabelos negros e lisos aprendeu a ler, e tampouco compreendi um pouco da sua maneira de ser, fosse quando ela perdesse em algum jogo, ou ajudasse outra pessoa necessitada. Eu não estava presente quando ela se maquiou pela primeira vez, nem quando ela pegou sua bolsa, as chaves de casa, e o telefone. Eu não estava com ela quando a irresponsabilidade de um estranho mudou a vida de todos ao seu redor, colocando fim a vida dela, porém eu chorei. Eu chorei como a tempos não chorava, pelo simples fato que eu poderia ser ela. 
   Eu chorei quando ouvi um "sua filha estaria orgulhosa de você, pode ter certeza" porque era exatamente isso que passava em minha cabeça. Em meio a tantas perguntas, tanta raiva e tanta alienação sobre o que se passava antes de seu último suspiro, eu me sinto extasiada, de uma forma negativa, incrédula, pensando que quando ele, que tanto se preocupou, que tanto cuidou dela, voltar para casa e escorar a cabeça na porta de madeira do quarto de sua pequena, a coragem vai se dissipar de suas veias, porque ele sabe que ela não vai mais voltar. Nunca mais. Eu sinto muito por isso também.
   Talvez sua mãe pense que se ouvisse a voz dela mais uma vez as coisas seriam menos torturantes. Eu não sei se ajudaria, porque, agora, vendo as lágrimas rolarem, os corações palpitarem mais forte, e sentindo a certeza que nunca mais seu sorriso será apreciado, se faz a certeza que acabou e que nada nesse mundo a trará de volta. 
   Dizer essas coisas, comentar sobre essa obviedade toda, não ajudará em nada. E, por mais que eu estivesse desesperada para que aquele carro tivesse ido em um destino diferente, que álcool não estivesse envolvido, e que eu não precisasse estar aqui, tremendo por um relato verídico, que tocou cada coração de uma forma diferente, a verdade precisa ser dita em voz alta para que consigamos deixá-la ir. Não que superar seja possível, porque não é, mas, talvez, só se focar nos momentos bons e pensar que ela usou seu tempo aqui de uma forma boa, fazendo sorrir, marcando cada pessoa quem conheceu, porque ela era especial. E, céus, eu sinto tanto por ter que usar o verbo ser no passado... Eu sinto muito. 
   Eu compreendo que dizer que sinto muito não fará nada ser diferente, entretanto essa é a minha ligação com a parte humana; coisa que esse homem que bebeu e saiu por aí, sem medir as consequências, não possui. Não vou julgá-lo, porque esse não é meu objetivo, então só direi que preciso saber que a justiça será feita. Preciso de uma confirmação disso, pois já basta aquele lençol que foi levantado, revelando um rosto pálido, gélido e sem vida. Já basta a tristeza de uma morte como essa, que poderia ter sido evitada.
   Arrependimentos, dores, descrença, orgulho, se misturam e, agora, fazem parte do caráter de pessoas que conheceram Bruna Lopes Capaverde, 15 anos, que perdeu a vida na madrugada do dia dezesseis de novembro de 2013, em um acidente de carro, provocado por um motorista embriagado. Não tivemos uma última noite para se despedir, nem um último "eu te amo" para dizer, e eu sinto muito, porque é só isso que eu consigo dizer. Isso e que não quero que esse homem fique impune, porque uma nova estrela pode até estar brilhando no céu, mas eu preferia que ela não estivesse lá dessa forma. 
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Juliana Lourenço

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   A nova parceria do blog é a mais fofa possível, tanto os produtos quanto a dona. A Juliana é um amor de pessoa, e a loja dela tem uma página do Facebook tão bonitinha, cheia de fotos retro, looks lindos e inspiradores que vale a pena passar para ver. 
   Lá na loja, tem uma coleção perfeita, cheia de bolsas dos Beatles, que eu fiquei apaixonada por. Fora as opções de super-heróis, que é exclusiva e de ótima qualidade, eu posso garantir. Tem uns produtos de couro, de algodão, de tecido sintético e muitas opções mais, e tudo isso com um preço bem acessível, e que chegam bem rápido; a minha chegou em menos de uma semana, e todo mundo na escola gostou muito dela. A minha bolsa é uma bem discreta, mega resistente, e com um forro muito bonitinho, todo floral. As bolsas da Juliana são lindas até nos detalhes



   Dá pra falar com ela pelo email playmate1960@hotmail.com ou, para quem está perto de Londrina, e quer ligar, o telefone está lá no "sobre", do Facebook. Recomendo muito a loja, garanto que vão se apaixonar. 
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Esquece as aspas: Governo

