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Voltando ao passado.

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   O cheiro de lavanda me faz lembrar daquela antiga casa de praia que eu ia quando era pequenina, o cheiro do protetor solar de uva parece que ficou estagnado em minha memória, e, por isso, quando sinto aquele aroma, eu lembro dos bons tempos. Não me pergunte como classificar algum tempo como bom; eu só penso no quanto eu sorria e que a simplicidade me fazia feliz. E ser feliz? Como que eu consegui, finalmente, uma definição pra isso?
   Crescer implica em notar o quanto é vida é uma porcaria, e que alguns dias serão bons, entretanto outros... esses outros você só irá desejar chegar em casa, tomar um banho quente e dormir. Talvez por isso dormir seja tão bom; além de descansar, você ignora o tempo perdido, os arrependimentos, as flores que não deu e os xingamentos que trocou com alguém. E então, algum dia você vai notar que é só isso que te resta, sabe? Um bando de lembranças, alguns familiares vivos, um passado e nenhuma expectativa real de futuro. E é por isso que eu digo que é a vida é uma porcaria.
   A vida é uma porcaria porque é nisso que nos baseamos, não é? Nós baseamos a vida que levamos pela situação atual em que nos encontramos. Sempre temos arrependimentos, sempre deixamos para aprender a cozinhar outro dia, sempre começamos a dieta na segunda e sempre nos esquecemos de amar agora. E dizer que ama agora. Esse é o ponto. Não importa o quanto eu me arrependa, ou o quando queimo a comida; não importa as vezes que eu acabei com a dieta antes mesmo de começar, nem importa a quantidade de vezes que eu não falei que amava alguém; parece que nunca vamos aprender com o nossos erros e estamos esperando o momento certo para termos pena de nós mesmos. 
   Não há manual de instrução, não existe drama o suficiente, não há como ter certeza de acerto, o que existe é a possibilidade de voltar no passado com as memórias que estão guardadas; e é nelas que eu me apego para poder tentar errar ou acertar no dia seguinte. Acho que sempre vai haver uma música, um cheiro, uma comida, um barulho no meio de muitos, que vai me fazer querer parar com tudo e lembrar dos bons momentos. Eu prometo, a mim mesma, que quando esses pequenos detalhes chegarem até mim, eu vou fazer o impossível para me lembrar o verdadeiro significado de ser feliz. Mas até lá, vou levando a vida como posso, porque a rotina sempre vem, não é?
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L

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   Eu sou a mais nova, e , por diversas vezes, me perguntei o que havia de especial pra que alguém tão especial assim pudesse me amar. Eu, então, chorei por noites e noites me perguntando o quê de fato estava fazendo ela permanecer ao meu lado. 
   Minha pequena, eu não sei como foi que eu comecei a merecer o amor de alguém assim, que me procurava nos momentos difíceis e que você talvez não desconfia, mas era nas situações que você mostrava a mim, a simples romântica da escola, que eu queria chorar. Eu tinha vontade de gritar a todos que alguém confiava em mim de tal forma, que eu queria chorar por isso ser possível. E por diversas vezes, L, eu chorei! Eu chorei mesmo, e não foi pouco. Chorei pelas suas burrices, que disfarçavam uma menina incrível e inteligente, - "cabaritadora" de provas de matemática - uma pessoa que tem medo do amor, mas que quando ama, é assim; ama deixando marcas. Boas marcas, se quer saber.
   Você não chora facilmente, minha pequena princesa particular, mas eu espero que quando eu estiver indo, você chore. Eu gosto de saber que você pensa em mim. Eu gosto das suas besteiras ditas pela manhã, e gosto ainda mais quando você me pergunta se o teu cabelo está com gominhos; eu nunca tinha ouvido isso antes. Eu gosto do seu jeito de amar balas de goma, e das meias bonitas que você usa. Eu gosto da ideia de ter que odiar outro alguém só porque você a odeia. É engraçado isso, e eu adoro a sua cara de estressada também. Poderia dizer que gosto do seu olhar de criança, que me deixa com medo, porque eu não gosto de expor as pessoas que eu amo, mas com você é inevitável. 
   Eu sou uma mera escritora desconhecida, que conheceu o amor de fato a pouco tempo. Que entendeu como é depender de uma amizade com você. E eu tenho medo que isso termine a tempo de eu não conseguir escrever sobre tudo. Sobre todos os sorrisos e as idiotices. Então eu vou dizer rápido, antes que o meu tempo acabe.
   Mas leve a sério; eu não brincaria com tal confissão.
   Eu te amo.
   E dependo de você pra sorrir todos os dias, e me perdoe pelo mau humor. Eu sei que você consegue aguentar alguns dias, mas se caso, algum momento, você sentir que não dá mais, me diga. Na hora exata eu terei de reservar papeis o suficiente para escrever tudo que eu não consegui dizer. 
   Talvez, então, eu seja presa por acabar com muitas arvores para fazer papel. Me dê tempo para mostrar os poucos que eu estou aqui para te amar, ser amada e pra mostrar que não é necessário agradecimentos por ser sua amiga.

