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Acabou.

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   Eu não conhecia o garoto que derrubou o segurança para tentar abrir a porta e tentar escapar da morte. Eu não conhecia a menina que simplesmente jogou os sapatos de salto em um canto e correu para onde todos estavam indo, na esperança de ver o céu escuro e seguro do lado de fora da boate Eu não conhecia a banda, que por mais que não soubessem das consequências, matou mais de duzentos e quarenta pessoas, mas nesse momento, a única coisa que me resta conhecer é um Brasil que não sabe dizer o quanto sente muito por não ter mais saídas disponíveis naquele lugar, é uma mãe, que chora desesperada porque o filho não vai mais voltar pra casa, é um irmão, que não acredita que o possível "herói" dele está morto. 
   Todo mundo morreu um pouquinho ao ouvir no noticiário que tantas vidas, tantas almas novas se foram sem realizar seus sonhos, sem alcançar suas expectativas, sem um adeus digno. Ninguém sabe se abraça os pais, se acalma as crianças ou as deixa chorar, se fica revoltado com as falhas enormes, que custaram vidas, ou se tenta viver como se nada tivesse acontecido, como se não se importasse. E tudo isso me dói. Dói saber que poderia ter sido com alguém próximo, que eu amasse, alguém que me fizesse sorrir todo dia, porque querendo ou não, o motivo de alguém ser feliz não está mais entre nós. 
   Não há mais nada o que fazer. Os corpos já estão no legista, as lágrimas já rolaram, a respiração já foi sessada, e os "eu te amo" já não foram ditos. Para nós, os vivos, resta tirar uma lição disso: viver. É tão clichê dizer que é pra se viver o agora, sem esperar o amanhã quando o trabalho nos ocupa todo dia, quando não nos importamos mais com o que fazer para o jantar, quando um abraço e um beijo são trocados somente em momentos ultra especiais, porém eu só peço que procurem não ter arrependimentos ou coisas pendentes na vida. Se é para fazer, que faça hoje, não espere o depois, porque como aprendemos com a tragédia na boate em Santa Maria, o amanhã pode não chegar, não é mesmo?
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Não vou abaixar o som, mãe: Olly Murs.

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   Vocês possivelmente não estão familiarizadas com esse nome, mas já devem ter ouvido o single "Troublemaker" dele, com participação do Flo Rida, que está rolando direto na Joven Pan. Olly participou do The X Factor UK, se eu não me engano, um ano antes que os meninos da One Direction e desde então, fez um baita sucesso. 
   O britânico de 28 anos está no seu terceiro álbum, mas eu confesso estar "pê da vida" com as livrarias do Brasil, porque caso eu queira ter em mãos o cd, tenho que encomendar, e como só tem por importação - é, teria que pagar o frete do Reino Unido para o Brasil, imagina isso - eu vou ter de gastar sessenta reais e bem, não estou disposta a isso não. E olha, isso já aconteceu com os cd's do McFly e do The Maine. Brasil, por favor!
   
As minhas dicas são:

                                                                  Oh, My Godness. 

                                                           Dance With Me Tonight.

                                                                Heart Skips a Beat.

                                                                         Busy.

                                                            Please, Don't Let Me Go.