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   Obrigada pelas esperanças despedaçadas, juntas com aquelas mães desesperadas, que estão atiradas ao chão, chorando pelo filho que morreu, pelo descaso da saúde. Obrigada pelas guerras que tivemos de lutar sozinhos, porque foi importante ver que vocês estavam se divertindo em alguma praia espetacular, de alguma parte afastada da nossa realidade. Obrigada pelos rappers, pelas revoluções, por todo esse sentimento de nojo que preenche o ser humano, sabendo que vocês não fazem nada. 
   Alimentam rotinas de mentiras, preenchem páginas e páginas de uma Constituição hipócrita, onde "todos somos iguais" e é proibido roubar. E os sonhos que vocês roubaram, porque a vida foi jogada em um canto, esperando pela sorte de dados, sem hospitais, sem escolas, sem compaixão um pelo outro? E os sorrisos inexistentes, por um país caótico, onde os responsáveis são mais individualistas que... eu não sei quem seria mais individualista que vocês, caros representantes da minha pátria amada, pois eu consigo ver crianças, CRIANÇAS, dividindo seus lanches, por mais simples que sejam, com outros pequeninos, sendo que eles não tem devem algum. Não sentem vergonha? Não se sentem mal, por dizerem como uma nação deve viver, porém que, é só virar a cara, e essa moral, que vocês dizem ter, se vai com o vento? 
   Obrigada por nada, hipocrisia de terno, e só lembrando que como agora não existe nada a perder, então não há nada pelo qual pagar, todo mês, pelo qual tomar de exemplo, pelo qual se orgulhar. Obrigada, principalmente, pelas vezes que vocês disseram "não faça barulho", porque isso só alimentou o que eu estou chamando de "não é mais conformismo". Obrigada por seus princípios, e por nos representar tão bem.
   Parabéns, país que está em octogésimo oitavo lugar, no ranking da educação.
   Parabéns.
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my room

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   Eu não sou um grande exemplo de organização, porém meu quarto é, mais ou menos, arrumado. A uns tempos atrás, encontrei um tumblr, com os quartos mais diversos, ao redor do mundo, e notei que eu nunca vou conseguir chegar naquele bonitinho cômodo, com umas luzinhas coloridas, colagens legais na parede, ou nichos brancos, repletos de livros, cd's e tudo mais. Aceitando essa realidade, e seguindo em frente, decidi mostrar o que tem de mais "eu" no meu quarto.

   Eu comprei essa penteadeira em um brique, e paguei menos de duzentos reais nela, na época. Eu pintei dessa cor, então, como é bem notável, os pés dela ainda não receberam acabamento. E, como a preguiça reina em meu corpinho, ela deve ficar assim por mais um tempo, então tudo bem. As lanternas coloridas estão pindradas com fio de náilon mesmo, e essa mistura de penteadeira com escrivaninha se deve a minha falta de espaço, que fez com que eu tivesse de dispensar uma mesinha decente, para que eu pudesse escrever, desenhar e guardar meus papéis. 

   Então esse é um móvel do meu quarto que me representa bastante. Não que essa minha bagunça particular possa inspirar alguém, mas acho que é válido essa pequena apresentação, também pra mostrar os meus dotes para a pintura de móveis antigos. Agora vocês sabem que jamais devem me deixar encarregada de fazer isso. Ou ser decoradora. 
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Blogueiras

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   Por alguma estranha razão, quando eu digo que tenho um blog, as pessoas me encaram como se dissessem "você não está fazendo isso, achando que vai ganhar rios de dinheiro, sem nenhum esforço, não é?". No geral, estão preso em um conceito de que ter um blog é coisa para desocupado, quando, na verdade, esse site com nome engraçado é algo que significa muito para mim. Não só pelos comentários, pela quantidade de acessos, pelas parcerias ou por qualquer outro fator, e sim pelo prazer próprio que eu tenho.
   Essa sensação de poder compartilhar experiências com pessoas estranhas, mas que, muitas vezes, sabem mais do que os próprios amigos e parentes, a felicidade de receber um email, dizendo que gostou de determinado post, ou até mesmo um comentário descompromissado, elogiando a ideia de um texto, tudo isso faz com que ter um blog seja algo divertido, especial e único. Eu não me importo de não ser uma blogueira famosa, que posta videos sobre maquiagem ( até porque é algo que faz parte de mim, não gostar de base, sombra, rímel e tudo mais). Eu não me importo de não receber emails de empresas grandes, implorando por publicidade. 
   O que eu me importo é saber que eu pude mostrar para alguém como eu me sinto, com as coisas que acontecem ao meu redor, e, com sorte, conseguir alguns comentários dizendo que elas também se sentem assim. Ou que não, que não concordam, porque viva a diversidade! O que eu me importo, é com as que leem meus textos e se emocionam, porque as minhas palavras juntas fizeram, uma alma que seja, pensar sobre algo que não haviam parado para pensar ainda. Ou só rirem das minhas histórias idiotas, sobre algo rotineiro. 
   Ter um blog é isso, é ter essa troca entre desconhecidos. Não é pelo dinheiro, reconhecimento mundial, fama ou qualquer outra consequência que possa vir; é para mostrar que eu tenho muito mais que All Star no roupeiro, e livros na estante. É para mostrar que tudo bem ser diferente, e tudo bem manter certos princípios. Eu fiz o "Não gosto de unicórnios!" quando estava voltando para casa, de ônibus, e pensei que seria legal se eu pudesse contar para as pessoas que, se você sabe que vai ter que pegar o ônibus, que vai estar lotado, e você não vai poder sentar, então que coloque desodorante, pelo santo amor de Deus! Eu fiz o blog por isso, e ele vai continuar sendo assim, o meu orgulho particular. 
   Espero que as blogueiras por aí, até mesmo as que estão lendo isso, pensem, mais ou menos, da mesma forma que eu, porque, se não, até o prazer da escrita, estará se perdendo.
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O segredo do vitorio