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A

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   Se me perguntarem como aconteceu e não vou saber explicar. Talvez tenha sido os bom-dias com aquela bebida tipo achocolatado, só que com café, chamado "Wake" ou algo assim. Talvez tenha sido as idiotices que foram ditas à uma idiota dramática de bom coração; ou quem sabe foi a vontade de ter alguém com a intensidade da amizade que você me mostrou que poderia existir. Posso me arriscar a dizer que descobri que te amava quando eu pedi, no meio da madrugada, que você não permitisse que ninguém me machucasse mais. E você o prometeu. Prometeu de mindinho. E você sabe, A, que promessas de mindinho são eternizadas, certo?!
   E, então, entre risadas, piadas maliciosas, abraços sem nenhuma razão, chocolates, brigadeiros e confissões, nos vimos presas nessa relação. Mas, dessa vez, era um preso bom. Uma forma de estar presa com a felicidade, porque você me proporciona felicidade todo dia, e eu espero que você saiba disso. Espero que entenda que eu sinto muito por não ter sido aquela garota especial que ia estar lá para não te deixar sozinha no ensino fundamental; eu fui só mais uma idiota na multidão que não ficou com você quando precisava. Espero que hoje eu possa ser um pouco especial, quem sabe. Também espero que continue aqui, lendo minhas burrices, meus desabafos, minhas cartas apaixonadas quando eu estiver longe. E não é como se eu pudesse ser um unicórnios mágico e poder fazer você sentir minha presença, porque sabe, eu não posso. 
   Eu não posso te prometer que nossos sentimentos serão os mesmos. Não posso prometer que você não vai encontrar alguém melhor que eu por aí, porque você sabe, sem a minha ilustre presença para te lembrar todos os dias das loucuras ditas e pensadas... eu não sei; você pode se esquecer de mim, de me amar. Também não posso prometer que vou voltar sendo a mesma, não posso nem prometer que quando eu voltar, vou continuar vendo como a retardada da minha amiga. Talvez você esteja em uma boa faculdade, talvez esqueça da paixão por escrever, talvez se esqueça dos vinte e nove centímetros da régua - vinte e nove e nove centímetro, né?! 
   Dentre o que eu não posso cumprir ou prometer, há coisas das quais eu farei questão de permanecer. Como a Hope, as histórias, as ilusões, as idiotices das madrugadas, as ilusões de novo... tudo que fez parte de mim. Parte da melhor pessoa que eu poderia querer ser. Não é pra sempre, sejamos realistas, nada é pra sempre; mas é tão bom que vai durar até meu último suspiro de vida. Isso basta pra mim, e sei que basta pra você também.
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Let's Change!

