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   Faltam sessenta e dois dias para que o ano de 2013 seja passado. Levando em conta os arrependimentos, coisas pendentes e assuntos corriqueiros, os 83,01% desse ano serão representados por uma pequena reflexão, e por uma imagem, que diz mais do que os meus três parágrafos juntos.


   Eu não ligo a mínima se a culpa é minha ou não; não importa, sabe? Eu me importo. Muito. Pelo menos o suficiente para estar com os olhos embaçados agora, mãos tremendo em busca da tecla certa para acertar a palavra e uma mente confusa, pois eu não compreendo. Não deveria ser assim. Eu queria ver aquelas crianças, tão diferentes de mim, crescendo, se tornando talvez médicos, talvez advogados. Eu queria poder dizer que tudo vai melhorar pra elas, só que não vai, e não há positividade o suficiente em mim pra me fazer acreditar no contrário.
   É só assistir um documentário sobre isso e BOOM, lágrimas, arrependimentos, tudo vem junto! Eu prometo ser diferente, tentar ajudar, mas isso nunca acontece. Por quê? Por que eu não posso, simplesmente, salvar o mundo? Se eu pudesse dizer uma coisa pra cada mãe que perdeu seus filhos por fome ou doenças, eu diria "eu sinto muito por não ser um super-herói", porque eu queria, do fundo do meu coração, poder ajudar todos. Eu me esqueço da minha aparência, dos problemas, das inseguras, esqueço de tudo quando se trata da realidade cruel que acontece com muitos.
   Nada vai mudar se eu continuar pensando que nunca vou salvar o mundo. Então, vou fazer o que posso, e, por hoje, vou tentar achar forças pra ficar em pé e agradecer à todos os bombeiros, voluntários, policiais, médicos, todos que abdicaram de uma vida "comum" para fazer ps outros terem uma vida mais digna.
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Não vou abaixar o som, mãe: Royal Tailor

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  Uma coisa que me irrita bastante é a ideia de que toda música cristã tem que ser depressiva, que não demonstra um ponto de vista definido. As igrejas parecem mais engajadas em dizer o que não podemos fazer, do que mostrar que amar à Deus é algo genuíno, e que faz feliz de verdade. Música é algo que me faz feliz, então porque parece ser algo tão abolido da vida espiritual? Pensando nisso, encontrei uma banda chamada Royal Tailor. 
   Eles se juntaram em 2004, nos Estados Unidos, e espalham a mensagem verdadeira, de amor, e passam honestidade em suas letras. Eles não são tão conhecidos, porém mereciam reconhecimento, com toda a certeza. 






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O Segredo Do Vitorio

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   "Porque ser adulto pode ser apenas outra brincadeira"
   Com esse slogan, O Segredo do Vitorio está no mercado desde 2008, fazendo com que o Natal e outras datas comemorativas tenham presentes criativos.
   A ideia da loja é fazer com que aquela rotina entediante, sempre com os mesmos objetos comuns, se torne algo mais prazeroso, com escovas em forma de flor, artigos fofos para cozinhar, e rádio em forma de submarino para ser usado no banheiro. O conceito é fazer com que você, pessoa estranha (no bom sentido), maluca, e que adora ser especial, possa dar um presente diferente, criativo; e, claro, poder encher os olhos das pessoas que vão a sua casa, afinal, há vários itens de decoração original.
   Os itens de papelaria são bem excepcionais, com cores vivas e que me chamaram bastante a atenção pela originalidade. Comprar os materiais no inicio do ano era algo tão prazeroso, e agora se tornou tão comum... acho que O Segredo do Vitorio, que tem uma page no Facebook, vai poder ajudar com isso.


1. Porta Caneta do Pato
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Story Of my life

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   Eu deveria ter ficado mais um tempo, para esperar que você deixasse de se sentir estranho, com relação a mim? Eu não quis ouvir que você não se sentia mais daquele modo, com relação a nós, porém eu soube, assim que vi em seus olhos, que deveria ter dirigido mais rápido para te salvar. Se eu tivesse feito isso, eu teria minha redenção hoje.
   As paredes, com pequenos riscos, que indicavam o crescimento de uma criança, hoje me mostram que eu posso gritar e você não vai se importar; você nem vai estar lá para ouvir. Os tijolos podem até fazer o som ficar abafado, para que os vizinhos não se perguntem o que está acontecendo, entretanto, eu não ligaria se eles batessem a minha porta para perguntar se eu estava bem. Eu responderia com uma mentira, eles sorririam fraco e eu iria lembrar do modo como você sorriu fraco para mim. Eu sinto em minha pele a falta que você faz.
   Minha cabeça gira, a respiração está descompassada e o coração está acelerado. O chão, antes de parecer estar pegando fogo, se abre diante de meus pés, e, subitamente, meus joelhos parecem que não vão mais suportar meu próprio peso. Por que tudo acabou assim? Talvez por eu ser bipolar, de dar esperança, e a retirar. De te trazer em casa, e depois sentir que o coração está vazio. De te amar e ir embora. 
   Existe a possibilidade de eu estar doente, só que eu nunca saberei a verdade. Estarei trancada entre suposições e arrependimentos, onde eu te amo, continuo te amando, mas tudo o que vivemos não passa de uma história. A história da minha vida.
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   Faltam sessenta e nove dias. Sessenta e nove dias pra reclamar do tempo bipolar, pra pedir demissão de um trabalho que não te leva pra frente, pra elogiar, pra amar e para sorrir. Você tem sessenta e nove dias, ainda do ano de 2013, pra ser feliz.
   Eu não vou falar hoje; o post vai ficar por conta de uma propaganda de chocolate, que me emocionou muito, e que é mais que válida. São dois minutos de vídeo, e, eu tenho certeza, que vai mudar, pelo menos um pouquinho, a sua percepção das coisas.

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Ready? Go. Read!