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   O Segredo Do Vitorio é um lugar perfeito para fazer com que aquela rotina entediante, sempre com os mesmos objetos comuns, se torne algo mais prazeroso, com escovas em forma de flor, artigos fofos para cozinhar, e rádio em forma de submarino para ser usado no banheiro. O conceito é fazer com que você, pessoa estranha (no bom sentido), maluca, e que adora ser especial, possa dar um presente diferente, criativo; e, claro, poder encher os olhos das pessoas que vão a sua casa, afinal, há vários itens de decoração original.
   Agora tem vários itens do Pac-Man, dos quais eu me apaixonei, e também uns itens bem coloridos, que me surpreenderam com a criatividade da loja, que foi o caso dessa luminária em forma de tetris. 

1. Relógio 
2. Caneca 
3. Luminária Tetriz
4. Grampeador Pac-Man
5. Caderno Pac-Man
1. Pen drive Hello Kitty
2. Pen drive Transformers 
3. Caixa de som de gatinho
4. Caixa de som do Pac-Man 
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Minha kritonita: Amor Platônico

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   Havia algumas coisas na vida que ela sabia que deveria ficar afastada. Drogas, animais venenosos, políticos corruptos, pessoas estranhas oferecendo doces na rua, e o amor. O amor platônico, pelo menos. Não era como se ela quisesse quebrar um desses mandamentos, porém ela se apaixonou. E ele não sabia nem sequer da existência dela.
   Era bonito de se ver como os olhos da menina brilhavam ao ouvir o nome dele, ou ao imaginar ele fazendo planos para ficar ao seu lado. Foi triste ao notar que seus olhos estavam embaçados, porque ela havia notado que era tudo uma ilusão, e que essa paixão nunca iria mudar. O sentimento manteria aquela definição para sempre, e isso sim era triste. Ele permaneceria no coração dela, gritando para que algo acontecesse e o "idealista" se tornasse realista. Eu não disse nada, entretanto era óbvio que aquilo só a levaria a decepção.
   Pela definição do dicionário, amor platônico é um sentimento puramente ideal. Pela descrição dela, amor platônico é um sentimento que, no momento, não se faz possível, mas que pode acontecer. Ela estava se apegando a menos de um por cento, em que pacientes saem do coma, em que drogas não causam consequências na vida dos usuários, em que casais que se casam com menos de vinte anos, se mantem juntos até o fim da vida. Ela estava se apegando a uma farsa, e não havia nada que alguém pudesse fazer, afinal, ele parecia perfeito aos seus olhos.
   Ele era incrível, de fato, e talvez esse fosse o principal problema. Ele não era real. 
   Com seus problemas, e seu humor bipolar, ele andava por aí, arrecadando corações bobos, que se derretiam só por um olhar. E eu ainda não poderia culpar ninguém, porque ele tinha olhos especiais. Especiais a ponto de meter qualquer uma nesse amor platônico também. 
  Ela estava lá, sofrendo pelos cantos, com a imaginação gritante e colorida percorrendo oceanos, e, antes de dormir, fazia cenas e mais cenas, como se a realidade de sua vida fosse ele. Ela vendeu sua alma para um garoto que não existia e esqueceu de ver o que estava por perto, para viver uma aventura ilusória. Mas quem nunca teve devaneios, pensando em como a vida poderia ser melhor? Porque paixão platônica é isso; é a ideia de que a vida vai ser melhor se aquela pessoa estiver por perto, sendo que ela não está. Talvez nunca esteja. 
   Ela não mudou em nada, continuou pensando nele. Amor, seja na forma que seja, quando vem associado de sofrimento, só vai gerar três coisas: lágrimas, dinheiro para os espertos, e escritas sem sentido. Lágrimas para a iludida, dinheiro para os fabricantes de lencinhos, sorvete e filmes que só te colocam mais fundo, na fossa, e escritas aleatórias sobre como o sorriso dele te fazia sorrir. 
   Isso não vale a pena, nunca vai valer, mas quem se importa? Eu, pelo menos, estarei feliz, lendo as frases sem sentido e rindo sobre como ela se encaixam e fazem sentido pra mim. Mas boa sorte para você, senhorita enganada. 
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