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   Eu não fui nos protestos, não sei quem foi, não sei quem morreu e não faço a menor ideia se vai ou não mudar alguma coisa; porém eu espero que sim! Eu espero que sim porque milhares de crianças tiveram de morrer para que notassem o quão ruim é a saúde pública, teve de ser criado mais de trinta mil documentários mostrando a decadência da educação para que considerassem que, talvez, a educação realmente não fosse a melhor, e claro, com a má qualidade, houve diversos erros pelos profissionais. Acho que muitos cresceram acreditando que com dinheiro tudo se resolve! Tiveram que partir para a violência para manter um pensamento: pagamos dez mil de impostos por ano - chutando baixo esse valor, porque né, todo santo produto que compramos, mais da metade é imposto - e não há a mínima decência por parte de nossos representantes. Eu não apoio quem vaiou a Dilma, mas não discordo também; quer dizer que, por sermos país da copa, devemos não envergonhá-la na frente do resto do mundo? Pois ela que pensasse nisso quando se candidatou e fez promessas. Eu sei, eu sei, não é fácil controlar um país inteiro, sempre haverá pontos ruins, mas e os bons? Eu estou para dizer que posso contar as coisas realmente boas nos dedos... não me refiro a Bolsa Família, cotas nas universidades, e mais outras "contribuições" do governo para pessoas menos favorecidas; ajudar na educação, para que cada um obtenha conhecimento, aprenda a ser responsável, e todas essas outras coisas, o governo faz questão de evitar. 
   Não é sobre vinte centavos, é sobre as porcarias que estão ensinando nas escolas; quer dizer, pelas poucas aulas que já existem. É sobre as pessoas que já morreram na fila, esperando para serem salvas; é sobre eu e você, que, querendo ou não, pagamos muito por um governo que não faz nada por nós... é sobre isso que as pessoas estão na rua, e é sobre isso que eu estou ansiosa para saber o desfecho.
   Não é ser hipócrita de dizer que estou orgulhosa de termos, enfim, a coragem para mudar as coisas; é esperar por um Brasil melhor para que, ao contrario de mim, meus filhos tenham um país bom e que dê orgulho a eles! E, talvez, quando falarem sobre Brasil, uma geração futura não vai pensar imediatamente em "samba", "futebol", "mulher pelada", "churrasco", talvez eles perguntem "aquele país que fez revolução, no inicio por vinte centavos da passagem do onibus, e no final, mudou tudo?"
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Minha kriptonita: Colecionadora de decepções.

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   Eu desejei que você estivesse ao meu lado hoje, mas então lembrei das circunstâncias e que você jamais estará aqui. E eu não chorei. Eu não chorei pelo seu sorriso, não chorei por você ter sido a razão de milhares de risadas escandalosas minhas, não chorei pelas lembranças, nem pelo que você esqueceu de me contar. 
   Eu não chorei por você estar distante agora, nem porque parece que você não se importa, não chorei por você parecer feliz, nem porque parece estar mais feliz agora.
   Eu me importava com o seu sorriso, porque, consequentemente, seus olhos brilhavam de uma maneira magnífica que, agora, só ficam cravadas na minha memória e pela noite, vem me assombrar em sonhos. Eu espero que você tenha mantido esse sorriso no rosto, porque eu não posso mais ser a causa dele, nem testemunha da beleza dele. Eu amava quando riamos mais sobre a risada um do outro, do que da própria piada ou fato idiota cometido. Era bom não ligar para os olhares raivosos, e considerar aquilo nossa forma de viver ignorando a maldade. Eu queria poder dizer que as lembranças, a partir de agora, serão guardadas todas em uma caixa, e que eu me esforçarei ao máximo para mante-las por lá; trancadas. Mas eu estaria sendo hipócrita, pois uma vez prometi nunca esquecer e tentar levar ao mais longe possível o amor. Eu espero que você tenha realmente esquecido de contar os "segredos"; que não tenha sido intencional as conquistas que você não mencionou; as loucuras passadas que você resolveu me manter afastada; os erros que você não quis compartilhar. Porque se foi com a intenção, eu pensarei que não fui digna de confiança, e isso iria doer mais do que está sendo entender que nada mais vai voltar.
   Eu gostaria de poder mencionar aos que perguntam sobre nós que você se foi como nos filmes; houve uma bela cena de adeus, e, como tudo acaba, a hora chegou e você simplesmente partiu. Mas não, eu estaria mentindo em dizer isso, porque você foi embora em algum momento, do qual eu ainda não sei ao certo quando aconteceu. Já notei, também, que você não se importa com as quantidades exageradas de vírgulas que eu coloco em meus textos, porque você nem sequer sabe da paixão que eu tenho pelas palavras; você as acha inúteis, certo? E mesmo eu estando sem lágrimas nos olhos, você não ligaria nem se eu estivesse acabada. O que de fato eu não estou. Ou talvez eu esteja; acho que você está bem demais para notar algo assim. E, por fim, queria entender porquê de você parecer mais feliz agora. Se alguém perguntasse, eu negaria, mas agora confesso que estou esperando que você esteja só enganando todos ao mostrar o quanto alegre sua vida está agora. 
   Eu menti, sabe? Eu chorei por tudo isso; mas chorei, principalmente, porque você teve a opção de continuar o mesmo ao meu lado, porém não o fez.
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Play Two Times.

