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Ei, São Paulo

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   São Paulo me conquistou. Mesmo eu não tendo tendo ido em um lugar sequer dos que havia indicado aqui, descobri pessoas com histórias incríveis e restaurantes deliciosos em questão de quatro dias cheios e por isso que agora, de volta ao frio de Porto Alegre, já estou planejando a próxima vez.
   Para começar pelo básico, preciso dizer que o aplicativo Airbnb é um dos melhores da vida. Através dele, fiquei no edifício Copan por um ótimo preço. Além de ser obra de Oscar Niemeyer e ter uma vista incrível, o metro República fica duas quadras dali e um Starbucks nos cumprimenta na próxima esquina. Outro aplicativo que fez a estadia render foi o Uber. Não sei comparar com as outras capitais, mas achei o preço deles muito bom. O mínimo era R$ 6,50 e não pude reclamar de nem um motorista sequer que me atendeu. Mas, para transporte, eu achei o metro muito mais prático: pelo valor de R$ 3,80 você chega praticamente em qualquer lugar. Se não souber como, existem mapas bem claros nas estações e sua boca também pode ajudar, sabe? Pergunte.
 
Ah, para quem não sabe, eu fui para SP fazer o visto de turismo. Qualquer dúvida, é só perguntar.
   E as compras? Bem, eu não indico a 25 de Março não. Para falar a verdade, fiquei bem decepcionada porque ouvia que era um ótimo lugar para compras. Só que não. Além de muita muita gente (mesmo com uma quantidade grande de policiais por lá, foi inevitável ficar temerosa por roubos e pelas atitudes dos homens, falando cantadas idiotas, tocando em você), não achei nenhum produto muito WOW. Parece o centro de Porto Alegre, só que em escala maior. E sem lojas de departamento.
   Por outro lado, amei o bairro Moema. Por lá existem várias lojas legais e eu tive a sorte de pegar todas elas em liquidação. A que mais amei foi a Ana Mello e preciso dizer que VOCÊS PRECISAM PASSAR LÁ. A loja é super fofa, as atendentes são muito queridas, tem um food truck de milkshake na frente e, poxa, eu pude comprar três sapatos e só pagar por dois na verdade, só comprei um e minha prima comprou dois, mas vocês entenderam a felicidade. 










































   Já na Augusta ficam aquelas loja muito tumblr (alô iNBOx Shoes e Clube Vintage) e tudo de mais divertido que você possa imaginar. Essa foto abaixo é da Villa San Pietro que, mesmo que não tenha nenhum restaurante/loja pelo qual eu possa pagar, é um espaço fofo para fotos. Uma dica legal é o I Need Brechó que fica ali na esquina. As coisas lá são magníficas e os preços te farão chorar.


     E o Bom Retiro que muita gente fala? Não vale a pena não, galera. Você vai encher os olhos e o coração, mas não vai levar nada pra casa se não tiver CNPJ. Mas eu indico ir lá para a) dar uma olhada na Estação da Luz e b) restaurantes. Quando eu estava lá, acabei me atrasando para comer no restaurante coreano que queria (eles fecham 14:00h, ok? Não cometa os mesmos erros que eu) então acabei comendo no Larrô Sushi Café. A comida deles é divina e o atendimento é ainda melhor, viu? O sushi de lá é um dos melhores.

Nas lojas (as de varejo, que podem interessar) não existe provador, então vá de legging ou alguma roupa assim. Os acessórios por lá valem a pena, viu?
   Um lugar que você não pode deixar de ir é a Avenida Paulista. O parque Trianon vale muito a pena ser conferido, assim como a enorme Livraria Cultura. Eu morri com a quantidade de livros, mas não levei nada porque vi o alto custo para mantê-la sendo refletido no valor dos exemplares. Ah, e tem o MASP, né? Fiquei chateada por ter perdido a exposição do Renoir lá, mas achei muito interessante.
   Ah, e as terças no MASP são de graça, viu?
  









