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   Tem dias que a única coisa que eu quero é chegar em casa, fazer um brigadeiro, - a minha dica para o melhor brigadeiro é colocar dois tabletinhos de chocolate ao leite - ler um bom livro, enquanto fico em baixo das cobertas. Mas não qualquer tipo de livro, um bom que faça eu me envolver com a história. Às vezes, até mesmo a história mais clichê que seja, eu aceito; pra notarem o tamanho do desespero. 
E tem 3 coisas mais clichês que Romeu e Julieta, o clássico "menina se apaixona pelo melhor amigo" e o bad boy que conquista a patricinha?
"Star-crossed - Romeu e Julieta"
Famílias opostas, que tem um ódio mortal. Bem, supostamente deveria ter esse tal "ódio mortal", porém uma peça escolar pode mudar tudo, não pode? Os filhos adolescentes começam a sentir coisas um pelo outro e eu poderia me arriscar dizendo que essa história de proibido, perigoso, só melhora as coisas. Como diria aquela música da banda Strike, escondido é bem melhor, perigoso é divertido. 
"Love Struck - Os Sonhos Das Noites De Verão Às Vezes Se Realizam"
Ok, esse é o ponto alto do bom e velho clichê da amizade entre menino e menina; ele começa a namorar e é aí que ela nota as porcarias dos sintomas do amor. 
Ps.: Se quer uma dica, não faça isso nunca. 
"Química Perfeita"
E por último, porém não menos clichê e legal, vamos à patricinha loira e bonitona e o carinha gato e bad boy. Por mim eu já posso dizer, bad boys seduzem, e as tatuagens dele são tão... Senhor, amado, abençoa (oi, Malik!). Mas a história é bem contada, e varia entre o ponto de vista dela, e o ponto de vista dele, o que é bem legal. Parceiros de química, aparentemente de mundos opostos, podem se dar bem; é só encontrarem o ponto de equilíbrio entre as diferenças, e as coisas que os fazem se apaixonar.
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Não vou abaixar o som, mãe: Gabrielle Aplin

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   Sobre essa artista, eu tenho um arrependimento eterno sobre não ter comprado o English Rain, o albúm de estréia dela, quando fui pra Londres, porque, honestamente, eu tenho absoluta certeza de que não vou encontrar aqui. Gabrielle Aplin é uma cantora britânica (pois é, vocês já podem começar a pensar que eu tenho alguma coisa com britânicos, porque por aqui só aparecem eles...) de Wilts.
  Gabrielle começou do modo tradicional, postando covers no youtube, e, as coisas começaram a melhorar com o cover de You Me at Six, do Paramore. O segundo single dela, Please Don't Say You Love Me ficou entre o UK Top Hits 10, ficando em sexta posição. No momento, ela tem feito uma pequena tour pelo Reino Unido, e suas músicas folk-pop estão conquistando principalmente pelo carisma dela. O que fez com que eu me apaixonasse por ela foi, definitivamente, essa história envolvente dela escrever suas próprias músicas desde os catorze anos, e, também, ela ser tão realista e não escrever só sobre o lado positivo do amor. "Por favor não diga que me ama, porque pode ser que eu não diga de volta" ou "talvez você estivesse feliz, e, eu, entediada" são um exemplos bom pra demonstrar o que eu quis dizer.










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   Faltam setenta e dois dias para acabar o ano, e, o que eu quero hoje, é fazer você, caro leitor, que pode estar lendo isso através do seu computador, sentado de uma forma desconfortável na cadeira, ou pelo celular, indo para o curso de inglês ou de natação, que você pense no que eu escrevi. São só quatro linhas; você sobrevive.
   "Eu nunca quis uma pessoa para a qual eu pudesse perguntar "você largaria tudo por mim?" e ela respondesse que sim. Isso implicaria em eu ser a vida dela, e não só fazer parte dela, como deveria ser. Talvez seja isso que estrague as relações que eu vejo ao meu redor; uma das pessoas envolvidas acaba colocando mais atenção do que deveria".
   Você leu, certo? Ok, então você sobreviveu para que eu possa lhe explicar o que eu quis dizer com isso, enquanto 80,27% do ano já se passou. Eu quero que você pense nas relações que você manteve esse ano. Elas valeram a pena? Você foi feliz, podendo chamar essa pessoa de amigo ou de namorado? Você conseguiu lidar com cada defeito, e não deixar o carinho e a admiração de lado? A pergunta de hoje, a que eu quero que você pense, seja no banho ou enquanto lava a louça é: você fez alguém sorrir? Porque é muito bom ser feliz, ganhar presentes e elogios, porém você soube reconhecer as qualidades dos outros? Você soube parar de pensar em si mesmo para agradar outra pessoa? 
   Eu espero que sim, que você tenha compreendido sobre dar e receber. Todo mundo busca equilíbrio no mundo, querendo justiça para a política, para os direitos humanos, só que eu acho que as pessoas estão esquecendo de compartilhar mais, doar mais. 
   Você doou felicidade para alguém hoje? Tic tac, você tem setenta e dois dias para fazer seu ano ter valido a pena.
   
   
 
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Intercâmbio part II: London

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   Eu jamais escondi das pessoas o meu amor pela Inglaterra. Tanto pela cultura, quanto pelo sotaque e as pessoas. Então, quando eu entrei no ensino médio, na nova escola, e eu soube que havia esse intercâmbio... nossa, eu quase surtei. É sério, eu quase tive um filho pela boca roxo com bolinhas verdades. E meus pais quase colocaram uma batata na minha boca, de tanto que eu enchi o saco sobre essa viagem. E então, em uma quarta-feira nublada, com dezessete graus e uma gringa muito querida do meu lado, o avião pousou no aeroporto Heathrow. Eu fiquei com uma mega dor de ouvido quando pousamos na Inglaterra, porém o que predominava, enquanto eu via todos aqueles indianos, árabes e asiáticos, era o sentimento de plenitude. Eu sonhava com Londres, pesquisava sobre cada mínimo detalhe, conversava em inglês sozinha, e quando eu cheguei lá... eu simplesmente não acreditei.

   Londres é incrível, de fato. As ruas são limpas, as pessoas são educadas e bonitas. Sério, eu não achei que os britânicos fossem tão bonitos como todos diziam, mas quando cheguei lá, descobri que não era mentira. Eu passei pelos pontos principais de lá, como o Madame Tussauds, London Eye, passei pelo parlamento e tirei foto com aquela cabine telefônica vermelha, porém, como não fui em Camden Town, não andei nos ônibus vermelhos e de dois andares, e nem no Underground, minha volta para a Inglaterra está mais que garantida, na minha lista de coisas pra se fazer antes de morrer. É só eu juntar mais uns três mil daquele meu cofrinho em forme de cabide telefônica, que meu desejo se realiza; nada de muito impossível. 

   Eu fiquei em um internato adventista (minha escola aqui é adventista, então a parceria foi feita e BAM! lá estava eu, dormindo na escola, comendo a comida ruim e ficando com saudade de carne) e estudei na escola de lá por duas semanas. Eu vou falar mais sobre a escola e as compras em um outro post, porque se não eu vou acabar escrevendo demais e não vai ficar muito organizado, pois, apesar de fazer dois meses que eu voltei, eu ainda fico mega animada para contar sobre as coisas de lá. 
   