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   Fico feliz que vocês tenham sobrevivido ao dia dos namorados sem mudar o status do Facebook por algumas horas. E, bem, se você fez isso, tenho três coisas:
1, 2 e 3. A não ser que seu namorado resolveu, assim, de última hora, terminar com você; daí tudo bem a troca de status de relacionamento.
   O Play Two Times de hoje - eu já avisei, né?! Almas boas, amadas, que tenham ideias boas para um nome melhor, sei lá, só lembrando... - vai contar com a ilustre presença de... ninguém mais, ninguém menos que HEY MONDAY! 
   Hey monday é uma banda legal, que, eu não sei explicar ao certo o que tem de especial, mas eu adoro a voz da vocalista; e o estilo dela também é legal. 




(Candels)

(6 Months)

       

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Dia dos namorados Parte 2

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      Não é como se eu não soubesse o que está acontecendo. Talvez eu não saiba mesmo, mas a questão não é o que eu sei ou deixo de saber, é sobre nós. Sabe, faz três anos que a única coisa que eu posso usar para sentir seu cheiro são suas camisetas sociais intactas no guarda-roupa. Eu jamais me atreveria a mexer lá,  suas roupas e sapatos estão do mesmo jeito que você deixou quando se foi. Faz três anos que o que eu posso me apegar são as nossas fotos, e eu costumo vê-las como costumava ver você repousar, ao meu lado. E assim o tempo se passou por vinte anos. 
   Faríamos vinte e um anos no dia seguinte ao dia dos namorados, e, um dia que tinha tudo para ser maravilhoso, me deixou com uma caixa repleta da surpresa que você mesmo me deixou. Você só se esqueceu de contar com a sua própria presença. Foi quase impossível acreditar que você havia preparado tudo aquilo para o dia dos namorados, porque nós dois sabíamos que você nunca havia sido desses românticos incuráveis, mas não, lá estava eu, em nossa casa pequena, porém confortável, abismada com o trabalho que você deveria ter tido para ter saído do trabalho, no horário do almoço, provavelmente, e colocando as pétalas, velas, comprado meu suco favorito, já que eu estava tomando aquela medicação que não me permitia álcool, e uma champagne pra você. 
   Eu esperei por horas. Fui até as cinco da manhã, sentada no mesmo lugar da nossa mesa alemã, olhando para a porta. Eu estava indo apagar a última vela que havia resistido todo o tempo, quando meu telefone tocou e sua mãe pode me matar lentamente com a notícia. Sabe a razão pela qual eu chorei todos as noites da semana em que antecedeu o seu enterro? Porque você foi o que conseguiu fazer com que eu me apaixonasse todo dia como se fosse a primeira vez. Dentre tantas razões, o seu cuidado e respeito por mim sempre me encantavam. Seu sorriso de bom dia, sua maneira de tentar me ensinar um pouco sobre economia, da sua paciência invejável, seu jeito de me pedir desculpa depois de brigarmos... tudo me faz pensar como seria se você tivesse voltado para casa. Nunca tivemos filhos, e, talvez, esse seja meu maior arrependimento. 
   Meu pai sempre fazia questão de dizer que nada era pra sempre, e eu confesso que sempre entendi isso. Mas não importa, não mais. Eu sabia que um dia tudo acabaria, mas saber disso não me deixava mais preparada quando de fato acontecesse. Você se foi a um tempo, mas parece que sinto sua presença quando estamos comemorando alguma data especial, seu sopro em meu ouvido quando eu simplesmente viro para o outro lado da cama quando o despertador toca, seus ideais sobre comprar uma lava louça, e, principalmente, sua habilidade de me fazer sorrir só de sentir seu perfume. 
   Feliz dia dos namorados, ao meu eterno namorado; aquele que me fez sorrir quando tudo estava ruim, que não foi o que não me permitiu cair, mas sim o que estava lá para cair comigo, e tentar se reerguer junto. O que se foi, mas que permanece nas lembranças. E, só para que saiba, você ter me proporcionado lembranças boas e ruins foi mais que suficiente para que eu quisesse que você fosse meu único namorado. 
   Sinto sua falta, e feliz dia dos namorados.
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Dia dos namorados.