   Ainda sim, mesmo com livraria infinita, sapatos maravilhosos e vielas bonitinhas (ah, falando nisso, visite a loja Rosa Chá na Oscar Freire também. A decoração deles é divina), meu lugar favorito foi o bairro Liberdade. Deixei para ir no sábado de manhã e a minha dica é ir confortável e bem cedo. Quando cheguei, as banquinhas ainda estavam sendo montadas e pude tirar uma fotos legais que até postei no snap (é bibsgeisler, viu? adiciona). Teve rolinho primavera dos deuses, muitas snacks orientais e restaurante coreano que não indico, mesmo com a comida sendo ótima. 


































   Já em lojas, indico muito a Fancy Goods: os produtos lá são uns amores e tem um vendedor que pareceu muito com aqueles ídolos coreanos maravilhosos e eu até fiquei sem graça de tanto que encarei o moço. Outra indicação é Loretta Farma. Os esmaltes lá são bem baratos.

   E pontos turísticos? Nesse quesito, eu acredito que deixei pecar. Não fui em museus, não fui no Beco do Batman, nem nos parques famosos e acredito que só vi a Catedral da Sé porque é perto da 25 de Março, assim como o Pátio de Colégio.

  Tudo que sei agora é que preciso voltar para São Paulo. Tem violência, é poluído e algumas coisas poderiam ser melhor sinalizadas, mas eu adorei porque você encontra de tudo um pouco e acredito que isso seja um privilégio de lá. Com mais de onze milhões de habitantes (só na capital!!!), essa cidade é incrível mesmo.
    Ei, São Paulo, me aguarde que eu volto.
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Não vou abaixar o som, mãe: Catfish and the bottlemen

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   Jaqueta de couro, coturno e roupa all black: Catfish and the Bottlemen é assim. Seus vídeos e letras têm essa vibe dark e você pode até não compreender muito bem sua mensagem de primeira, mas, uma vez que fizer sentido, você vai amá-los. Aliás, esses quatro britânicos são cheios de vida, então prepare-se porque eles se inspiram em Arctic Monkeys. 





































   Eu imagino que um dos pros de se tornar famoso é a capacidade de conhecer pessoas que antes você só admirava de longe; da TV ou dos rádios. Van, o vocalista, admitiu que Hourglass foi um dos seus sonhos sendo realizados, uma vez que a fotografia ficou por conta da filha de Ewan McGregor que, de brinde, trouxe o pai para contracenar no vídeo. Essa canção, inclusive, é uma das minhas favoritas e o resultado do mv foi bem interessante também, então vale a pena conferir.




































   Formada em 2007, a banda de indie rock já possui três álbuns prontos, porém só um publicado. The Balcony, cd liberado em setembro de 2014, teve seu nome devido a Cocoon, música escrita justamente em um balcão em NYC. Esse primeiro trabalho levou os caras por toda Europa, Austrália e Estados Unidos em uma turnê de um ano. Será que Brasil será incluído na divulgação do próximo álbum, que deve sair ainda esse ano? Espero que sim.



E aí, o que achou?
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montanha-russa e o blog

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   Incrível com as coisas mudam, não é mesmo? Em um momento estamos no alto da montanha-russa, vendo o parque inteiro, ouvindo pessoas se divertirem e casais se beijarem apaixonadamente, acreditando que nada pode nos afetar e que tudo está como deveria estar. Porém, em questão de milésimos, estamos descendo naquele carrinho apertado, questionando nossa capacidade de permanecer vivo, achando que não vamos durar muito mais.
   Isso acontece com todos. E isso está acontecendo comigo agora; essa caída desesperadora. Nesses momentos, eu me agarro em amanheceres bonitos, amigos incríveis, músicas tocantes e versículos inspiradores. No que você se agarra?
   O post de hoje é só para dizer isso mesmo.
   Ah, e pra perguntar o que você quer ver aqui no blog. Eu amo falar sobre música, por exemplo, mas vejo que ninguém escuta a música e comenta "que não conhecia, mas que amou". Só. Eu quero falar sobre viagens, porém só dizem "que nunca foram em tal lugar, mas adorariam conhecer" sem nem ler o que eu disse, o que eu indiquei. É óbvio que eu tenho que escrever sobre o que eu gosto (e eu sempre faço isso), entretanto é ótimo saber que leitores se indentificam também, ou não.
   Ah², e queria dizer que tem vídeo novo no canal. É um trabalho da faculdade e foi inspirado nesse texto aqui. Espero que gostem.