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Play Two Times

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   O Play Two Times de hoje vai falar de um trio que terminou antes de começar. Eles anunciaram a separação a duas semanas atrás e, até agora, eu não sei entendo a razão, partindo do princípio que o primeiro EP deles já havia saído e estava sendo o maior sucesso na Europa, ficando entre o Top 5 de EP's. Porém, já que cada um quis seguir carreira solo, resta aproveitar as poucas músicas juntas que eles deixaram gravadas. 
   District3 saiu do The X Factor UK em 2012, e desde lá, trabalharam juntos como uma banda. O trio era formado por Michael, Dan e Greg agora é só representado pelo Dan e pelo Greg mesmo. Talvez tenha ocorrido alguma desavença, porém, seja como for, os garotos tem talento, e eu espero que continuem no ramo, fazendo as garotas se apaixonarem loucamente pelo sotaque e charme que todo britânico tem, convenhamos.


(More and more)


(Dead to me)
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   Faltam quarenta e dois dias para o ano acabar. Isso dá, exatamente, sete semanas. Se passaram 78,63 por cento desse ano em que nos levou os dias com data, mês e ano iguais, e como você tem levado esses dias em conta? Eu não sei se ano foi bom, se teve mais momentos bons que os ruins para colocar na balança, mas o pedido de hoje é algo simples. 
   Compre um pote de vidro.
   Eu sei que, com o final do ano, nós acabamos pensando mais sobre as coisas que se passaram e, muitas vezes, ligamos mais para as coisas ruins que nos marcaram. Nesse ano que está vindo, eu quero que você deixe esse pote de vidro em seu quarto e, cada vez que algo de bom acontecer, você vai anotar em um papel, dobrar, e colocar lá dentro. Pode ser algo minusculo, como um sorriso que o porteiro chato dirigiu a você, ou achar uma nota de cem reais no chão.
   No final de 2014, eu quero que você abra cada papel e note as bençãos que você recebeu e que acabou "esquecendo". Espero que isso faça você notar as coisas boas que passaram por sua vida, e que sim, coisas ruins acontecem, mas que elas acabam ficando pequeninas, comparado a imensidão de detalhes perfeitos que rodeiam você.
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Intercâmbio part I: Rome

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   Bom, acho que estava na hora de fazer um post sobre a minha viagem. Já se passaram dois meses desde quando eu fiz o check-in no aeroporto Salgado Filho, parei no aeroporto do Rio e peguei o avião da Alitalia, passando onze horas sentada, tentando dormir escorada no bando da frente, ou na amiga que estava ao meu lado. Viva a classe econômica e desconfortável!
   Quando eu cheguei na Itália, a primeira coisa que eu pensei foi: DA ONDE QUE TÁ SAINDO TANTOS ASIÁTICOS? Sério, eu não fazia ideia de que os asiáticos estavam assim tão ligados no turismo da Europa. E então, o segundo pensamento foi sobre como conseguir respirar. O ar, perto do aeroporto, era muito poluído, mas com o tempo eu fui me acostumando. 
   Na mesma manhã pela qual eu cheguei, fomos para a Fontana Di Trevi, que superou as expectativas, de fato. A fonte é gigante, tem moedas do mundo inteiro, e é em um cruzamento com as três ruas principais de Roma. Por perto, tem uns agiotas para se tomar cuidado; uma menina perdeu dez euros porque um cara tirou foto delas com uns passarinhos. Ele disse que ela tinha de pagar e, como era um país estranho, e ela estava sozinha, não quis arriscar. Com relação a comida, se você for para lá com amigos, peça uma pizza para três pessoas. Nós compramos uma pizza pra cada um, achando que era pequena, entretanto lá eles comem uma pizza inteira por pessoa!




   Fui ao Vaticano, que foi muito legal também. Dentro do museu, eu fui enviar um postal aqui pro Brasil e esqueci de colocar o endereço, então, por favor, não gastem três euros por nada, e lembre-se do endereço! O Coliseu foi maravilhoso e foi onde eu encontrei Matty Selley, primo do Harry Styles, e acabei perseguindo o menino para cima e pra baixo e não, eu não fui lá falar com ele, por mais que aquela perseguição estivesse sendo divertida. No nosso último dia, fomos no Pantheon. Eu comi sorvete por lá, fiquei maravilhada com a construção magnífica, quase que impossível, e aproveitei meu último dia sem entender bulhufas de italiano. Só que eles são bem bonitos. 
   Um fato engraçado, que vale ser compartilhado, foi meu lindo momento no banheiro do hotel de lá. Eu havia acabado de chegar no hotel, estava louca por um banho gelado; tirei a roupa, deixando-as no chão, sem nenhuma ordem, e entrei na banheira, porque lá é parece que não tem box normal, você pode só tomar uma ducha, mas tem que se equilibrar dentro da banheira, de qualquer forma. Enfim, eu estava lá, parada, encarando o chuveiro, pois simplesmente não sabia como abrir aquilo! Era complicado, ok? Não é só girar o registro, como um banheiro normal. Aí, me enrolei na toalha, e gritei para minhas colegas de quarto, que entraram no banheiro de sobrancelhas arqueadas e rindo da minha situação decadente. Uma delas já havia morado na Itália, entretanto ela não sabia como ligar; tivemos de chamar a camareira, só que quando ela entrou, a porta do banheiro estava escancarada, eu estava enrolada na toalha e minhas duas amigas estavam ao meu redor, rindo. Ela disse "i'm sorry" e saiu. Tinha como ficar pior? Minha amiga teve que ir atrás dela, explicar a situação e fazê-la nos ensinar a ligar aquilo. Depois disso, as duas amadas pareciam hienas no cio rindo daquilo tudo, e eu, gritando para elas saírem e deixarem que eu tomasse meu banho, por fim.

   Eu fiquei em Roma do domingo, até a quarta, que foi quando eu troquei os quarenta graus da Itália, pelos dezessete de Londres. 

PS.: Essa é uma pequena demonstração sobre como perseguir alguém quase famoso
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Lembranças.