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   Sabe qual é o problema com as datas especiais assim? É que parece que as pessoas só se lembram de dizer um "eu te amo" para o pai quando é o segundo domingo de agosto. Só lembram de prometer e pensar nas promessas no ano novo, quando os fogos de artifício estão brilhando no céu. É assim que decidimos viver? Com dias determinados para trocar presentes? Para agradecer por alguém nos fazer feliz? Pra demonstrar amor? Pra até mesmo lembrar da existência de alguém? 
   Você pode compartilhar fotos dizendo que está se alugando para o dia dos namorados, mas sério, é isso que você quer? Não digo a um ponto maluco quanto esse; me refiro a querer passar uma data, supostamente, especial com alguém sem real valor pra você? É isso que estamos acostumados, certo? Um mês antes do dia 12 de junho já tem desesperados para arranjarem alguém para chamar de seu. Ou pelo menos para poder colocar o status "em um relacionamento sério" no Facebook. É isso que um namoro significa, ao fim de tudo? Presentes, status, nada de sentimento?
   No dia dos namorados muitos optam por flores; mas se lembram de, no resto do ano, mandar ao mínimo uma rosa no aniversário de namoro? Aposto que muitos nem fazem questão de guardar essa data, afinal já acham que não irá durar. Alguns compram chocolate, e depois agem como se aquilo fosse só um símbolo para que a namorada não enchesse o saco por não ter ganho nada. Outros vão no clássico ursinho de pelúcia; medo de errar, talvez? Uns desses até mesmo vem com um "i love you" escrito em uma almofadinha, da qual a pelúcia está agarrada. Você que deveria ter se agarrado a esse tal amor e considerar o poder das palavras. Casados a anos, e você se sente com sorte quando escuta uma frase dessas; uns nunca mais escutam e se consideram bem assim.
  Não é como se as pessoas parassem para considerar o significado das coisas, muito menos no dia dos namorados. 
    Reclame quando passar o dia das mães longe da sua heroína. Sinta-se com azar quando aquela que fazia as melhores comidas do mundo, a que você corria para os braços quando sua mãe ameaçava bater em você, a senhorinha amável que você chamava de vó não puder mais receber seu abraço porque partiu dessa para uma melhor. E se é pra viver como tanto querem, porque não fazer as coisas boas com intensidade? Não procurar um mero ficante por aí só para ganhar presentes ou poder esfregar na cara dos outros, mas sim uma chance de valorizar as coisas que você simplesmente esquece nos dias comuns. 
   Se querem tanto viver enquanto são jovens, aproveitar enquanto podem, por que insistem em procurar felicidade nas coisas erradas? Esse vai ser só mais um dia dos namorados, ano que vem você pode estar acompanhada, e não sozinha, reclamando; mas e o próximo dia das mães? Dos pais? Das avós? Você só tem uma família, e, às vezes, espera datas comemorativas para lembrar deles. Lembre-se das coisas boas que você tem; e não o que você ainda não pode comemorar.
   
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