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Robô

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E a vida começa a ficar mais engraçada de se ver quando passamos a reparar nos detalhes.Mas nos detalhes mesmo, aqueles pequenos que só quando nos desligamos de todos os problemas, todos aqueles incômodos contínuos do dia-a-dia conseguimos enxergar.
É engraçado como no mercado ninguém mas se demora para escolher, nem se quer olham a validade ou se algum outro produto parecido custa mais barato, não, o mundo não tem tempo de fazer essas coisas. Preferem gastar mais dinheiro. Deixem que sejam assim, um dia o problema virá. Ou melhor, ele aparecerá.
Hoje os pais não ensinam os filhos a jogar futebol, eles tem aulas disso, não que tenha algum problema em querer se especializar em algo, não é isso, é que nada é tão descompromissado como antigamente. Com cinco anos menininhas estão fazendo calos nos pés de tantas horas no ballet, os pais não sabem mais as preferencias dos filhos e um simples jantar em família se torna lugar de expôr problemas no trabalho. Por favor, não tornem seus filhos adultos engomados.
Futuro, ou a falta dele, fazem nossos pais se tornaram cuidadosos, e me arrisco a dizer, cuidadosos até demais. Um chocolate dividido, um cafuné, uma pipoca em um dia chuvoso, dormir com eles quando tínhamos pesadelos. Essas coisas fazem todos lembrarem daqueles tempos onde tudo tinha graça, até o silêncio.
E foi só então que eu notei…Eu cresci. O mundo cresceu.
Não rimos por nada, não sorrimos por tudo, choramos ou ficamos chateados por nada e nos estressamos por qualquer coisa. E é isso que é ser maduro. Ser sério. Ser aquilo que sempre tive medo de me tornar.
Sou forçada a ter ideais, objetivos e pensamentos, mas não podemos deixar assim, meus tempos de risadas continuam aqui dentro, e sei que não é só de mim.
Tantos outros que se tornaram seu pai, quando isso era o que menos queria? Quantos trabalham sem ter tempo pra nada? Quantos reclamam que querem crescer de uma vez? Quantos  aqui sentem saudade de coisas banais mas não falam com medo do que vão pensar?
Se você disse que sim para qualquer uma dessas perguntas, está na hora de pensar em que tipo de pessoa o futuro está pra lhe reservar… Você, pessoa de verdade, ou um outro ser desconhecido que é automático?
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Livros.

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Todos aqueles que gostam de ler um livro sabem como o final é importante. O final é mais que o ponto. É o desfecho de algo muito importante. O problema é quando o final não é o esperado. Mas e quando que na vida acontece o que esperamos?
Se fosse assim o mundo não evoluiria. Se todos tivessem o final que esperam não correriam atrás, não aconselhariam os outros a fazer o que acham certo e que vale a pena porque ficariam parados, sem fazer nada. Isso é muito mais fácil.
Mas sabe o que me preocupa? Que de tanto ler acabe me desacostumando com a realidade.
Como quando comemos algo muito bom, como chocolate por exemplo, se nos derem uma fruta da qual não tem um gosto bom, o que iremos querer comer? Exato. O chocolate.
E é assim nos livros, os ( quase sempre ) finais felizes nos acostumam mal. Quando voltamos pro real é como se estivéssemos em um pesadelo, algo indesejável. 
Mas há controvérsias, é por isso que eu também digo, ou melhor, acrescento, leiam livros com finais felizes.
As pessoas são do jeito que são por acharem que o mundo não poderia ficar pior, estão acostumadas com a rotina, aquela coisa monótona, mas os livros abrem a mente, fazem a imaginação explorar o mundo com apenas um olhar e isso faz com que as pessoas tenham esperanças. Esperanças de que o príncipe encantado virá em um cavalo branco e não em um Chevette caindo aos pedaços, que o dragão será vencido e que nunca mais irá incomodar, que as pessoas serão felizes com o que tem. 
Por isso que as crianças são a nossa esperança de um mundinho melhor. Porque as princesas confiam cegamente que o príncipe virá, porque todos são amigos pra sempre, não importando a situação. Porque a bruxa do mal nunca vence, e porque o final deixa com um gostinho de “quero fazer igual”. Quero ter amigos assim, que me ajudem e são completamente confiáveis, quero que alguém me salve porque não sou orgulhosa e sei que preciso de ajuda, quero ser feliz pra sempre.
Na falta disso aqui, no mundo onde nada disso acontece, nos refugiamos nos livros. Assim é tudo como queremos. Pra sempre isso não é certo, mas por apenas alguns momentos o final do livro vira o nosso final, o beijo do mocinho é o nosso beijo, a derrota da bruxa é a nossa expectativa de derrota da malvada bruxa. 
Tudo isso porque algumas palavras nos fazem identificar. Quem nunca esperou demais de alguém e não teve retorno? Quem nunca viu a bruxa ganhar, esperando que no final ela quebrasse o salto ou que perdesse as chaves de casa? Quem nunca viu o príncipe chegar em um fusca vermelho ou numa bicicleta?
O final é importante, entretanto enquanto ele não chega, foque no que importa. A bruxa um dia pagará, o príncipe é lindo por dentro ( quem sabe por fora também não seja? ), e os amigos de verdade estarão lá pra ver tudo isso acontecer com você, ao seu lado, talvez não pra sempre, mas por tempo suficiente para se fazer lembrar.
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