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   Eu odeio ficar olhando fotos de quando era criança e sentir os olhos marejarem, de estar num estágio da vida onde tenho que procurar coisas sobre faculdade, de estar sem tempo; sem tempo pra passar com os avós, pra aprender a receita daquele doce que minha vó faz em toda data especial... E eu me pego dizendo "nossa, que saudade" diversas vezes no dia, sabe? Eu sinto falta do que acaba de passar porque sei que não vou poder fazer de novo, seja por falta de coragem ou por não ter tempo. O pior de tudo é saber que eu passo tempo demais temendo o dia em que eu não vou poder mais ver o sorriso de quem eu amo, que eu não vou mais dizer e ouvir "eu te amo"; por que pais não são eternos?
   Provavelmente meus pais nem sabem as diversas noites que eu me agarrei ao travesseiro e chorei; chorei como se estivesse sendo torturada ou como se um pedaço de mim estivesse sendo arrancado, quando na verdade eu só estava tremendo na ideia de que um dia eu não poderia mais ser o orgulho de minha mãe e a menininha do meu pai. Por que vocês não podem ficar pra sempre comigo comigo? Eu oro toda noite pra que estejam comigo na eternidade, onde o "eterno" é realmente válido. Eu sei, eu sei, passo tempo demais chorando pelo que vai vir e esqueço de viver o agora, mas eu só temo pela felicidade de vocês, e a minha, consecutivamente. 
   Amigos também me fazem chorar... aqueles momentos que rimos tanto que a barriga realmente acaba doendo. Às vezes que passamos a noite toda acordadas, o momento que os pais do meu melhor amigo chegaram na sala e eu e ele estávamos de mãos dadas e abraçados, e então nós nos arrumamos rapidamente para que não pensassem que havia coisa a mais, e depois rimos, voltando a estar daquela mesma forma.
   Eu sei que nada, NADA é eterno, então não posso esperar que por milagre tudo que eu amo nunca estrague - como chocolate, ou morra; infelizmente a minha unica alternativa é nunca dizer adeus. Nunca. Em hipótese alguma. Dizer adeus é estar preparado para se separar e esquecer. Eu espero fazer as piadas idiotas que tenho que fazer, abraçar alguém meio de lado enquanto andamos porque isso nos faz andar igual retardados, pegar um bichinho de pelúcia no meio de uma loja de brinquedos e dançar com ele, comer sorvete e se sentar nos bancos de uma pracinha onde tem maconheiros - certo, não precisa ter os maconheiros, mas no meu exemplo tem porque é uma piada interna. A vida é muito mais que "adeus", porque todos nós recebemos um assim, porque algumas pessoas não aproveitaram a nossa companhia o suficiente para saber o quanto um adeus é significativo, não souberam entender a nossa mente idiotamente genial, ou não riram da piada do pintinho piu...
   Não me importa quantas vezes eu chorei por amizades, quantas vezes eu comi brigadeiro ou um chocolate qualquer pra me sentir melhor, quantas vezes eu alaguei o banheiro com minhas lágrimas. Importa as vezes que eu fui no orfanato e uma criança agarrou minha perna, implorando por carinho e eu cedi, de todo coração, importa as vezes que eu abracei alguém, dei bom dia para um mau-humorado. No fim voltamos ao pó, alguns ossos duram mais que outros e bom, ninguém, nem mesmo nossos filhos vão levar flores aos túmulos. Isso vai acontecer. Mas eu prefiro dar meu ultimo suspiro lembrando das almas que eu salvei para Deus, dos sorrisos verdadeiros que vi e que eu mesma provoquei, dos momentos em que em balancei as mãos e gritei em euforia ao pensar em algum sonho.
   É isso que importa, sabe? Os momentos ruins te fortalecem, mas alguém que é só forte não sabe o lado bom da vida; esse lado sensível, que ama e é amado, que sabe viver ao lado de quem tanto preza, é esse lado que faz a vida valer a pena, é esse lado que faz uma pessoa conseguir viver dia após dias sem tentar se matar ou simplesmente cansar de tudo.
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Kids!

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"...Quero que você entenda sobre economia, mas que não se importe de gastar com um passeio diferente com a família; quero que entenda sobre política, mas que não se esqueça de ensinar à quem puder que não se deve jogar lixo no chão nem roubar borrachas ou canetas - qual é? No final de ano eu quase nunca chego com mais de duas canetas; quero que saiba ser duro e xingar, mas que saiba principalmente quantos minutos pôr a pipoca no microondas sem queimar. Eu quero muitas coisas, e provavelmente eu mesma não consiga as cumprir, - é difícil acertar os minutos da pipoca - porém espero que no fim da vida a criança que uma vez tinha tênis que brilhava toda vez que pisava ou que adorava comprar os materiais escolares todo início de ano esteja orgulhosa da pessoa que eu me tornei. Não por ser perfeita, mas sim por viver e não só existir, sobrevivendo um dia após o outro sem nenhum objetivo. E, quem sabe, ainda acreditando em heróis."







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Feliz dia das crianças

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   Como se eu fosse ser a hipócrita que vai dizer que jamais caiu na rotina... não, eu não vou ser uma dessas. A verdade é que as coisas mudaram e eu não faço a mínima ideia de como aconteceu. Tipo encontrar alivio ao fumar, ter a capacidade de julgar as pessoas pelo que elas falam, não se importar no comprimento da saia e nem de ser chamada de "vadia", achar normal ter milhões de pessoas morando na rua, sem ter o que comer ou o que vestir. Não é como se eu fosse mudar o mundo, mas vocês se esqueceram de como era a sensação se sentar na grama? Perderam a vontade de se lambuzar de sorvete de vez em quando só pra fazer um amigo rir? Não veem mais graça em cantar no banho? Acham que é culpa dos mendigos deles estarem onde estão? Acreditam que depois de uma certa idade não se pode mais amar?
   Por favor, parem de tentar ter um ponto de vista sobre tudo! Importa o porquê de um morador de rua estar lá? Você podia ter sido diferente e ter dado algo para ele comer, sabe? Podia ter sido especial, e isso te faria sorrir; eu garanto que faria. Por mais que ele estivesse chapado demais pra notar o significado de um ato, você se sentiria bem. Você perdeu essa possibilidade quando fica tão grudado no celular que não faz questão de analisar as pessoas a sua volta. Analisar; não julgar e se achar superior. 
   Eu sei, eu sei, às vezes se está cansado demais pra fazer questão de ver as pequenas coisas, mas por favor, eu te peço, se pergunte se a criança que você era estaria orgulhosa de quem você é hoje. 
   Troque o cigarro pelo pirulito - e vá no dentista só pra não dar dor de dente depois e a culpa cair sobre mim; vá até o quarto do seu filho com uma escova e comece a cantar a uma musica legal, como se fosse um show, e faça isso desde que ele for pequeno; ele vai se acostumar com as esquisitices e depois não vai se tornar um alienado que acha que ser igual a todo mundo é uma coisa boa. De vez em quando vá até um parque normal, deite na grama e pense nas coisas que você ainda quer fazer, afinal sonhos são bons. Dance pela casa com as meias mais escorregadias que tiver, a sensação ainda é boa, e talvez sempre será. Sabe seu filho? Então, não se esqueça que ele te ama, e só quer atenção, que é a promessa silenciosa que você fez quando ele nasceu. E aproveitando isso, não torne "eu te amo" uma frase proibida e rara. Ensine a diferença entre amar e gostar, pra que ele não saia por aí dizendo que ama todo mundo, sem saber o significado e iludindo pessoas. 
   A questão não é ser alienado, sabe? É que eu não quero conviver mais com pessoas que tem opinião sobre tudo, menos sobre elas mesmas! 
   Quero que você entenda sobre economia, mas que não se importe de gastar com um passeio diferente com a família; quero que entenda sobre política, mas que não se esqueça de ensinar à quem puder que não se deve jogar lixo no chão nem roubar borrachas ou canetas - qual é? No final de ano eu quase nunca chego com mais de duas canetas; quero que saiba ser duro e xingar, mas que saiba principalmente quantos minutos pôr a pipoca no microondas sem queimar. Eu quero muitas coisas, e provavelmente eu mesma não consiga as cumprir, - é difícil acertar os minutos da pipoca - porém espero que no fim da vida a criança que uma vez tinha tênis que brilhava toda vez que pisava ou que adorava comprar os materiais escolares todo início de ano esteja orgulhosa da pessoa que eu me tornei. Não por ser perfeita, mas sim por viver e não só existir, sobrevivendo um dia após o outro sem nenhum objetivo. 
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Let's make it special