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642 coisas sobre as quais escrever: 279

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    Você disse que nós precisávamos de tempo.
    Mentira.
   Olhando você, sentada no banco desconfortável do trem, noto que não precisávamos de tempo. Minutos contados no relógio só aumentariam a raiva, assim como segundos gastos batucando na mesa não mudariam a vontade de nunca mais ter notícias um do outro. Sentamos prestes a fazer uma refeição juntos, mas o desconforto já nos alimentou. Horas não me fariam acreditar que você esquecera das promessas feitas; você as proferiu sabendo das possibilidades. Você prometeu me amar sabendo que aquela era uma aposta da qual não poderia sair vencedora, pois o destino sempre ganha jogos assim. Dias também não seriam longos o suficiente para demonstrar que você era a mesma pessoa por quem me apaixonei. Ou seja, não precisávamos de tempo. O que faltou então?
   Seu marido ajeita seu cabelo e depois continua lendo um livro. Parece uma história de terror. Que ele está lendo, quero dizer; ele parece estar lendo uma história de terror. Mas ver você na sua nova vida é como um festival de horrores também. Sua cabeça repousa no ombro dele e ele sorri quando você suspira profundamente. Vejo seu peito subindo e descendo lentamente, revelando um colar com um pingente peculiar: uma bonequinha. Uma menina. Sua menina. Podia ser nossa, mas é só sua. O que faltou? Não foi tempo. Foi amor? Porque eu dediquei carinho, fiz suas vontades, dei espaço e cuidei de você. Amor era isso ao meu ver: carinho, sacrifício, equilíbrio e cuidado. Amor agora é um sentimento tão abstrato quanto uma pintura: não sei interpretar e tampouco sei se realmente gostaria de saber o significado.
   Quando terminamos, você disse que precisávamos de tempo. Você nunca mais ligou. Faltou bônus no celular para ligar? Faltou tinta na caneta para escrever? Faltou vontade de perguntar se eu estava bem? Faltou tempo ou faltou amor? Não precisávamos de tempo. Precisávamos de verdades. Precisávamos de história.
   Você acorda quando a voz eletrônica anuncia seu destino. Você boceja e seu esposo fecha o livro. E então você olha para frente e me vê. 
   Finalmente não está rolando os olhos, sentada na cadeira de madeira que eu construí porque você pediu. Finalmente não está com os braços cruzados, dizendo que precisamos de um tempo. Finalmente não está na defensiva, dizendo que nunca prometeu nada. Finalmente está me olhando de verdade. E eu sei que você enxerga a dor em mim. Não foi fácil ver você ir embora e se casar meses depois, mas eu segui acreditando. Quebrei a cadeira, mudei de casa e comecei uma coleção de relógios desde que você partiu. Você disse que precisávamos de tempo e eu tratei de conseguir isso de uma maneira simbólica, sempre esperando você.
   Eu consegui tempo. Eu consegui tudo que faltou entre nós. Mas não consegui você de volta.
   Você saiu do trem de mãos dadas com ele e eu notei que fora enganado. 
   Você mentiu.
   Levanto, irritado, sabendo que preciso vender tempo. Realmente não preciso mais dele.
   E aí, antes de sair do vagão, vejo que deixou um relógio para trás.
   Seu relógio.
   Você quer que eu te procure?
   Tic-tac.
   Preciso de tempo.
   Era uma mentira elaborada e complicada ou você se arrependeu de verdade?
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