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Minha Kriptonita: Ciúmes.

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   A frase que definiria a kriptonita de querer proteger alguém de uma forma tão obsessiva é "o que é meu é meu e o que eu acho que é meu, é meu também". E é com esses quatros "meu" que o inferno da perseguição começa. É complicado definir o que está sob posse de alguém; pode ser por ter ganhado por herança, adquirido pelo dinheiro ou ter se denominado dono porque o sentimento é mais forte que o de qualquer um outro, mas sejamos claros e realistas: nada é de ninguém.
   Existem uns cinco tipos de ciumentos, e, os três primeiros podem se classificar no "gracioso", porém os outros dois... basicamente se tem duas soluções: ou o coloca no hospício, porque esse apego vai consumir a relação e tudo que envolve os dois ou tranca as janelas, a porta e toca fogo *ATENÇÃO: a escritora que aqui vos fala não está insinuando que homicídio deva ser praticado, mas caso seja extremamente necessário, ou acabe ocorrendo por acidente, uns episódios de CSI podem ajudar a resolver a situação* . O primeiro exemplo é o famoso "ah". "Vou sair com a fulana hoje, ok?" "ah, tá bom."; "desculpa, eu já vou fazer o trabalho com o ciclano" "ah, ok, eu faço com outro". Esse ciúmes é quase que imperceptível, entretanto ele está lá sendo representado por um "AQUELE BISCATE? VOCÊ VAI SAIR COM AQUELA GAROTA QUE TEM CARA DE SOFRIDA? AQUELA... AQUELA... DESGRAÇA?" ou pelo simples "EU TE DOU O MEU FÍGADO, DIVIDO O MEU LANCHE COM VOCÊ E AGORA VOCÊ DIZ QUE ESSE REGINALDO ROSSI MIRIM AÍ VAI ME SUBSTITUIR?". O segundo e o terceiro se separam por um simples detalhe de coragem; enquanto um pergunta "então você deixou de me amar? Ama mais ela do que eu?", - se limita a deixar somente você entender o que está se passando - o outro parte pra ignorância de palavras agressivas ou tweets rudes - vamos espalhar para o mundo inteiro a minha raivinha :) 
   Seja como for, a verdade é que ciúmes - nos três estágios primeiros - só é fofo quando não são somos nós que, mentalmente, estamos imitando, de uma forma mega irritante, a voz da pessoa que está tendo se aproximar de um amigo que você considera só seu. Só é bonitinho quando não é você que quase abre a boca para dizer "não fique conversando com esse povo aí, você é só minha". Porque se for você, caro leitor, eu aconselho a não chegar no estágio quatro, onde o ódio fica exposto e a liberdade vai se esvaindo aos poucos. Ou no cinco, que você acaba com a privacidade e direito dos outros em conhecer novas pessoas. 
   Ciúmes é bom, em certos momentos; demonstra o quanto o outro significa pra você, mas nada é completamente nosso. Tudo se vai em algum momento, então não vale a pena se apegar a uma tentativa (futuramente frustrada) de tentar manter alguém só pra você... o sentimento de raiva pode ser produzido. Ciúmes e zelo podem andar juntos, assim como ciúmes e antipatia.
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