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   Havia faltado palavras para descrever a minha emoção e, por isso, eu simplesmente fiquei parada ali, o vendo chegar tão perto que eu conseguia sentir seu doce aroma. Eu jamais conseguiria dizer a marca do perfume que ele carregava; talvez até mesmo fosse um feito somente para ele, mas ainda sim, eu sabia que aquela atmosfera completa estaria em minhas memórias até o fim da vida. Até meu último suspiro. 
   - Seu nome, meu amor. - Ele disse, com uma caneta cinza na mão. Eu estava tremendo mais do que todas as vezes reunidas em que ficava ansiosa pelos resultados dos meus testes de química. Eles eram importantes pra mim. - Moça? - Seu sotaque irlandês me fez sorrir de forma tímida e eu encarei seus olhos pela primeira vez. Havia sido, definitivamente, melhor que em meus melhores sonhos. 
   - Bianca. - Respondi baixo, encarando cada detalhe de seu belo rosto. Ele devia estar intimidado por minha falta de capacidade para ser discreta. Ou talvez ele já fosse acostumado com cada fã decorando cada ponto de suas sardas. - É um prazer conhecer você. 
   Minha voz estava trêmula, e milhões de "talvez" cruzavam minha mente a cada segundo. "Tudo que é importante na vida passa devagar no momento, mas, ao recordar, é como se não houvesse durado nem oito segundos" me diziam. Eu nunca tinha compreendido, de fato, até aquele dia, em que eu vi as cinco pessoas que só via em fotos, bem em minha frente. Era surreal como eu estava nervosa; era mais surreal ainda a situação de vê-los ali. Eu me perguntava se Niall estava conseguindo ouvir as batidas do meu coração, porque eu parecia conseguir ver meu peito subir e descer, conforme meu nervosismo tinha seus picos. 
   -Você não está feliz de nos conhecer? - Perguntou ele, apontando para os meninos atrás dele. Harry, Liam e Louis estavam quase chegando até nós. 
   - Eu jamais vou esquecer desse dia. - Ele entregou o livro deles assinado para Liam, que assinou, me abraçou rápido e foi partiu para a próxima sortuda. Louis e Harry fizeram o mesmo caminho, os mesmos atos robóticos, mas eu ainda sim conseguia sentir que eles estavam animados pelo quantidade de fãs. Niall continuava em minha frente, me encarando com seus olhos brilhantes e sorriso estonteante. Eu, provavelmente, já havia decorado cada lugar onde suas pintas fofas ficavam. Eu ri de leve com o pensamento. - Vou lembrar até... bom, vou lembrar até eu morrer. 
   - Por que você parece triste, então? - Eu não fazia questão de entendê-lo. Eu era só mais uma ali; por mais feliz que ele pudesse estar, todas presentes eram só mais um rosto na multidão que, juntas, faziam seguranças enlouquecerem e tempões de ouvidos serem necessários. Meu favorito estava se aproximando e, com seu lindo anel de casado, sendo quase que como um imã para a realidade ("ele é casado, e impossível pra você, aceite isso"), me deixou sem fôlego. 
   - Porque você não vai lembrar. - Falei, sorrindo torto. Niall nada respondeu, simplesmente colocou a mão em meu rosto e puxou para mais perto, depositando um beijo em minha bochecha. Era loucura, mas eu havia cogitado a possibilidade de nunca mais lavar o rosto por causa daquilo. 
   - Eu vou lembrar de você. - Zayn disse. Ele assinou o livro e depois me olhou nos olhos. Era como se tudo ficasse calado e todos os telespectadores simplesmente desaparecessem. Nossos dedos se tocaram por um instante, quando ele devolveu o bem mais caro que eu devia estar possuindo naquele momento. Um arrepio foi de meus dedos até meus braços, e assim até a ponta de meus pés. Nossos olhos continuavam conectados, e, com isso, todas as memórias anteriores, das quais eu fantasiava sobre nós dois juntos (todo mundo tem o direito de sonhar, certo?) passaram por minha cabeça.
   - Você não vai, mas eu agradeço a tentativa. 
   - Eu li um texto sobre mim, uma vez... - Ele começou, parecendo conseguir ignorar o barulho. - Ele falava sobre minha esposa, meu casamento. - Zayn fez uma pausa e eu aproveitei para analisá-lo também. Seus olhos eram mais lindos do que todos os poemas que eu havia escrito. Definitivamente. - Eu só quero dizer que o nosso amor é uma coisa diferente. 
   - Amor? - Ele não achava tudo aquilo uma grande besteira? Qualquer um acharia!
  - Eu quero dizer... o que nós temos. O carinho que você tem por mim, o agradecimento eterno que eu nutro por você. Obrigado por tudo isso; isso é um amor diferente de esposa, de marido, sabe? É especial igual, porém diferente. - Eu abaixei a cabeça e minha franja caiu sob meu rosto. Ele colocou para trás de minha orelha e puxou meu corpo para mais perto dele. Minha cabeça havia ficado perto de seus ombros e ele beijou o topo de minha cabeça. Eu não sabia se o que eu sentia por ele era um amor de amantes, mas ainda sim, eu não podia imaginar maneira melhor para conhecê-lo pela primeira vez. E era por isso que eu sabia que aquilo não era um simples sonho: eu jamais conseguiria alcançar a perfeição daquela forma. Seus braços ao meu redor me deram a segurança que eu precisava para me permitir chorar e então eu senti uma lágrima molhar meu queixo. E a camiseta azul que ele usava. - Nunca pense que eu te deixei, ok? Ou que você não vale o meu amor. - Ele disse baixo, e eu acreditei que ele podia ler meus pensamentos. - Um dia você vai se casar também, seu coração vai bater por outro, e eu vou estar bem... o que nós temos vai ser pra sempre, pequena. Nunca vai ser quebrado. - Ele me beijou mais uma vez e eu agarrei o tecido de sua blusa, que me parecia tão macio que eu podia ficar ali pro resto de minha vida. - Eu vou estar aqui pra sempre. 
  Ele se foi tão rápido quanto o vi chegar. Eles foram os caras mais gentis que eu havia conhecido na vida, mas eu sabia que aquilo só haviam sido palavras jogadas ao vento e que ficaram cravadas em uma alma sensível como a minha. Ninguém acreditava na sorte que eu havia tido; nem eu mesma. A cada noite eu me perguntava sobre o significado das palavra de Zayn. Eu talvez devesse entender que aquilo não estava tão carregado de sinceridade quanto eu havia acreditado antes. Eram só palavras. 
   Palavras são isso, letras juntas que querem expressar algo. Mas o problema é que pessoas as pronunciam aleatoriamente, e isso sim pode marcar. Zayn fez isso comigo naquela noite, mas ele sequer deve lembrar disso. 
   Entretanto eu lembro. 
   Eu sempre irei lembrar.
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Play Two Times

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   A nova temporada de The X Factor tá no ar, no Sony, - e eu não estou vendo porque agora o horário implica em ser um zombie no outro dia, de manhã - mas os participantes da competição de 2012 estão fazendo sucesso, realmente. As garotas de Fifth Harmony vão abrir a turnê Neon Lights da Demi Lovato, e também já possuem dois singles; Miss Movin' On e Me and My Girls. Eu confesso que torcia bastante por elas, e não curtia muito os caras que estão aqui no Play Two Times de hoje, mas as músicas são boas, não dá pra negar. 
                                                                                                                                                                   
(3000 Miles)


(Girl Next Door)
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15 anos

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   Sabe aquela festa que a maioria das meninas sonha? Aquela em que, no dia, ela parece uma princesa, dança até cair e ganha uma montanha de presentes? Pois então, essa mesma... eu não tive. Bom, eu não me arrependo, afinal, em contrapartida, eu conheci o lugar que eu mais desejava na vida, me apaixonei pelos gringos gatos e aprendi um pouco mais da cultura de três países incríveis. Mas o ponto é que eu tinha planos para essa festa gigante, que marca tanto a vida de uma menina.
   A festa de quinze anos é sobre apresentar a garota para a sociedade, compartilhar bons momentos com família e amigos e também para relembrar um pouco da vida da menina até aquele ponto (e é por isso que aquelas fotos queima filme de bebê estão lá no telão em todo aniversário). Com o tempo, a ideia dessa festa foi se perdendo, então eu estou aqui para apresentar as minhas idéias para que seja uma festa legal, divertida, pessoal e, ainda sim, memorável.
 Convites: Como eu adoro borboletas, eu queria fazer algo envolvendo isso. Porque, no geral, todos os preparativos tem de envolver algo que a aniversariante se sinta representada por; que ela queira mostrar para os convidados que aquilo faz parte da personalidade dela.
 Ps.: Atrás do convite, ou em um papelzinho pequeno, é interessante guardar um lugar pra escrever coisas do tipo:
"eu adoro livros... a Livraria Cultura é a minha favorita"
"eu gosto muito de coisas decorativas, principalmente as que tem tema de Londres e Paris"
"sabe uma coisa que eu adoro fazer no meu tempo livre? ouvir música; na Multisom tem os melhores cd's..." 
"os meus favoritos são perfumes doces; nada muito forte"
Coisas assim que vão ajudar o pessoal a escolher o presente E não vai ser tão feio quanto colocar lista em algumas lojas e correr o risco de ganhar tantas coisas nada a ver. Eu não curto muito a ideia de dizer o que quer ganhar, e assim foi uma maneira subjetiva que eu encontrei pra ajudar nessa parte de presente. Isso melhora a vida até do convidado!
   Decoração: Eu disse antes, e vou repetir: a alma da festa são os convidados conhecerem um pouco mais sobre você. Levando isso em conta, o que eu ia fazer era fazer um enroladinho e colocar dentro de cada copo; nos papéis estaria escrito um fato diferente sobre mim. Por exemplo, eu só como a casca da uva. É uma coisa diferente e que ajuda as pessoas a entender um pouco mais sobre mim. Outras opções pra isso, é colocar um porta-retrato na mesa, com uma lista; uma lista diferente em cada mesa. Uma dizendo sobre suas quinze coisas pra se fazer antes de morrer, outra falando sobre as quinze coisas que você mais gosta no mundo... pode até uma lista sobre seus quinze piores micos. Você pode colar um post-it em cada prato, ou no acento da cadeira dizendo coisas sobre você... a intenção é deixar o clima mais familiar, sabe? Eu não gosto do rumo que as coisas tomaram, onde festa de quinze anos é só associada a ficar, bebida e dançar. Como eu sou mais romântica, a minha cartela de cores ia ser tons pastéis, mas, honestamente, eu não vejo problema algum em fazer algo mais rock, com preto. 
  Detalhes: 
  Valsa diferente é algo a se pensar, como fazer como se fosse um duelo de dança com seu pai, ou um mix de músicas legais que você goste bastante; entretanto, seria legal terminar com uma valsa calminha, balançando de uma lado para o outro, só pra não romper definitivamente com a tradição. 
   Com relação ao quadro de assinaturas, do qual eu nem sei se ainda usam, eu ia preferir uma árvore. Bom, existem dois tipos de árvore: a com bilhetinhos que os próprios convidados iam escrever(e ainda dá pra colocar umas maças do amor presa nela, ou chocolates, doces no geral), ou a que eles colocam o dedão na tinta (tipo um carimbo) e marcam no papel, formando as folhas da árvore, ou pode ser como se fossem balões. 
                  
   Mágica pra trocar de vestido para a balada é algo muito, muito legal. É só contratar um mágico, que ele vai abrir a parte de dança com aquele provador rápido que toda mulher quer ter, que aparecer até no filme da Katy Perry pra Hot N' Cold. 
   Homenagem para a família também deve ser considerada. Tipo, seus pais pagaram por tudo aquilo ali, aguentaram seu péssimo humor e ainda te amar mais do que qualquer outra pessoa no mundo. É, eles merecem atenção na sua festa de quinze também.
   Depois de tudo isso que eu disse, vocês devem ter notado que eu não falei nada sobre vestido, cabelo ou maquiagem. Pois é... isso eu acho que cada um vai decidir o seu por conta própria; sem ajuda minha. Seja de All Star ou salto alto, com ou sem batom vermelho, a festa é sua, então se divirta. Dance, cante, se emocione, coma muito e sorria também! Espero que eu tenha ajudado um pouquinho e depois passa aqui no blog pra contar como foi a sua experiência com a festa de quinze anos. 

   

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Oh la la, british youtubers

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   Dentre muitas coisas pelas quais eu me interesso em um cara, tocar violão, ser engraçado, saber conversar sobre tudo, respeitar meus gostos estranhos são coisas que fazem parte dessa lista. Mas agora, ser bonito, ter um sotaque de morrer e ser engraçado? Poxa, daí é meu ponto fraco!
   A moda dos youtubers tá com tudo e, honestamente, eu espero que perdure! Eles me fazem rir horrores e suspirar também; convenhamos, eu amo britânicos e não há como não amar. 
Eles são irmãos gêmeos - é, não bastava haver um deus grego circulando por aí, mas sim dois! O Finn e o Jack são diferentes e hoje eu tenho o orgulho de dizer que sei diferenciar os dois. Eles são bem engraçados e malucos, e o sotaque britânico genuíno é só um bônus. Ah, e eles tem se envolvido bastante com causas nobres... necessito deles na vida! Qualquer um pra falar a verdade. 
Ou talvez os dois mesmo.

O Marcus foi o primeiro britânico que me fez rir. O "oi" dele é bem característico e, no início, foi o que mais me chamou a atenção. Ele tem vários videos, dizendo coisas sobre ele, participações de outros youtubers, jogos bizarros e mais um monte de coisa que vale muito a pena olhar. 

Alfie
O Alfie é um britânico fofo pra caramba e com o sotaque mais engraçado (que eu ainda não sei porquê é tão diferente dos outros assim). Ele namora com o Zoella, que é irmã de outro youtuber que vai aparecer na lista daqui a pouco, e ela é um doce também. Se eu não me engano, ele é de Brighton, então é só mais uma razão pra ele estar nessa lista de apresentação, aliás, ele é bem engraçado também. 

Caspar, a loira mais vadia do YouTube, como ele mesmo gosta de dizer. Sério, esse menino lindo nem é britânico, ele é da África do Sul, mas ele não podia estar fora daqui! Realmente, o loirinho é o mais retardado de todos eles, e faz cada loucura que eu nem sei como a mãe dele aguenta... mas o ponto é que ele é lindo e engraçado. Ele já até se colocou seu nome no Omegle e começou a conversar com estranhos através do video... isso tem tudo no canal dele.  

E aqui está o irmão da Zoe. Ele é muito lindo e faz uns jogos engraçados de innuendo bingo com os amigos. O Joe não posta com tanta frequência quanto os outros, mas ainda sim vale muito a pena conferir os videos dele; o meu favorito é um que ele faz a maquiagem da Zoe. 

   Bom gente, é isso, eu espero que vocês assistam os videos desses lindos, não só porque eles são umas beldades, mas porque realmente vale a pena rir um pouco. Tem uns americanos, que, seguidamente, fazem participações nos canais deles... eles são bonitos também. Só dizendo.  
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Play Two Times

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   Enquanto eu procurava umas tatuagens legais no tumblr, só pra ficar na vontade de fazer, acabei encontrando uma música em vários players de umas páginas gringas e acabou que eu comecei a procurar mais sobre essa girlband. E foi daí que eu descobri que uma das integrantes foi a bisca que ajudou o Dougie (o lindo do McFLY) à ir pra rehab. A banda se chama "The Saturdays" e é do Reino Unido. 
   Deixando o meu momento "biscateeeee" de lado, acabei gostando do som pop divertido delas, e é por isso que elas estão aqui no Play Two Times de hoje :)

(What About Us)


(Disco Love)

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Talvez você não saiba.

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   Talvez você não saiba, mas, naquele momento que você foi embora, dizendo um "eu te amo" com um tom de voz rude, que só fora dito por mania, por medo de, possivelmente, ser o nosso último, eu tranquei a porta e permiti que a primeira lágrima caísse. Você disse boa noite e eu senti como se fosse um pequeno espinho presente em sua saliva, pronto para me atingir quando você desse as costas.
   Eu escoro a cabeça na porta, enquanto escuto seus passos cada vez mais longe de mim. O choro é calmo, só está lá pra me lembrar que eu fui precipitada em pedir que você me deixasse em paz. Às vezes falamos coisas sem querer, não é o que está na alma; é o que está pairando pela cabeça em um momento de insanidade, afinal, eu jamais gostaria que sua voz não me incomodasse mais. Eu jamais iria querer que você parasse de me acordar, com ligações bonitinhas, me dizendo para ter um bom dia, e dizendo o quanto me ama. Eu jamais iria querer que você aceitasse que eu fosse embora, de uma forma tranquila e não dramática. Eu jamais ia querer que você não me quisesse. 
   No relógio desposto na parede, é como se os números se transformassem em palavras de cinco letras. "Agora". Antes tarde do que nunca; era isso que pairava em minha cabeça. Eu não estava mais chorando, entretanto era inegável que aquele nó em minha garganta estivesse me deixando em plena consciência que só de abrir a boca, eu voltaria a ser a dramática de sempre, que se arrepende das besteiras que fala. 
   Eu desisti e peguei o telefone antes que minha coragem evaporasse. As mãos trêmulas agarravam o plástico com uma força desnecessária, mas que, ainda sim, parecia fazer todo o sentido no momento. Parecia, até mesmo, combinar com a atmosfera tensa. Depois de esperar pelas cinco chamadas silenciosas, que faziam as batidas de meu coração se sobressaírem, você atendeu e minhas narinas arderam, indicando que eu estava prestes a desabar. 
   - Eu sinto muito. - Murmurei, abaixando a cabeça e fundando. Talvez você já soubesse que eu estava arrependida, e estava me martirizando pela idiotice.
   - Eu sei que sente. - Sua voz era calma e reconfortante. Não havia raiva ou desgosto, como eu esperava.
   - Continue cuidando de mim, e me amando mesmo quando eu pedir que não o faça. 
   - O amor que eu sinto por você não me permite respeitar o que você pede quando isso vai contra o que eu devo fazer. Meu destino é te amar, te irritar e cuidar de você como se fosse a única coisa da qual eu tivesse responsabilidade sobre. 
   Acho que é de nossa natureza dizer as coisas erradas, na hora errada. Mas, às vezes, o que torna alguém especial é esse lampejo de sorte que vai fazer a coisa mais certa ser dita em um momento em que fora necessário deixar o ego de lado. Talvez você não saiba, porém o seu "eu te amo" salvou meu dia. 
 
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Texto de mesa

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   Existe uma coisa chamada regra silenciosa. Isso acontece para momentos em que as coisas simplesmente tomam um rumo do qual você não espera; ou pra momentos em que você se vê dizendo "eu não consigo fazer mais isso".
   Há dias em que eu simplesmente sou a dramática de sempre, com meus pensamentos voando longe, por uns nove mil quilômetros dali, e com as músicas corriqueiras tocando na cabeça, como em um elevador, que sobe e desce, sem compromisso algum, só fazendo o trabalho comum de transportar pessoas de um andar ao outro. Mas há dias em que as coisas são diferentes e as músicas deixam de fazer sentido pra mim; são nesses dias que eu olho para as coisas que se foram, simplesmente, em uma regra silenciosa de chegar, fazer você se apegar, e ir embora, sem maiores explicações.
   Acho que é isso que as pessoas fazem, no final do dia. Elas chegam, marcam quem podem marcar e depois vão embora por estarem cansadas do que é rotina. Amizade é rotina, amor é rotina, casamento é rotina, vida é rotina. Tudo acaba porque está correndo na ordem natural; você nunca pode ser feliz o suficiente que a realidade não possa te trazer de volta pra terra.
   Foi aquela amizade infantil que, de um verão para o outro, simplesmente não foi mais a mesma. Acho que ela foi viajar e, durante os três meses de calor, com cloro no cabelo e cheiro de protetor solar, tudo foi apagado. Talvez eu devesse ter ligado para desejar um feliz Natal. Talvez eu devesse ter a convidado para sair. Entre os "talvez" que eu me apego, ela continua lá, para me lembrar que eu não fui capaz de manter um relacionamento. Foi a amizade de dez anos que pareceu uma eternidade; tudo foi embora porque eu deixei que escapasse de meus dedos como areia... Nós nos olhamos e conversamos por horas ainda, mas ela me critica por eu não achar problema em adotar um filho, e eu a condeno com o olhar quando ela joga na minha cara que nada mais é igual. Foi a amizade recente que, depois de uns dias, me mostrou que eu mantenho velhos hábitos sobre meus defeitos. 
   A culpa pode ter sido minha. Eu nunca fui de me apegar a ninguém; eu acredito que tudo tem que ser intenso o quanto pode ser, só que os momentos passam e as memórias é que ficam para lembrar do que foi bom. Eu não gosto de fazer planos, nem de me comprometer; eu posso dizer que gosto de chuva, mas fecho a janela, e nem ouso ficar na rua quando as gotas caem na calçada, dando aquela sensação de melancolia. Eu tenho vários defeitos, mas não podem me considerar falsa, porque nesse exato momento, o que eu digo, é a minha verdade. Pode ser que cinco minutos depois não seja mais, mas agora, se eu digo que sinto sua falta, é porque isso ocorre, de fato.
   Amizade, definitivamente, não é sobre exclusividade, não é sobre o verão que eu deixei de ligar, não é sobre presentes, nem mesmo sobre manter contato ou não; amizade é sobre como você fez alguém sorrir pelo simples fato de estar lá. Amizade é sobre lembranças, e sobre o futuro planejado.
   Você acha que eu te fiz feliz? 
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Top 5: Paris

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   A pedido de um moço muito, muito especial pra mim, que escreveu uma carta pra mim, na oitava série, dizendo que eu seria a médica dele quando ele estivesse velhinho (pois é, os planos mudam), vou fazer um top 5 da cidade luz. Eu estive só dois dias em Paris, o que, obviamente, não foi o suficiente, mas ainda sim, me apaixonei pelo lugar. 
5: Pontes
Lá em Paris tem muitas e muitas pontes sob o rio Sena, e uma delas, a mais apaixonante, é a Pont des Arts. Você tem que ir lá, com o seu amor, prender um cadeado na ponte e jogar a chave no rio, demonstrando o "pra sempre". É muito fofa e tem até um banco pra ficar admirando a paisagem e tomando coragem pra pedir a namorada em casamento. Ou declarar amor eterno para a já esposa, no caso do meu moço especial (anota essa dica!).
4: Lojas de lembrancinhas
As lembrancinhas em Paris são tão fofas que eu devo ter gastado uns trinta euros só nelas. As torres pequeninas, os chaveiros coloridos e as camisetas e blusões eram bem bonitos e até que não tão caros quanto em Londres. Os postais também eram lindos, eu mesma comprei uns dez. Não vale a pena comprar perto dos pontos turísticos, como na Torre Eiffel; vale mais a pena comprar nas ruas perto da catedral de Notre-Dame. 
3: Franceses
Essa terceira posição não está envolvendo a beleza da população masculina da França, e sim o mau cheiro no geral. É verdade o que falam deles, sobre não tomarem banho e disfarçarem o cheiro com perfume. É bem engraçado, até, ficar em lugares fechados com eles; você quase morre sufocado, mas isso é só um detalhe. No geral, eles não são tão educados quanto os ingleses, mas ainda sim sabem bastante de moda. 
2: Baguete
Eu, em todo recreio, pego os três reais do meu estojo em forma de tênis e compro um baguete na cantina da escola, mas nada que se compare ao baguete de Paris. Eu paguei quatro euros em um sanduíche porque o lanche do McDonald's estava quase vinte euros. Comi, no mesmo lugar que comprei o baguete, um doce em forma de tortinha e uma raspadinha. Por mais que voltemos com excesso de bagagem e quilos a mais, vale muito a pena experimentar tudo da culinária deles.
1: Torre Eiffel
Não tem como não colocar esse ponto turístico na primeiro lugar desse top 5, porque é simplesmente estonteante. Eu ainda não acredito que vi Paris do terceiro andar da torre; era tão alto que as nuvens estavam cobrindo o topo, e, em algumas fotos, não se consegue vê-la completa. Subir lá, saber que eu estava no lugar que eu sempre sonhei em conhecer, mas que só havia visto por fotos foi algo emocionante, de fato. Espero poder voltar e ir nos lugares que não tive a oportunidade de ir, como é o caso do carrossel, do outro lado da rua, na frente da Torre Eiffel.


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Não vou abaixar o som, mãe: The Maine

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   The Maine é uma banda americana bem legal, formada a uns cinco anos atrás, mas quase ninguém ouviu falar. Então, eles fazem um estilo tipo Maroon 5, só que com umas letras mais "diferentes", digamos assim.
   A tour de agora é baseada no cd Pioneer, e é claro, não vem pro Brasil. Mas vale a pena conhecer o trabalho dos caras, para o caso de as rádios brasileiras resolverem mostrar pro Brasil que tem bons artistas internacionais que não são Taylor Swift, Katy Perry, Demi Lovato e companhia. 











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